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segunda-feira, 3 de outubro de 2016

O esvaziamento das ideias


Sempre é um prazer estar aqui escrevendo no blog. Confesso que tem sido muito difícil estar presente sempre, por conta do cansaço do dia, da pseudo falta de criatividade e por colocar outras coisas como prioridade que não esta adorável página que me acompanha há quase dez anos.

Mas vez por outra venho aqui, não com um texto qualquer só para dizer que estou escrevendo e sim como uma ideia, com uma opinião, com algo que faça as pessoas refletirem, assim como eu reflito enquanto escrevo essas palavras.

Tenho observado muito as redes sociais. Como jornalista, é praticamente inevitável, porque meu trabalho e também minhas atividades voluntários as envolve profundamente. Mas é incrível perceber como as redes sociais mexem com a gente, mexem com nossos pensamentos e ideias.

Logo quando comecei este blog, em dezembro de 2007, o gênero weblog estava no auge. Inclusive, vários deles tinham o privilégio de ter mais leitores do que os sites oficiais de veículos de imprensa. Nessa época, até mais ou menos 2010, vários amigos e conhecidos tinham blog. Pode observar do lado direito: vários links, alguns com anos de desatualização, outros na ativa, outros ainda mudaram de página... Era um momento incrível de profusão de ideias. 

Havia textos muito bons, muito mesmo. Inclusive a gente meio que citava uns aos outros. O compartilhamento era via Twitter e era muito legal essa interação, novas ideias surgindo, muito empolgação na escrita. Parecia ser um terreno fértil para algo muito bom. 

Mas, em 2011, o Facebook tomou conta do país. E a plataforma foi mudando durante o processo, Nessa mudança, pode observar: pouca coisa criada e muita, muita coisa compartilhada. Temos ilhas de pensamento cercadas de compartilhamento por todos os lados. Até mesmo quando a gente quer comentar sobre algo, o fazemos com base de textões interessantes que fazemos questão de replicar, ganhando muitas curtidas e compartilhamentos, mesmo que o conteúdo seja do outro.

Vejo cada vez mais páginas como Incrível, Perfeito etc, com vídeos com mensagens inspiradoras, dicas estilo autoajuda e também de cuidados com a casa, moda etc. Vejo gente compartilhando notícias, vídeos, fotos suas, mas pouco conteúdo autoral. Até mesmo os escritores que conheço estão cobertos debaixo de outras postagens. Onde estão?, eu me pergunto. Enquanto eu escrevo isso também me pergunto se eu não poderia ser uma agente para que essas ideias voltassem a circular através do meu blog...

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

Mudando de percepção

Olá! Tô até com vergonha de começar a escrever, porque num post anterior eu disse que não ia abandonar o blog e olha eu aqui em fevereiro de 2015 - uns quatro meses depois da minha última postagem. Mas, enfim, eu voltei!

Antes de começar a tratar do tema deste post, eu gostaria de falar o motivo pelo meu afastamento. Bem, eu poderia dar vários motivos, como falta de tempo, priorização de outras atividades e tal, mas isso só seriam desculpas e não iriam refletir a grande verdade que é: eu me preocupo demais com o que eu publico!

Eu me sinto eternamente responsável por aquilo que publico, parafraseando Saint Exupéry. E sou mesmo. Antes, logo no início, eu tratava o meu blog apenas como um diário pessoal. Sim, eu tinha um diário na adolescência (até hoje os guardo, pra falar a real), mas aqui o negócio é bem diferente, porque pessoas que eu nunca imaginei que poderia conhecer têm acesso aos meus textos e pensamentos. Algumas pessoas que estão subscritas no meu blog, por exemplo, nunca vi e nunca conversei na vida.

Isso é bastante legal e, ao mesmo tempo, assustador, porque a gente tem que dosar bem o que escreve. Textos pessoais acabam mostrando demais quem você é e não quero me expor totalmente. Essa preocupação se explica pela idade: à medida que você vai... à medida que os anos passam (eu não me chamo de velha, tá? rsrs), você vai amadurecendo e passar a não cometer antigos erros - ou até comete, mas enfim, espera-se que o amadurecimento de leve à sensatez.

O mais legal é que esse senso de responsabilidade faz com que meu blog tenha utilidade pública. Isso porque, antes, ele servia para mim, até mesmo como um desabafo, das coisas que eu estava enfrentando naquele momento. Recentemente, e isso ocorre com alguma frequência, amigos me pedem para retomar o blog, dizendo que se identificam comigo e com minhas divagações. É bom ter esse lugar no mundo.

Pois bem, depois de cinco parágrafos, você deve estar pensando: quando é que ela finalmente vai entrar no tema do título, conforme prometeu lá em cima? Me desculpe, mas querendo ou não, já entrei. A minha mudança de percepção me fez pensar o modo como escrevo no meu blog.

Aliás, de todas as coisas que mudei nesses anos de vida - e olha que foram muitas, de certa forma - a maior que considero foi a minha mudança de percepção. De repente, me senti como se meus olhos estivessem abertos e eu enxergasse as pessoas de outra forma. O fato de eu ter lido um livro como O Corpo Fala me fez enxergar as ações e reações dos outros de forma diferente. Agora, lendo Aprendi com Jane Austen, o autor me leva a observar o quanto essa autora explora as nuances da vida através das personagens e fala sobre temas como "amadurecer" em Orgulho e Preconceito ou "aprender a aprender" em A Abadia de Northanger (que eu ainda não li, mas já vi a minissérie da BBC).

No fim das contas, o tempo não pode fazer nada por você, ao menos que você queira usá-lo a seu favor, para que busque a sabedoria. A minha mudança de percepção é ótima para eu saber como lidar com as pessoas, mas ela não pode me impedir de fazer aquilo que eu gosto de fazer e no qual posso ser útil para as outras pessoas: escrever. 

Só não vou voltar à experiência de escrever pelo celular, pois me foi enfadonha das vezes que eu o fiz. Mas escreveria no teclado e as minhas ideias rapidamente passaram pela tela. E, se eu quiser, posso apagar tudo e escrever novamente, já o fiz várias vezes. É assim que a gente vai transmitindo um pouco de nós.

quinta-feira, 28 de agosto de 2014

Uma das maiores lições que aprendi

Qual a legenda: "Voltei!"? "Liberdade!"? Escolha!


Olá!! Depois de um tempão sem postar nada, eis que estou de volta! Mas antes de começar a escrever sobre o tema da postagem, gostaria de deixar claro: Não pretendo abandonar esse blog! Sei que andei sumida uma década (rsrs), quando eu tinha prometido que as postagens seriam mais frequentes, mas vacilei. Sim, eu vacilei e estou aqui me redimindo agora.
Esse blog faz parte da minha vida! Simplesmente ele acompanha minha vida há sete anos!! Sem contar que ele acompanha a parte da minha vida que considero mais crucial, não por ser a mais recente, mas sim porque foi onde tive mais transformações e aprendizados.
Afinal de contas, há dez anos atrás eu me converti verdadeiramente a Cristo - porque antes eu só era uma frequentadora de igreja - há nove anos atrás eu me batizei. Foi o período em que entrei e saí da faculdade. Período de novas descobertas e novidades. Alegrias com novas amizades, decepções com outras e até mesmo desilusões amorosas para variar rs. Muita coisa eu postei aqui, mesmo que não esteja muito óbvio.
O mais engraçado é que se eu voltar para as postagens, vou ver como minha escrita mudou, como eu amadureci e sinto mais liberdade para escrever aqui. Bem, mas vou parar com as observações, porque afinal de contas, depois de quatro parágrafos, parece que tô te enrolando para não ir direto ao ponto.... kkkkk Mas a verdade que até isso aí em cima tem a ver com o post de hoje (não foi proposital).
Quer saber qual foi uma das maiores lições que aprendi? Não se preocupe demais com a opinião dos outros. Sério. É isso mesmo. E vou explicar o porquê.
Quando a gente tá na adolescência, há uma necessidade muito grande de ser aceito - em geral, pois há exceções. Você procura ser o mais popular, o mais bonito, o mais inteligente e se for uma mistura disso tudo você se sente o máximo.
Eu me preocupava muito com a opinião dos outros. Era excessivo. Quando passei da adolescência para a juventude, aí foi pior. Eu tinha necessidade de ser aceita. E, para isso, eu fazia um bocado de coisas. Até mesmo ser quem não sou, criar um personagem que, confesso, não saiu como eu planejava, mas me fez ficar em evidência em algum momento.
O momento é que buscar a aprovação dos outros cansa. E o pior é quando ela não vem. Aí bate rejeição e pode até surgir uma depressão em casos mais graves. Você tem a necessidade de participar de todos os eventos para galera não esquecer você. Tem que mandar e-mails, tem que ser "amiguinho de todo mundo", tem que ser a boazinha em tudo. Pra quê?
Nesse processo, descobri - um pouco tardiamente - que você não vai ser amiga de todo mundo - graças a Deus. Descobri também que há pessoas muito especiais e amigos de perto que você deve segurar com força. Há gente que nunca vai ser amigo, mesmo que você queira - depois você até dá graças a Deus porque iria ser um estorvo tão grande.
Descobre também que você deve fazer sua vida. Sei que a frase parece absurda, mas entenda: você precisa de um tempo para si, para se cuidar, para fazer suas coisas. Divertir-se lendo um livro, ouvindo uma música, escrevendo no seu blog... (ironia mode on). O lance é que você precisa se amar e gostar da sua companhia. Gostar de você mesmo. Sério. E cuidar da sua família também, porque quem não trata bem os da sua própria casa está em maus lençóis. Sugestão de leitura: Quando as pessoas são grandes e Deus é pequeno, de Edward T. Welch. Vale a pena!
Bem, fico por aqui, mas gostaria de fazer um adendo: aconteceu uma coisa bizarra no blog. Foi o seguinte: sem querer, sincronizei as fotos do celular com o Google. As fotos caíram no Google +, aí apaguei, mas acabei apagando, sem querer, as fotos desse blog. Quase chorei quando vi a besteira que fiz. Por isso, não estranha a falta de imagens, especialmente a do topo da tela logo na página inicial - tô doida atrás dessa imagem linda enviada pela minha amiga Karlinha logo no início desse blog.
Espero continuar postando nesse blog. Pretendo atualizá-lo, pelo menos, a cada duas semanas. Caso eu não faça isso, puxe minha orelha. Sério. Eu tô quase não me perdoando.



segunda-feira, 17 de março de 2014

Eu voltei!


Não me lembro que livro é este, faz meses que tirei a foto rs
"Eu voltei, agora pra ficar..." - Eu não poderia deixar de citar esse trecho da música de Roberto Carlos, porque achei que seria muito legal e engraçado colocar aqui. Mas sim, eu voltei, e acredito que pra ficar. Como seria minha mente sem um blog?
No entanto, para a minha volta, foi necessário repensar algumas coisas. Isso porque sempre tive medo de confundir meu blog com os diários que escrevia na época da adolescência. Isso porque a gente começa a falar de tanta coisa, que acaba sendo muito íntimo e isso pode acarretar problemas para mim.
Por isso, a minha volta é bem cuidadosa, cautelosa, para que eu não me exponha além do que devo. Isso porque tenho pensado em várias postagens desde o dia 30 de dezembro de 2013, data do último post publicado. Ao mesmo tempo, tenho pensado em escrever sobre várias coisas interessantes, sobre livros que li, filmes que assisti, situações que passei...
Sabe, pareço uma pessoa bem tranquila - e sou - mas minha mente é um turbilhão de ideias, de pensamentos e, às vezes, chego até a pensar alto - às vezes penso alto demais rs. A melhor forma que encontro para me expressar é através da escrita. Não imaginaria a minha vida sem a oportunidade de ler e escrita.
E sobre o que eu poderia falar aqui? Bem, poderia continuar falando sobre o cotidiano, a cultura, a política. Poderia falar sobre as sacadas geniais ou não que tenho, as observações que faço sobre algumas coisas, as descobertas de easter eggs reais.
 Sobre séries, estou vendo The Walking Dead (nossa, eu poderia muito escrever pelo menos um post sobre, né?). Dei uma pausa em Downton Abbey, Dexter (atrasadona na terceira temporada e a série já findou), Once Upon a Time.... ainda ressentida com o final de Fringe. Super feliz com a volta filme de Veronica Mars (e doida pra chegar em DVD no mês de maio tsc tsc). E lembrando que eu tinha dado uma pausa em How I met your mother (mais atrasada ainda do que em Dexter) e pensando em ver Comunity. Abandonei Glee. Parei de ver The Vampires Diaries, mas não foi por querer (apesar de que de vez em quando vejo alguns episódios de temporadas mais recentes). Enfim...

Li vários livros, de vários temas, desde Comunicação/Jornalismo, Cinema até livros cristãos com diversas abordagens (oração, liderança e autoridade espiritual só para citar alguns deles) e ficção, é claro. Também poderia deveria escrever sobre eles.

Então, vamos lá? Chega de ficar enrolando. Vou pensar em algum desses assuntos - ou a relação entres eles - e mandar brasa. Já até tenho uma ideia aqui: adaptação de livros para cinema e/ou televisão (e pensei muito nisso nos últimos dois anos). Mãos à obra!

Opa opa opa! Lembrando que já escrevi sobre isso em outro post, então vou tentar pensar em outro viés. Ok!

domingo, 30 de dezembro de 2012

Os cinco primeiros

Foto ilustrativa... eu leio à luz da fluorecente mesmo!

Anteontem, aproveitei um momento e comecei a ler o livro bíblico de Mateus. Eu já tinha lido outras vezes e essa leitura faz parte de um projeto pessoal de ler a Bíblia toda na ordem como ela é organizada - sabia que essa ordem não é exatamente cronológica e que há várias formas de se ler a Bíblia toda? - e esta é a segunda vez que faço essa leitura.

Confesso que fiz um pouco diferente desta vez. Parei em Ezequiel e fui para Mateus, mas pretendo voltar ao profeto do Antigo Testamento. É que quero ler o Antigo e Novo Testamento agora ao mesmo tempo. Vai ser bem interessante.

Bem, ao começar, no primeiro capítulo, já tive uma recordação no mínimo curiosa: quando eu era pequena - comecei a frequentar a igreja batista com seis anos de idade - eu gostava de ver a parte de genealogias. Por quê? Não sei ao certo, mas eu acredito que minha curiosidade era com os nomes estranhos pra mim e também com o fato de ver as origens de uma pessoa. 

Já até pensei em fazer esse lance de árvore genealógica, mas nunca parei de fato pra concretizar isso. O fantástico é perceber agora mais claramente que a genealogia de Jesus tinha uma função super importante ali no livro de Mateus - mostrar que Ele é descendência de Abraão, Raabe, Rute e Davi, nomes que podem ser encontrados no Antigo Testamento.

No capítulo 2, vemos a narração do nascimento de Jesus. A revelação a Maria e também a José - imagina ficar grávida sem ter tido nenhum tipo de relação? Deus é tão perfeito que confirmou no coração dos dois, para que tudo saísse direitinho e não houvesse problemas. Ele nasceu, enfurecendo o Rei Herodes, mas trazendo esperança e salvação. Aleluia!

No terceiro capítulo, Ele se encontra com João Batista e é batizado, deixando o exemplo para nós. Mesmo sendo Deus, Ele quis ser exemplo. No 4, ele é tentado após 40 dias e 40 noites em jejum - Nossa! - e vence o inimigo citando textos bíblicos com convicção. Por isso, precisamos sempre ler e meditar na Bíblia, para que a Palavra do Senhor preencha nosso coração e estejamos preparados para as ciladas do inimigo. 

No quinto, nossa, que grande lição do nosso Mestre! Palavras inspiradoras e de motivação para que possamos fazer o que é correto. Ele também nos confronta, a mudarmos nossa conduta em várias áreas da nossa vida. Fala sobre adultério, amar os inimigos... tantas lições importantes. 

Quer saber mais detalhes? Leia os cinco primeiros capítulos de Mateus. Quer conhecer mais? Leia os quatro evangelhos. São quatro visões da linda e real história do Mestre dos mestres, do Rei dos reis, Jesus Cristo. 


segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Expressão



Olá! Você, assíduo leitor deste blog talvez esteja chateado pelo hiato em que te coloquei. Peço desculpas, mas não foi possível escrever. O motivo não foi exatamente a falta de ideias, mas o excesso delas. Sim, eu estava com muita coisa em minha mente.

Tudo começou a partir da oração. Ao falar com o Senhor, coloquei muita, muita coisa diante d'Ele. Achei que a resposta seria uma. Mas foi outra completamente diferente. No começo, não entendi muito bem, mas hoje já percebo em parte o que tem acontecido.

O lance é o seguinte: o aprendizado, seja ele qual for, contém a parte teórica e prática. Eu sempre fui mais voltada pro lado da teoria. Um dos meus lemas era "Eu aprendo com os erros dos outros". Isso tudo foi abaixo no dia em que Deus quis me mostra a fundo quem sou - e você pode ver essa crise existencialista no texto imediatamente anterior.

Foi necessário passar por algumas coisas. Viver algumas experiências. Na medida do possível, irei compartilhar o que aprendi com cada uma delas. O fato é que ainda estou aprendendo, a estrada é longa. Nem por isso deve-se desistir, pelo contrário, a persistência é essencial.

Peço desculpas também pela imprecisão. Colocar essas palavras no papel, ou melhor, na tela, me custou muito. Demorei muito tempo para criar coragem e escrever isto, assim como poderia demorar mais em escrever as outras coisas que quero compartilhar.

Espero que eu não demore tanto tempo assim. Mas, caso demore, compreenda, a dificuldade de colocar por escrito o que está na mente e no coração é quase que insuportável. E mesmo assim eu não poderia colocar tudo. Não poderia me expor. 

Bem, caro leitor, vou ficando por aqui. Reunirei forças para escrever mais do que apenas desabafos. Espero que minhas palavras façam sentido. No momento, elas não fazem sentido nem para mim mesma, mas é apenas o efeito colateral de ter tanta coisa na cabeça no momento.

Até mais!

sábado, 11 de agosto de 2012

Chegará

Enquanto aguardo ansiosamente pelo fim do inverno - não exatamente a estação climática - deixo-vos um texto de Cecília Meireles, querida Cecília que com vários poemas alegrou minha infância e adolescência. A foto que o ilustra é duplamente minha: eu fotografei o arranjo de flores feito de fuxico que eu mesma fiz.

A Primavera trará consigo mais flores


Primavera, de Cecília Meireles

A primavera chegará, mesmo que ninguém mais saiba seu nome, nem acredite no calendário, nem possua jardim para recebê-la. A inclinação do sol vai marcando outras sombras; e os habitantes da mata, essas criaturas naturais que ainda circulam pelo ar e pelo chão, começam a preparar sua vida para a primavera que chega.

Finos clarins que não ouvimos devem soar por dentro da terra, nesse mundo confidencial das raízes, — e arautos sutis acordarão as cores e os perfumes e a alegria de nascer, no espírito das flores.

Há bosques de rododendros que eram verdes e já estão todos cor-de-rosa, como os palácios de Jeipur. Vozes novas de passarinhos começam a ensaiar as árias tradicionais de sua nação. Pequenas borboletas brancas e amarelas apressam-se pelos ares, — e certamente conversam: mas tão baixinho que não se entende.

Oh! Primaveras distantes, depois do branco e deserto inverno, quando as amendoeiras inauguram suas flores, alegremente, e todos os olhos procuram pelo céu o primeiro raio de sol.

Esta é uma primavera diferente, com as matas intactas, as árvores cobertas de folhas, — e só os poetas, entre os humanos, sabem que uma Deusa chega, coroada de flores, com vestidos bordados de flores, com os braços carregados de flores, e vem dançar neste mundo cálido, de incessante luz.

Mas é certo que a primavera chega. É certo que a vida não se esquece, e a terra maternalmente se enfeita para as festas da sua perpetuação.

Algum dia, talvez, nada mais vai ser assim. Algum dia, talvez, os homens terão a primavera que desejarem, no momento que quiserem, independentes deste ritmo, desta ordem, deste movimento do céu. E os pássaros serão outros, com outros cantos e outros hábitos, — e os ouvidos que por acaso os ouvirem não terão nada mais com tudo aquilo que, outrora se entendeu e amou.

Enquanto há primavera, esta primavera natural, prestemos atenção ao sussurro dos passarinhos novos, que dão beijinhos para o ar azul. Escutemos estas vozes que andam nas árvores, caminhemos por estas estradas que ainda conservam seus sentimentos antigos: lentamente estão sendo tecidos os manacás roxos e brancos; e a eufórbia se vai tornando pulquérrima, em cada coroa vermelha que desdobra. Os casulos brancos das gardênias ainda estão sendo enrolados em redor do perfume. E flores agrestes acordam com suas roupas de chita multicor.

Tudo isto para brilhar um instante, apenas, para ser lançado ao vento, — por fidelidade à obscura semente, ao que vem, na rotação da eternidade. Saudemos a primavera, dona da vida — e efêmera.


Texto extraído do livro "Cecília Meireles - Obra em Prosa - Volume 1", Editora Nova Fronteira - Rio de Janeiro, 1998, pág. 366.

Fonte:  http://www.releituras.com/cmeireles_primavera.asp

terça-feira, 10 de julho de 2012

Oi!


Depois de um longo hiato - do qual eu mesma tive medo de permanecer ad infinitum - estou de volta apenas para dizer "Oi". Sim, é isto mesmo. Precisava falar algo e acabar de vez com este silêncio. Confesso que durante esse período apareceram muitas ideias para escrever. Algumas delas cheguei a digitar, mas me pareceram tão bobas que desisti e apaguei. Outras pensei, mas por algum motivo não coloquei no pap... na tela e aí esqueci de todo. Agora estou aqui, para dizer "Oi", mas não é um simples "Oi".

Estou indignada e poderia escrever mil páginas acerca de tantas coisas erradas que estou vendo por aí afora, mas preferi me contar e usar minha força criativa para outra coisa. Percebi que as palavras podem ficar no ar... e apenas no ar e não ter efeito algum. Gostaria de saber que ações posso tomar para alterar a realidade que tanto tenho detestado e ainda estou descobrindo. Umas pelo menos já sei...

Percebi que eu ficava pensando demais e que o pensamento sem ação começava a me corroer por dentro. Simplesmente não quero ter arrependimentos. Até saio sem guarda-chuva com o tempo fechado, pois não quero ficar prevenida das gotas de chuva. Eu quero me molhar e me arriscar um pouco mais. 

Algumas coisas mudaram pra caramba e estou super feliz pois elas se mostram exatamente como são. Outras estão cinzas, por isso, pegarei meus pincéis e minha tinta guache e pintarei um pouquinho... ou muitão! Desculpe-me se este texto está um pouco sem nexo, mas é que tudo a meu redor parece não ter muito sentido agora. Eu absorvo e despejo isso. Você aceita se quiser.


segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Quem manda aqui?

Recebi este texto por e-mail e achei-o perfeito para o momento. Desconheço o autor, então, se alguém souber me avisa, tá?


Quem manda aqui?




Você já teve dificuldade em descobrir a vontade de Deus para o seu futuro?

Acalme-se, você não está sozinho.

- Devo casar-me ou ficar solteiro?
- Aposento-me ou continuo trabalhando?
- É hora de ter filhos?
- Abrir mão ou se sacrificar?

As perguntas são intermináveis. Uma segue-se à outra. Cada nova responsabilidade exige novas decisões.

Afinal, como é que podemos saber o que Deus quer?

- Buscar conselho?
- Orar?
- Ler a Bíblia?

Tudo isso está certo, mas existe uma decisão que deve ser tomada em primeiro lugar.

Para saber qual é a vontade de Deus, devemos nos entregar totalmente à vontade de Deus. Nossa tendência é tomar a decisão por Deus. É semelhante a um garoto que costumava fazer isso com a sua mãe.

Quando ele era criança detestava ficar resfriado por duas razões:
1) Ele sofria e
2) Sua mãe era enfermeira.

Como sua mãe era enfermeira, ela sabia que a maneira mais rápida de curar a gripe era com agulha... em seu traseiro.

- Ai, Mãe!
(Ele cresceu achando que "penicilina" era um palavrão).

Quando ela dizia para ir buscar "o remédio", ele pegava tudo menos a odiosa agulha de injeção. Voltava com as mãos cheias: aspirina, gotas para os olhos, os ouvidos, o nariz, ataduras para o tornozelos, tudo menos penicilina. Mas, como as boas mães sempre fazem, ela não hesitava: "Você sabe que não é nada disso. Agora, volte", e ela sorria. Ele voltava e ia buscar a agulha.

O ponto a ser observado é este mesmo. Não vá para Deus com opções e esperando que ele escolha uma das suas preferências.

Vá para Deus com as mãos vazias...
Sem planos ocultos...
Dedos cruzados...
Nada escondido por trás das costas.

Vá até ele disposto a fazer o que quer que ele lhe diga.
Se você lhe entregar a sua vontade, ele irá então aperfeiçoá-lo em todo bem, para que você cumpra a vontade dEle (Hebreus 13.21).

Que as bênçãos do Senhor esteja sobre sua vida neste dia.

(Desconheço o autor)

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Eu quero um texto

Foto antiga, mas revela minha paixão
pela escrita mesmo durante o trabalho 
Eu quero um texto. Eu quero um texto que seja fácil de escrever, mas que ao mesmo tempo me faça pensar muito, medir cada palavra. Também quero um texto que seja extenso, mas não cansativo; que seja rápido de ler, mas não raso.

Eu quero um texto pessoal, mas que fale a uma multidão. Quero que cada pessoa leia e se identifique, seja em parte, seja no todo. Também quero um texto simples para os menos cultos e instigante para os intelectuais.

Eu quero um texto que faça as pessoas imaginarem várias coisas e ao mesmo tempo não pensarem em nada. Quero um texto que seja suficientemente bom para ser publicado em um livro e suficientemente prático pra ser enviado via e-mail para os amigos.

Eu quero um texto que explore palavras pouco usadas, mas que dê espaço para neologismos e gírias. Que, de crianças a idosos, todos possam se sentir parte do universo ali retratado.

Eu quero um texto de ficção não-ficção. Um romance, um conto, uma crônica, prosa e poesia, tudo muito junto. Lírico, épico, dramático. Tudo junto. Em primeira ou terceira pessoa. Realismo fantástico ou entrevista. Dicionário e terror. Aventura e biografia. Científico e religioso. E muito mais.

Como são muitas coisas, eu não quero um texto apenas. Eu quero vários textos. Que não caibam em livros. Que possam transbordar os pensamentos. Mas que, em algum momento, sejam lidos.

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Ilimitada

Esta é uma das minhas fotos preferidas
Foi como se eu acordasse de um sonho. Como cenas de alguns filmes ou de alguns clipes musicais. De repente, tudo parecia tão diferente... porque agora meu olhar é outro. E, finalmente, eu poderia... Voar!


Sim, certas amarras me prendiam. E eu não podia me desvencilhar porque, de fato, eu mal tomara conhecimento delas. Ignorava-as como as pessoas hoje em dia ignoram os mendigos nas ruas. É uma visão ruim, não por eles, mas pela situação deles. Incomoda. Eles estão lá. Mas a gente simplesmente passa e finge que não vê, quando deveria fazer algo a respeito. Mas esta é uma outra história...

Para bem da verdade, em certos momentos, eu não queria ver. Coloquei na minha mente e coração que simplesmente era mais confortável ficar ali, presa, limitada, do que simplesmente tentar me libertar. Por quê? Porque é mais cômodo. Afinal, para quem nunca voou, o medo é inevitável. Alguns mais corajosos dirão que o desconhecido motiva-os. Eu não. Sempre fui medrosa. Aliás, sempre não, agora não sou mais. Agora já sinto vontade de me libertar. Ou melhor, me libertei mesmo.

Talvez porque sou míope. Ah, mas há certos tipos de bloqueio na visão que nem óculos de grau altíssimo são capazes de curar. Nem lentes ou cirurgias mais avançadas.

Não vou pensar no tempo que perdi, pois, se eu ficar pensando nisso, mais tempo perderei. Também não vou tentar arranjar novas cordas para me prender. Pois, às vezes a gente se acostuma tanto com elas que, mesmo livre, ainda quer senti-las apertar nossos pés, mãos, nosso ser. Não, delas não terei mais notícias, apenas na minha lembrança, guardada no fundo do baú do meu inconsciente.


Corri também atrás de muita coisa que não valia apena. Como Alice, curiosa, atrás de um coelho branco, sem razão. Sim, ela divertiu-se, assustou-se, conheceu coisas e pessoas novas. Experiência. Talvez tenha sido o único presente que valeu a pena nessa jornada.

Enquanto isso, vou tentando imaginar que rumos tomar. Ilimitados. Afinal de contas, já me desvencilhei das cordas. Mas ilimitada no meu contexto. Sei que existe alguém realmente ILIMTADO que pode me fazer coisas ilimitadas conforme a minha estrutura. Isso também é uma outra história. Só sei que agora posso proclamar aos quatro cantos aquilo que achei que tinha o tempo todo, mas que só agora consigo realmente sentir e expressar: Liberdade!

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

O vestido azul

Li este texto em mais um folheto da Farmácia Sant'ana e gostei muito, me levou a muitas reflexões.

O Vestido Azul

Num bairro pobre de uma cidade distante, morava uma garotinha muito bonita. Ela frequentava a escola local. Sua mãe não tinha muito cuidado e a criança quase sempre se apresentava suja. Suas roupas eram muito velhas e maltratadas.

O professor ficou penalizado com a situação da menina. 'como é que uma menina tão bonita, pode vir para a escola tão mal arrumada?'. Separou algum dinheiro do seu salário e, embora com dificuldade, resolveu lhe comprar um vestido novo.

Ela ficou linda no vestido azul. Quando a mãe viu a filha naquele lindo vestido azul, sentiu que era lamentável que sua filha, vestindo aquele traje novo, fosse tão suja para a escola.

Por isso, passou a lhe dar banho todos os dias, pentear seus cabelos, cortar suas unhas. Quando acabou a semana, o pai falou: 'mulher, você não acha uma vergonha que nossa filha, sendo tão bonita e bem arrumada, more em um lugar como este, caindo aos pedaços? Que tal você ajeitar a casa? Nas horas vagas, eu vou dar uma pintada nas paredes, consertar a cerca e plantar um jardim.'

Logo mais a casa se destacava na pequena vila pela beleza das flores que enchiam o jardim, e o cuidado em todos os detalhes. Os vizinhos ficaram envergonhados por morar em barracos feios e resolveram também arrumar as suas casas, plantar flores , usar pintura e criatividade. Em pouco tempo o bairro estava todo transformado.

Um homem, que acompanhava os esforços e as lutas daquela gente, pensou que eles bem mereciam um auxilio das autoridades. Foi ao prefeito expor suas idéias e saiu de lá com autorização para formar uma comissão para estudar os melhoramentos que seriam necessários no bairro. A rua de barro e lama foi substituída por asfalto e calçadas de pedra. Os esgotos a céu aberto foram canalizados e o bairro ganhou ares de cidadania.

E tudo começou com um vestido azul. Não era intenção daquele professor consertar toda a rua, nem criar um organismo que socorresse o bairro.  Ele fez o que podia, deu a sua parte. Fez o primeiro movimento que acabou fazendo com que as outras pessoas se motivassem a lutar por melhorias.

Será que cada um de nós está fazendo a sua parte no lugar em que vive? Por acaso somos daqueles que somente apontam os buracos da rua, as crianças à solta sem escolas e a violência do transito? Lembramos que é difícil mudar o estado total das coisas. Que é difícil limpar toda a rua, mas é fácil varrer a nossa calçada. É difícil reconstruir um planeta, mas é possível dar um vestido azul.

Há moedas de amor que valem mais do que os tesouros bancários, quando endereçadas no momento próprio e com bondade. Você acaba de receber um lindo vestido azul.

Autor desconhecido

Feliz 2011

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Parar pra reparar

Sinto como se tivesse muito a dizer. São muitas, muitas coisas que têm se passado pela minha mente. Caso eu quisesse colocar no papel, certamente resultaria em milhares e milhares de páginas. 

É como se cada coisa, mínima que fosse, tivesse algum significado. Diariamente, gosto de fazer um trajeto pela cidade passando pela orla. Amo ver o mar. Não costumo muito ir à praia, há meses que não vou, mas gosto de ficar olhando o mar. E olhar aquelas ondas que vêm e vão. E ficar divagando ao olhar. Gosto quando, pela manhã, os raios de sol brilham no mar. Gosto também de ver a praia à noite, quando vejo silhuetas a andar pela areia. 

Também observo as pessoas. Como uma vez, em que estava almoçando sozinha e, a poucos metros ao meu lado, vi dois homens conversando. Reparei em seus gestos, suas expressões... não estava interessada no que eles falavam; apenas como agiam. 

E reparo nas nuvens que passam no céu. Quando eu era pequena, imaginava que havia figuras desenhadas nelas. Eu e uma de minhas primas brincávamos de dizer qual o formato de cada nuvem. Mas agora só consigo ver aqueles algodões... Às vezes ficam escuros, sombrios... vai cair uma tempestade.

O fato de pensar em tanta coisa me faz querer ficar sem pensar nada. Mas é impossível. A mente humana tem um trabalho incessante. Até mesmo quando estou dormindo. Tenho meus sonhos. E queria lembrar de todos, mas só me lembro de alguns, e ainda assim bem vagamente.

Você olha para trás e vê um bocado de coisas que quer esquecer. Olha para frente e assusta-se com o desconhecido, com o que estar por vir. Há uma escolha a fazer. E, sinceramente, não dá pra ficar parada.

As ondas, elas remetem a pensamento. Lembro-me das aulas de Literatura e o fluxo de pensamento provocado por reticências. São como ondas... ... ... ... ... ... ... ...

Talvez eu queira sentir o calor de um raio de sol na minha pele. Talvez eu queira sentir a brisa que passa. Talvez eu queira ouvir o barulhinho do seu riso. Talvez eu quero fechar os olhos e imaginar que tudo vai ficar bem. Sim, tudo vai ficar bem, um dia desses.

O mais engraçado desse texto é que ele é sobre qualquer coisa. E então vou escrevendo sobre muita coisa mesmo. Afinal de contas, como eu disse no início, há muito o que escrever. Milhares e milhares de páginas. E agora elas são jogadas ao vento, na espera de que alguém as encontre e leia. Apenas leia.

Eu poderia continuar a escrever mais. Mas escolho parar por aqui. Vou parar para reparar em várias coisas dessas vida. E, quem sabe, ter mais coisas a escrever.

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Hello, world!

Olha eu aqui! Depois de tanto tempo sem escrever nada, estou de volta. Mas não fique frustrado com o que eu vou escrever agora: não vou discorrer sobre nenhum tema específico por enquanto, este não é um post para compartilhar ideias.

Este post é apenas uma preparação para o meu retorno (se assim Deus permitir). Aconteceu muita coisa nesses últimos dias, especialmente nesse último fim de semana. Infelizmente, não posso contar os detalhes (não sou louca de fazer isso, seria quase "suicídio social" rs), mas irei detalhar o que todas essas coisas - difíceis, engraçadas, loucas e sérias - geraram em mim. Sim, porque o mais importante não é a ação e sim a minha reação!

Por isso, caro leitor, prepare-se! Será uma empolgante viagem!

Até lá!

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Lembranças

O título deste post não faz nenhuma referência ao filme do galã vampiro Robert Pattinson, até porque ainda não vi esse longa protagonizado por ele. É algo mais intimista. É sobre mim mesma.

Quando a gente mexe em coisas antigas, acaba tendo grandes surpresas. Ou recordando-se de antigos projetos que há muito ficaram para trás. Ontem, feriado, foi um dia de eu encontrar várias objetos que estavam guardados "no fundo do baú" (as aspas é pelo fato de eu não ter um baú propriamente dito e sim um guarda-roupas).

Eu, por volta dos três anos de idade

Rever e ler meus diários/agendas foi como uma viagem no tempo. Só que menos empolgante do que aquelas à la De volta para o futuro. Me deparei com pensamentos antigos, há muito abandonados. Também descobri ideias que poderiam ser colocadas em prática, sonhos antigos que por algum motivo caíram no esquecimento. Não poderiam. Deveriam ter continuado com a mesma força e intensidade que na época em que foram concebidos. Mas o tempo passa, "a gente cresce e amadurece..." (música do Funk Machine?) e percebe que a realidade é bem diferente daquilo que a gente sonha. Não que eu deva parar de sonhar... mas que meus sonhos sejam um pouco "pé no chão".

Também me deparei com uma tal de "Carta de uma adolescente". Infelizmente (ou não) joguei fora o tal texto. Na época (e eu devia ter pelo menos uns 11 anos quando o li pela primeira vez), eu achava o escrito o máximo, tudo aquilo que eu queria dizer aos adultos, mas faltava coragem. Falava sobre liberdade, tolerância para com as atitudes, por vezes irresponsáveis, dos adolescentes. Ontem, achei a mais pura bobagem, coisa de quem não sabe nada da vida e acha que os pais são "inimigos". E aí percebi o quanto já sou adulta...

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Linda canção

"Quando as coisas não acontecem do jeito que eu quero
Em lugar de ficar triste é melhor quando eu espero para saber o porquê
O que o Senhor quer mostrar, o que ele quer dizer
Quando não faz aquilo que meu coração quer mais.

É fácil sorrir quando a gente acredita que Deus toma conta da nossa vida.
E, é tão bom saber, que ele vai suprir, qualquer necessidade que eu sentir.
Às vezes, fica difícil de acreditar que aquilo que eu quero não é o melhor para mim.
Então, procuro meu Senhor e lhe digo que não consigo entender.
Mas que posso crer que Ele sabe realmente o que é melhor.

Agradeço Senhor por fazeres em mim, a vida, só aquilo que tu queres.
Agradeço porque apesar do que sou, Senhor, ainda me tratas com tanto amor.
É fácil sorrir quando a gente acredita que Deus toma conta da nossa vida.
E, é tão bom saber, que ele vai suprir, qualquer necessidade que eu sentir."


Confira a história desta linda canção aqui.

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Eu curto testemunhos!

Eu curto testemunhos! Eu gosto muito de ouvir e ler histórias sobre pessoas e suas experiências, biografias e autobiografias, essas coisas. E quando se trata do relacionamento com Deus, é aí que curto ainda mais.

Na seção "Eu leio... e recomendo!" deste blog, coloquei dois livros autobiográficos: "11.000 voltz de misericórida", de Ana Rita Reis e "O véu rasgado", de Gulsham Esther eThelma Sangster. Duas histórias, duas mulheres, dois desafios, mas uma coisa em comum: a alegria de experimentar a graça e misericórdia de Deus em suas vidas.

Veja esse:

Deus é incrível
por: underground

Mani (29 anos)

"Eu era o mais fraco da minha família. Não me sentia próximo de Alá. Um homem me aconselhou, certa vez, a orar e jejuar por 40 dias. Ele falou: 'Quando Alá não está tocando você, Ele não tem o direito de julgar'. Mas não aconteceu nada. Na época, eu tinha 21 anos. Eu decidi: 'Se não existe Deus, então não existe nada'. Comecei a viver minha vida de qualquer maneira, fazendo todas as coisas ruins que eu poderia imaginar. Saí de casa e aluguei outra com uns amigos. Fazíamos coisas terríveis. Durou até meus 23 anos... [confira mais aqui]

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Enquanto penso...

Equanto penso em um post sobre Humildade, deixo um texto bíblico:


Salmos 121
1 ¶ [cântico dos degraus] Levantarei os meus olhos para os montes, de onde vem o meu socorro.
2 O meu socorro vem do SENHOR que fez o céu e a terra.
3 Não deixará vacilar o teu pé; aquele que te guarda não tosquenejará.
4 Eis que não tosquenejará nem dormirá o guarda de Israel.
5 O SENHOR é quem te guarda; o SENHOR é a tua sombra à tua direita.
6 O sol não te molestará de dia nem a lua de noite.
7 O SENHOR te guardará de todo o mal; guardará a tua alma.
8 O SENHOR guardará a tua entrada e a tua saída, desde agora e para sempre.


Ah, agradeço a todos aqueles que estão seguindo meu blog! Espero que gostem desse espaço, que trata de coisas tão diversificadas, como Jornalismo, Seriados de Tv, Fé, Esportes, dentre outros. Aproveitem!

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Só Deus pode reescrever minha história


Eu amo escrever, desde bem pequena. Sempre gostei de ler livros, revistas, jornais... até bula de remédio e embalagem de xampu eu gostava de ler rsrs. Entre os 11 e 14 anos, meu maior sonho era escrever livros sobre adolescentes, ao estilo daqueles paradidáticos que eu lia na escola. Cheguei a ensaiar algumas histórias, criei alguns personagens, mas nada definitivo. Sempre fui perfeccionista e exigente com as coisas que faço, então achava que nunca estava bom.

Também na minha vida, procurei escrever a minha história de acordo com o que eu achava que fosse o melhor. Assim como nas histórias de adolescentes que eu insistia em escrever, as coisas nunca saiam do papel - no meu caso, da mente. Sempre idealizei muitas coisas, tive muitos sonhos e consegui realizar alguns até com certa facilidade.

No entanto, ver que outros desejos não se realizavam começou a gerar uma série de frustrações em mim. As frustrações falaram mais alto do que minha esperança de ver esses sonhos realizados. Quase surtei. Fui realmente salva pelo Deus vivo, porque eu já não tinha forças para acreditar em mais nada. Parecia que minha vida seria uma sucessão infinita de fracassos, ainda que em outras áreaas eu pudesse conquistar vitórias.

Hoje, procuro colocar diante de Deus meus anseios e limitações. Ele bem sabe como sou, Ele me conhece muito melhor do que eu mesma. Mas reconhecer minhas falhas e apresentar meus sonhos é uma forma de demonstrar fé. Às vezes, apresento a ele minha tristeza por ter medo de ser infeliz no futuro, preocupações algumas vezes bobas para alguns, mas que para mim são um martírio...

Minhas lágrimas caem e o que mais sinto vontade é de sentir o abraço do Pai. Resolvi dar-lhe o papel da minha vida. A caneta Ele já tem. Só Deus pode reescrever minha história. Confiar, descansar, esperar.

Usar o escudo da fé, contra os dardos inflamados do maligno. Estava lendo Efésios 6:10-20 e esse trecho sobre o escudo da fé me parece mais claro agora do que há alguns poucos anos atrás. É realmente colocar a fé como escudo, para que o inimigo não nos atormente e para que ele não possa nos ferir, não fisicamente, mas emocionalmente e espiritualmente.

Sim, Senhor, meu papel é todo seu. Mas, por favor, me ajuda a não ficar ansiosa para ler o desfecho dessa história....

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Interessante - Mulheres que amam demais

Diz a sabedoria popular que tudo em excesso faz mal, até a água. De acordo com Robin Norwood, psicóloga e terapeuta familiar, amar é sofrimento quando se ama o homem errado e da maneira errada. Amar é sofrimento quando se ama alguém emocionalmente fechado, viciado em trabalho, em bebida e em mulheres. Amar é sofrimento quando se ama alguém que não retribui o amor. E mesmo assim há aquelas que insistem, continuam tentando, se sacrificam, anulam sua personalidade, fazem de tudo para não perder a pessoa amada.


No auge da paixão muitas mulheres querem estar o tempo todo com o amado, sentem vontade de falar com ele pelo menos onze vezes por dia, querem saber onde está, com quem está, e, as mais ciumentas, querem saber quais são as mulheres com quem ele se relaciona no trabalho ou na faculdade.

Isso pode até parecer normal no início de um relacionamento, e num período curto de tempo. Entretanto, estar apaixonada o tempo todo pode ser sinônimo de obsessão e dependência, como se o outro fosse uma espécie de droga que a pessoa precisa para sobreviver.

Há mulheres que se anulam, isto é, deixam de viver a sua vida para viver a vida do homem amado. Preocupam-se o tempo todo em satisfazê-lo e querem agradá-lo a todo custo.

Existem mulheres que só se envolvem com homens errados (casados, violentos, alcoólatras, egoístas, machistas, mulherengos) e não querem abandonar esse tipo de relacionamento.

Por causa desse tipo de sentimento, que é um problema, foi criado o grupo Mulheres que Amam Demais Anônimas, MADA. O MADA é uma entidade sem fins lucrativos, cuja proposta é fazer com que as mulheres dêem a si mesmas uma chance de se livrar da dependência da outra pessoa. Nas reuniões as mulheres relatam seus problemas, suas dificuldades e se identificam umas com as outras. Leia mais aqui.