Mostrando postagens com marcador fé. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador fé. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 22 de agosto de 2016

Em busca de mim

Olá, como é bom voltar a escrever! Como tem sido difícil voltar a escrever! A correria do dia-a-dia me impede de me organizar para voltar a escrever aqui. Sim, porque o motivo não é "não tenho tempo" e sim "não consigo me organizar para ter tempo de escrever". Então, só de em quando tenho vindo aqui para colocar algumas ideias. Aliás, nem sempre tenho tido ideias para escrever no blog. Não é por nada não, mas com o tempo a gente fica meio exigente com o que escreve, sabe? Outro dia fui ler postagens antigas e ri das coisas que eu escrevia... era espontânea, mas ao mesmo tempo faltava-me um pouco de sabedoria para acabar não falando digo escrevendo mais do que devia... mas enfim...

Tava pensando com meus botões... como a gente passa uma boa parte da vida pensando "Quem sou eu?". A busca por identidade é algo muito forte em nós. Observe as crianças: sempre imitando os adultos ou outras crianças. Outro dia eu vi um vídeo que ri muito: um garotinho, um bebê, imitando igualzinho as cenas do filme Rocky que estavam passando na TV. Muito fofo e ao mesmo tempo incrível! Na adolescência, na maioria das vezes, a gente quer ser aceito e fazer parte da turma. É tão ruim ser rejeitado... É tão ficar isolado... Aí chega a juventude e, às vezes, essa necessidade de fazer parte do grupo passa, às vezes continua. 

Mas quem de fato sou? Será que preciso da aprovação dos outros? Não me disseram tão claramente quando eu era mais nova. Se eu pudesse voltar alguns anos no tempo, certamente iria dar uns conselhos para o meu eu mais jovem. Por que nem sempre temos um mentor que possa nos auxiliar? Dizer para aquela garota que ela é única e não precisa ter/ser igual a outras meninas para ser aceita. Acho que o caminho fica muito mais fácil quando a gente crê em Deus e sabe que Ele nos ama.

A gente passa uma boa parte da vida tentando descobrir quem a gente é. E erra, faz besteira, paga mico, muda algumas coisas, acerta outras, ajeita outras ainda. E vai vivendo, seguindo, caminhando. O que era tão tão importante agora já não é tão tão assim. O importante é seguir isso aqui: "De tudo o que se tem ouvido, o fim é: Teme a Deus, e guarda os seus mandamentos; porque isto é o dever de todo o homem." Eclesiastes 12:13.

Isso é tão libertador! Principalmente para alguém que sempre dependia da aprovação dos outros. É como se tirasse um peso das costas, sabe? Esse negócio de agradar a todo mundo não dá certo não. É que nem o lance de dizer sim pra tudo: uma hora você se dá muito, muito mal. E isso é bem mais rápido do que a gente imagina. Afinal, o tempo passa, e às vezes uma pessoa tão próxima que você considerava amigo pode se tornar bastante distante. E não é culpa dele, nem nada. É a rotina mesmo, as escolhas, as coisas que fazemos e quando simplesmente percebemos que aquela amizade não era tão amizade assim. Normal. Só não pode fazer isso com tudo, porque tem gente muito especial aí.

Sim, ainda estou em busca de mim. Em busca de me conhecer mais, mas faço isso na medida que conheço mais a Deus. Afinal, é Ele quem diz quem sou e para onde vou. E vou seguindo, dando a mão a outras pessoas, mas sem querer acorrentá-las a mim, deixando-as livres para decidir de se elas querem continuar ou não. Afinal, tem gente que só vai ficar um tantinho na nossa vida e depois vai precisar partir por algum motivo. Não é um momento "Desapega, desapega", mas sim um momento de colocar o coração no que é eterno. E ficar em paz.

quinta-feira, 7 de julho de 2016

E o amor de muitos....

Olá, caro(a) leitor(a). Você ainda está aqui? Você ainda navega por esta página? Puxa, hoje, ao entrar neste blog, tive que remover algumas teias de aranha e espanar bastante poeira. Há quanto tempo que não digito e deixo as minhas impressões do mundo aqui. E fico a pensar sobre isso. Se é o tempo que dedico a outras atividades que me faz deixar de lado algo que gosto tanto como escrever. Ou se me bateu de repente o receio de encarar o blog não como um diário pessoal, mas como algo sério. Afinal de contas não tenho mais a idade que eu tinha quando o criei. Ano que vem vão fazer dez anos que postei a primeira mensagem. Por quantas coisas que passei e o quanto de mim deixei nesse espaço perdido na internet.

Mas agora penso em voltar. Sim, penso e não é de hoje. Sem deixar que o receio me impeça. Ou a falsa falta de tempo. Ou as distrações. Mas sim deixar que minha mente crie textos que possam colorir novamente esse blog. Falar um pouco de mim e da minha visão de mundo. Por isso tomei coragem e aqui estou.

Sem mais delongas, vou para o tema da vez. O título remete a uma passagem bíblica e a continuação dele é "se esfriará". Você já observou como andam as pessoas? Observe atentamente. Nunca se teve tanto acesso à informação e nunca estivemos tão conectados com pessoas do outro lado do mundo. Mas nunca estivemos tão distantes uns dos outros. Chega a ser estranho. Vou tentar te explicar no próximo parágrafo, tá?

Antigamente as pessoas se cumprimentavam mais. "Bom dia, boa tarde, boa noite". Por conta da violência urbana, dentre outros motivos, isso ficou bem mais difícil de acontecer. A gente sai meio desconfiado de qualquer um e, às vezes, de todo mundo. Ficamos sempre alertas, com medo de sermos surpreendidos por alguém que, além de tomar nossos pertences, pode tirar a nossa vida. Mas vindo para a realidade das pessoas próximas, observe como ficamos mais distantes também. Observe como a "falta de tempo" tem nos afastado dos amigos. Como o uso constante do celular nos deixa num perto-longe da nossa família. Como nossas conversas deixaram de ser em prol do interesse do outro e muitas vezes só servem para cumprir tabela.

Sabe o que estragou mais ainda as coisas? Um ponto para quem respondeu "redes sociais". Parece que a timeline do Facebook virou um mural para que pessoas joguem tomates podres e destilem seu ódio. Se você posta fotos felizes, especialmente em viagens, você está ostentando. Se você posta frases de efeito, sempre aparece alguém para criticar. Se você posta sua opinião, aparece um de lá para - ao invés de inteligentemente argumentar que não concorda, simplesmente procurar te desmoralizar com palavras torpes, sabe-se lá com que objetivo. Se você não posta nada, ficam com raiva também, acham que você é um stalker e blá blá. As pessoas nunca estão satisfeitas, então desista de tentar agradá-las.

Tudo isso me incomoda. Mas antes de sair por aí criticando os outros, faço uma autoavaliação. Como tenho tratado as outras pessoas? Será que tenho demonstrado o amor de Deus em minhas atitudes ou tenho sido egoísta? O nosso amor tem se esfriado porque não temos nos alimentado da Palavra Daquele que é definição do amor. Será que esse blog está me chamado para compartilhar sobre o amor? Mais do que isso: que eu demonstre amor por meio das minhas palavras e ações, até mesmo com aqueles que "me perseguem". 

Engraçado que quando eu era mais nova eu tinha um mito de que eu não deveria ter inimigos ou, explicando melhor, todo mundo deveria gostar de mim. Oh.... depois de N decepções que surgem até hoje, descobri que isso é bobagem. A gente sempre tá se preocupando com o que os outros pensam e tal. Mas a verdade é que, diante de Deus, somos todos criaturas perdidas, umas já encontradas pelo Senhor, outras ainda não, mas cheias de defeitos, de traumas, de dores, de lutas. Viver é um desafio. Mas viver sem amor de nada vale. Eu aprendi que você não precisa ter afinidade nem conviver o tempo todo para amar. Significa que você vai querer o bem do outro e promover o bem que estiver ao seu alcance quando necessário. Seria muito mais fácil se fosse assim, né?

Só espero que a próxima postagem não seja em dezembro.



quarta-feira, 21 de outubro de 2015

O futuro é agora! (?)

Aproveitei o frisson do dia de hoje, 21 de outubro de 2015, dia em que, na ficção, Marty McFly viaja até o então futuro (ele é de 1985) para voltar a escrever neste blog, muita falta de vergonha deixar de escrever. A série de filmes De volta para o futuro é um sucesso até hoje e, se eu ver passando na TV, assisto quantas vezes puder porque eu gosto demais.

Bem e vou falar sabe de quê? De futuro! Isso mesmo! Porque 2015 é futuro para mim mesmo, aliás viver a década de 2010 tem sido surpreendente (falando aqui uma garota que nasceu em meados da década de 80 e que curte muitos filmes sci-fi).

Alguns dias atrás, uma modinha animava as redes sociais, modinha antiga diga-se de passagem: colocar uma foto de infância no perfil do Facebook. Fiquei vendo (e rindo) de várias fotos de amigos e conhecidos; alguns não mudaram nada, outros parecem que sofreram uma ultra transformação com o passar do tempo. Outros nos fazem entender porque seus filhos têm aquela aparência: parecem gêmeos pais/mães e filhos/filhas.

Mas o motivo de eu lembrar disso é o seguinte: vi uma frase, não me lembro quem foi que postou/escreveu, que perguntava se a criança daquela época se orgulharia do adulto de hoje. Isso mexeu tanto com a cabeça que parei pra analisar: será que aquela menininha, a minimim de outrora estaria feliz com a pessoa que me tornei? Algo a se pensar...

Infelizmente, eu não tenho da protagonista de Being Erica para voltar no passado e mudar algumas coisas que considero ruins na minha trajetória, assim como Marty McFly usou o DeLorean e mudou a história de sua família. Mas, encaro o que passou como lições preciosas, aprendizado e coisas que definitivamente não devo repetir.

Mas e o futuro? Onde quero estar daqui a cinco, dez, vinte anos? Mais uma coisa a se pensar. E agir, Afinal de contas, a gente planta hoje para colher amanhã. Isso é bem bíblico e real. Que façamos ótimas escolhas.

terça-feira, 9 de setembro de 2014

Eu reclamo demais!



"Porque os meus pensamentos não são os vossos pensamentos, nem os vossos caminhos os meus caminhos, diz o Senhor. 9. Porque, assim como o céu é mais alto do que a terra, assim são os meus caminhos mais altos do que os vossos caminhos, e os meus pensamentos mais altos do que os vossos pensamentos." Isaías 55.8

Quem me conhece acha que sou quietinha demais e não sou de reclamar. Ledo engano. Aprenda: pessoas quietas normalmente pensam demasiado e isso é bom e ruim. Bom porque você evita de falar muita besteira. Ruim porque você fica bitolado com algumas ideias e tem mais dificuldade de superar algumas coisas. 

Eu reclamo demais!  Deus é verdadeiramente misericordioso porque eu sou muito chata. Parece que nunca estou satisfeita com as coisas.

Meus diálogos com Deus são tipo "ah, bem que isso já poderia ter acontecido na minha vida" ou "bem que isso poderia ter sido diferente" ou "fulano fez isso comigo, foi bizarro e quero que o Senhor tome uma providência!".

Nossa, como sou arrogante! Tenho tomado a postura de criadora ao invés de criatura, dizendo a Deus o que Ele deve fazer e como deve fazer.

Será que tenho colocado Cristo no trono do meu coração?  Será que tenho dado espaço ao Seu agir? Será que tenho agradecido por todo o cuidado e amor que nem mereço? 

Às vezes parece que fico querendo saber todos os spoilers como se minha vida fosse um seriado de TV. Eu tinha muito medo do que poderia acontecer,  da minha vida tomar um rumo que eu não queria. MAS EU PRECISO NEGAR A MIM MESMA!

Eu não sei o que me reserva adiante. Ainda faltam algumas coisas acontecerem na minha vida. Não posso me guiar pelos outros.  Se eu tivesse tudo exatamente como eu queria eu seria infeliz e poderia certamente estar afastada de Deus.

Meus pensamentos são importantes,  mas não são o centro do universo. Eu posso me enganar e já me enganei tantas vezes de tantas maneiras!

Quando o barulho da minha mente estiver muito alto, quero desligar tudo e descansar na certeza de que só Deus sabe de tudo o que eu preciso,  como,  onde e quando. 

Por que temer então? 



quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Mergulhando em um relacionamento 2

Eu queria até ter escrito a continuação um dia após publicar o primeiro texto, mas não foi possível. Gostaria que você lesse o post anterior antes de partir para este daqui. 

Como eu disse anteriormente, tenho buscado cada vez mais a Deus. E isso não partiu de mim mesma e sim dEle. Ele é quem sempre esteve me chamando durante tantos anos para viver algo mais profundo, mas o meu receio de perder coisas nesse processo era tão grande que eu não embarcava nesse mergulho. Aí, eu percebi que essas coisas estavam ocupando o lugar de Deus na minha vida, como verdadeiros ídolos. 

Bem, consegui concluir a leitura do livro de C. S. Lewis, Cristianismo Puro e Simples. Posso afirmar plenamente que foi um dos melhores livros que já li na minha vida e que é um excelente texto sobre apologética cristã - inclusive, foi utilizado como base para os estudos da EBD da minha igreja no ano passado. 

O que eu achei mais lindo foi ver nos últimos capítulos uma confirmação do que eu pensava e até um pouco do que eu escrevi na parte um:

"O Filho de Deus se fez homem para que os homens pudessem tornar-se filhos de Deus." - é o próprio Senhor que toma a iniciativa para que nos aproximemos dEle! 

Certamente, se fosse para eu escolher a Deus, eu não escolheria. Ele quem me escolheu e sou imensamente grata por isso! - Por favor, não quero entrar no mérito Calvinismo x Arminianismo. Nunca gostei muito dessa discussão, acho pouco edificante. 

"A vida natural de cada um de nós é uma coisa egocêntrica, que quer ser paparicada e admirada, quer tirar vantagem das outras vidas e usar para seu proveito o universo inteiro. Acima de tudo, ela quer ser deixada em paz: quer distância de tudo que possa ser melhor, mais forte ou mais elevado que ela, tudo que possa revelar a sua pequenez. Tem medo da luz e do ar fresco do mundo espiritual, da mesma forma que as pessoas que foram criadas sem higiene não gostam de tomar banho. Num sentido, ela tem toda a razão, pois sabe que, se cair nas garras da vida espiritual, seu egocentrismo e sua vontade própria serão exterminados. Assim, luta com unhas e dentes para que isso não aconteça."

Esse trecho acima é um tapa na minha cara. Sério! Agora entendo o porquê de eu tanto me esquivar: além do medo de perder coisas (até sinto vergonha de confessar isso), também tinha o medo de ser transformada! Sim, porque os encontros com Cristo sempre são transformadores. E o caminhar com Ele então, nem se fala! Ser transformado dói, dá trabalho, é difícil, complicado... e quando você coloca empecilhos para o agir de Deus, é muito pior. Muito pior mesmo.

O verdadeiro Filho de Deus está ao seu lado. Ele está começando a transformar você em algo semelhante a ele. Está começando, por assim dizer, a "injetar" seu tipo de vida e pensamento, sua zoé [vida espiritual], em você; está começando a transformar o soldadinho de chumbo num homem vivo. A parte de você que não gosta disso é a parte que ainda é feita de chumbo.

Me consola saber que Cristo está ao meu lado, quer caminhar comigo, quer me transformar dia a dia para que eu seja mais parecida com Ele, pois é através dessa transformação que vou experimentar plenamente a eternidade. Sim, porque a vida agora é apenas um ensaio para a vida eterna.

Bem, estou seguindo na minha caminhada. É bem possível  que eu escreva outro texto aqui (que tal uma parte três? rs). Enquanto isso, estou lendo um ótimo livro sobre disciplinas espirituais (oração, jejum, solitude, celebração, adoração e outros): Celebração da Disciplina, de Richard Foster. E vou seguindo, mergulhando mais fundo. Quando me dá medo de me afogar, falo com Ele. Não quero mais ir à tona. 

sábado, 7 de setembro de 2013

Mergulhando em um relacionamento

Eu não gosto desses longos hiatos no meu blog. Se eu pudesse, escreveria nele todos os dias ou, pelo menos, uma vez por semana. Mas a minha rotina diária muitas vezes me impede de escrever algo legal. Eu poderia escrever muitas coisas, mas quero escrever algo realmente muito bom, pois creio que os leitores do meu blog irão gostar. E é melhor ainda quando reflito nos últimos acontecimentos da minha vida e coloco tudo no papel, ou melhor, na tela.

Bem, há um tempo atrás que Ele vem me falando sobre o nosso relacionamento. Sim, esse "Ele" que coloquei é Deus mesmo. Bem, Ele tem me falado há muito sobre aprofundarmos o nosso relacionamento. O problema é que, de uma certa forma, fugi um pouco disso ou não dei a devida importância. 

Calma! Não fique tão assustado! Eu não me desviei da fé (graças a Deus!!). A questão é que não me aprofundei nesse relacionamento por medo. Talvez um medo bobo de me perder de mim mesma ou de perder algumas coisas e pessoas. 

"Quem achar a sua vida perdê-la-á; e quem perder a sua vida, por amor de mim, achá-la-á." Mateus 10:39

Pois é. Eu - de maneira boba, infantil e imatura - achei que só haveriam perdas se eu mergulhasse nesse relacionamento. Mas, na verdade, é justamente o contrário. A gente ganha, ganha, ganha, ganha infinitamente mais!

"Porque vale mais um dia nos teus átrios do que mil..." Salmos 84:10

Para me ajudar nesse processo, Deus permitiu que eu tivesse acesso a dois livros que há uns anos eu queria ler:

- Cristianismo Puro e Simples, de C. S. Lewis

- Plena Satisfação em Deus, de John Piper

Bem, se eu fosse falar sobre essas duas excelentes obras - lembrando que o primeiro livro citado ainda está sendo lido enquanto escrevo este post - precisaria de dois ou mais novos posts. Eu poderia discorrer sobre eles por vários dias, abordando várias nuances e relacionando com textos bíblicos. 

Mas, como eu gostaria de falar apenas no que eles representam pra mim em termos de desenvolver um relacionamento profundo com Deus, vou colocar um trecho de Piper que me faz pensar:

"Deus é mais glorificado em nós quando estamos mais satisfeitos nEle." 

John Piper fala sobre o prazer em Deus, aspecto que é negligenciado ou até mesmo descartado por muitos cristãos que não entendem o seguinte: o Senhor quer é um relacionamento profundo e sincero da criatura com o Seu Criador. Ele até cita um versículo: 

"Far-me-ás ver a vereda da vida; na tua presença há fartura de alegrias; à tua mão direita há delícias perpetuamente." Salmos 16:11

O âmago desse post é o seguinte: preciso, a cada dia, conhecer mais a Deus e aumentar a intimidade no relacionamento com Ele. Preciso descobrir mais sobre quem é esse Deus e me deleitar nEle. Mas o deleitar é puramente por amor a Deus e não simplesmente como um meio para conseguir algo dEle. 

Olho pra mim mesma e vejo que ainda tenho que caminhar muito nesse sentido. O melhor de tudo é saber que o Senhor está muito mais interessado nisso do que eu e que Ele me dará os meios de chegar. Ou melhor, o único meio, caminho, verdade e vida já veio: Jesus Cristo. 

“Quando se trata de conhecer a Deus, toda a iniciativa depende dEle. Se Ele não se quiser revelar, nada do que façamos nos permitirá encontrá-lo.” (C. S. Lewis)

Se você achou que eu falei muito superficialmente sobre o assunto, não se preocupe: tenho a levo impressão de que ainda vou retomá-lo em outros posts. 

quarta-feira, 3 de abril de 2013

Vale a pena fazer o bem?

Ela sempre será Gigi pra mim, apesar de ser Snow White agora

Eu já me peguei me fazendo essa pergunta muitas vezes. Mas o que desencadeou este post foi um episódio da série Once upon a time. Aproveitei o tempo livre para ver vários episódios e, em um deles (da 2ª temporada, entre o 13 e o 18, não me lembro bem porque vi todos em sequência), a personagem Mary Margaret (Snow White, ou seja, Branca de Neve) faz essa indagação.

O motivo de ela fazer a pergunta é que ela observa suas ações boas, mas não vê os resultados a curto prazo. Pelo contrário, acontece mais confusão, mais problemas, por conta dos vilões da série. Ela diz a David (Prince Charming, ou seja, Príncipe Encantado) que deseja um happy ending (final feliz).

Parei pra pensar na mesma coisa e fazer a mesma pegunta, por isso o título deste post. Será que realmente vale a pena fazer o bem? Isso porque a gente faz tudo certo, tudo bem, mas algo dá errado. Tratamos pessoas com sinceridade e carinho e recebemos falsidade e "ponta-pés" depois. Nos esforçamos e nos dedicamos a um projeto ou a um trabalho, mas não atingimos o objetivo ou não somos reconhecidos. E vários outros exemplos.

Mais aí eu me lembro do Salmo 37:

[Salmo de Davi] Não te indignes por causa dos malfeitores, nem tenhas inveja dos que praticam a iniqüidade.

Porque cedo serão ceifados como a erva, e murcharão como a verdura.
Confia no SENHOR e faze o bem; habitarás na terra, e verdadeiramente serás alimentado.
Deleita-te também no SENHOR, e te concederá os desejos do teu coração.
Entrega o teu caminho ao SENHOR; confia nele, e ele o fará.
E ele fará sobressair a tua justiça como a luz, e o teu juízo como o meio-dia.
Descansa no SENHOR, e espera nele; não te indignes por causa daquele que prospera em seu caminho, por causa do homem que executa astutos intentos.
Deixa a ira, e abandona o furor; não te indignes de forma alguma para fazer o mal.
Porque os malfeitores serão desarraigados; mas aqueles que esperam no SENHOR herdarão a terra.
Pois ainda um pouco, e o ímpio não existirá; olharás para o seu lugar, e não aparecerá.
Mas os mansos herdarão a terra, e se deleitarão na abundância de paz.
O ímpio maquina contra o justo, e contra ele range os dentes.
O Senhor se rirá dele, pois vê que vem chegando o seu dia.
Os ímpios puxaram da espada e armaram o arco, para derrubarem o pobre e necessitado, e para matarem os de reta conduta.
Porém a sua espada lhes entrará no coração, e os seus arcos se quebrarão.
Vale mais o pouco que tem o justo, do que as riquezas de muitos ímpios.
Pois os braços dos ímpios se quebrarão, mas o SENHOR sustém os justos.
O SENHOR conhece os dias dos retos, e a sua herança permanecerá para sempre.
Não serão envergonhados nos dias maus, e nos dias de fome se fartarão.
Mas os ímpios perecerão, e os inimigos do SENHOR serão como a gordura dos cordeiros; desaparecerão, e em fumaça se desfarão.
O ímpio toma emprestado, e não paga; mas o justo se compadece e dá.
Porque aqueles que ele abençoa herdarão a terra, e aqueles que forem por ele amaldiçoados serão desarraigados.
Os passos de um homem bom são confirmados pelo SENHOR, e deleita-se no seu caminho.
Ainda que caia, não ficará prostrado, pois o SENHOR o sustém com a sua mão.
Fui moço, e agora sou velho; mas nunca vi desamparado o justo, nem a sua semente a mendigar o pão.
Compadece-se sempre, e empresta, e a sua semente é abençoada.
Aparta-te do mal e faze o bem; e terás morada para sempre.
Porque o SENHOR ama o juízo e não desampara os seus santos; eles são preservados para sempre; mas a semente dos ímpios será desarraigada.
Os justos herdarão a terra e habitarão nela para sempre.
A boca do justo fala a sabedoria; a sua língua fala do juízo.
A lei do seu Deus está em seu coração; os seus passos não resvalarão.
O ímpio espreita ao justo, e procura matá-lo.
O SENHOR não o deixará em suas mãos, nem o condenará quando for julgado.
Espera no SENHOR, e guarda o seu caminho, e te exaltará para herdares a terra; tu o verás quando os ímpios forem desarraigados.
Vi o ímpio com grande poder espalhar-se como a árvore verde na terra natal.
Mas passou e já não aparece; procurei-o, mas não se pôde encontrar.
Nota o homem sincero, e considera o reto, porque o fim desse homem é a paz.
Quanto aos transgressores, serão à uma destruídos, e as relíquias dos ímpios serão destruídas.
Mas a salvação dos justos vem do SENHOR; ele é a sua fortaleza no tempo da angústia.
E o SENHOR os ajudará e os livrará; ele os livrará dos ímpios e os salvará, porquanto confiam nele. 
(Salmos 37:1-40)

Bem, acho que não preciso dizer mais nada, né? Mas para concluir: Vale a pena fazer o bem sim! Tem coisas que fazemos e vemos logo o resultado. Porém, há coisas que só vemos com o tempo. A própria Bíblia diz, em outro texto, que a gente colhe o que planta. Do que adianta fazer o mal para colher o pior? 

Além do mais, muitas, mas muitas vezes, baseamos nossas ações naquilo que as pessoas vão pensar de nós e também no que elas fazem e no que APARENTEMENTE elas têm. Fiz questão de frisar a palavra porque a gente se liga muito na aparência e essa não dá a verdadeira medida da realidade. 

quarta-feira, 20 de março de 2013

Quase um desabafo

“A igreja deveria ser um ajuntamento de pecadores redimidos, mas se torna, muitas vezes, um ajuntamento de fariseus.” (Isabelle Ludovico).

A frase que inicia este post foi lida por mim em um jornal evangélico. É uma afirmativa muito contundente e que me chama muito a atenção, pelo simples fato de ser a realidade. E vou muito mais além.

Longe de apontar o dedo em riste a alguém. Ao escrever estas linhas, faço uma autorreflexão e tento enxergar aquilo que precisa ser transformado em mim pelo poder do Espírito Santo. Mas o fato é que nossas igrejas têm se tornado, infelizmente, um clube social.

Opa! Outra frase muito contundente, não é? Mas é exatamente isso: na maioria das vezes, sinto-me como se, o tempo todo, tivesse que vender uma imagem às pessoas da igreja. É como se eu, de certa forma, tivesse disputando espaço, reconhecimento e atenção com outras pessoas.

Observe as pessoas que são mais bem tratadas no ambiente eclesiástico. Primeiro, aquelas que possuem cargos de liderança. No meu contexto, como jovem com seus vinte e alguns anos, vejo que um curso superior (estar cursando ou já ter se graduado) faz muita diferença. Se ter condições financeiras boas, moradia privilegiada e carro, melhor ainda! As moças solteiras vão se identificar com isto: estar namorando, noiva e casada dão um status maior, não acham?

Aí, você, leitor (a), que a esta altura ou está me aplaudindo por concordar com minhas palavras ou quer me apedrejar por achar uma baita ousadia expor um negócio desse, pergunta: Onde ela está querendo chegar? Vou ser objetiva em relação a isso: Veja a primeira frase que postei.

Uma das analogias mais felizes em relação à igreja é aquela que a compara com um hospital. E não se trata de tomar o ambiente médico no sentido físico e sim no espiritual, que é o mais importante. O problema é que o homem se preocupa tanto com a aparência que se esquece do resto.

“Tudo o que não é eterno é eternamente inútil”, disse C. S. Lewis. A alma é eterna e é dela que temos que cuidar, ou melhor, deixar que Deus cuide, usando o Espírito Santo que habita em nós para que, cada vez mais, possamos parecer com Cristo. 

Quanto ao restante das outras coisas, são bênçãos, são acréscimos, são até mesmo responsabilidades que Deus coloca em nossas vidas, mas elas não podem nem devem determinar o nosso valor.

sábado, 2 de março de 2013

Anne, Bento e a nossa falta de opinião própria

Anne Elliot

Estou fazendo uma monografia que trata de Dom Casmurro em uma adaptação para a TV. O interessante é que, no meio do texto, o qual li com bastante afinco para fazer as devidas correções, deparei-me com uma comparação intrigante que fiz: há semelhança entre Anne Eliot e Bento Santigo.

Bento Santiago

Bentinho é influenciado por José Dias, assim como Anne Elliot tem interferência de Lady Russel. Ao contrário da heroína de Persuasão, obra de Jane Austen, Dom Casmurro não volta atrás e, diante da sua solidão, fruto de suas corrosivas suspeitas, torna-se um “homem calado e metido consigo” (ASSIS, 1994, p. 1).

Anne Elliot é uma jovem da qual já falei em outro post. Já Bento Santiago - ou Bentinho ou Dom Casmurro - é narrador-personagem de uma das obras mais lidas e apreciadas da Literatura Brasileira. Ambos são persuadidos por pessoas mais velhas, colocados como conselheiros, para repudiar as pessoas quem amam, respectivamente, Frederick Wenthwort e Capitu. 

Lady Russel é a mulher que insiste que Frederick Wenthwort não é o homem ideal para Anne Elliot. José Dias adjetiva Capitu de olhos de cigana oblíqua e dissimulada, na tentativa de influenciar Bentinho. Oito anos e meio se passam e Anne reencontra seu amado e tem a oportunidade de reatar com ele e casar. Após o casamento e o filho, Bento começa a se inflamar de ciúmes, acreditando que sua esposa havia o traído com seu melhor amigo, Escobar.

Anne e Frederick reatam e têm um final feliz. Bento transforma-se em Dom Casmurro e é sufocado pelas suas suspeitas, tão trágico como a história de Otelo, Desdêmona e Iago - este último o conselheiro cruel. Mas eu falei sobre Anne, sobre Bento... aí você me pergunta: e sobre a nossa falta de opinião própria? Agora eu cheguei lá.

Vamos combinar: muita coisa que a gente fala e faz é para agradar os outros. Parece que somos atores e sempre queremos receber aplausos no final. Mas será que tem que ser assim mesmo? Será que nossa meta é essa? Acredito que não.

Não estou querendo dizer com isso que não devemos acatar conselhos. Existem excelentes conselheiros para a nossa vida, claro! E a gente deve ouvir e, em muitos casos, aceitar e agir conforme foi aconselhado. O problema é que temos também falsos conselheiros, aquelas pessoas que fingem ser nossos amigos, mas só querem nos manipular. 

O que a gente precisa fazer é usar a cabeça sempre! Ouvir tudo, mas avaliar e reter o que é bom. É bom ter uma pessoa mais velha para nos direcionar, mas até que ponto essa pessoa tem conhecimento e maturidade suficiente para nos orientar? Sem contar que existem decisões que devemos tomar sem ajuda das pessoas ao nosso redor, são coisas super pessoais. 

Eu tenho Deus no meu coração e Ele me ajuda a tomar todas as decisões que eu preciso tomar. Para algumas, ele usa pessoas para me orientar. Para outros, Ele mesmo quer falar ao meu coração e aí não preciso ouvir ninguém. Isso me dá uma paz, por saber que alguém que criou tudo, me criou, conhece presente, passado e futuro tem super vontade de me guiar e me orientar. Como não amar esse Deus, não é?

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

O que era mau aos olhos do Senhor

A Bíblia é um livro fantástico! A cada vez que leio, surgem novas lições que eu não havia percebido antes. Ela é completa e perfeita. Hoje, lembrei de uma frase que chama muito a atenção cada vez que leio o Antigo Testamento: "fez o que era mau aos olhos do Senhor". A frase é referente a alguns reis de Israel e Judá (leia 2 Reis) que preferiram seguir suas próprias ideias do que obedecer ao Senhor.

Aliás, se você voltar um pouco nas páginas das Escrituras, vai perceber que a própria divisão do reino - Israel e Judá eram unidas antes - deve-se à desobediência de uma pessoa a Deus. O interessante é observar que um erro cometido por uma pessoa mudou os rumos de uma nação, já que se tratava de um rei.

Da mesma forma, nossos erros e pecados trazem consequências nefastas a nós mesmos e às pessoas ao nosso redor. O nosso testemunho fica prejudicado e, assim, fica mais complicado cumprir nosso propósito: refletir a glória de Deus.

Se você ler o segundo livro de Reis, vai ver o que aconteceu com os líderes que fizeram o que era mal aos olhos do Senhor. Por exemplo, Jeoacaz, rei de Israel, "fez o que era mau aos olhos do SENHOR; porque seguiu os pecados de Jeroboão, filho de Nebate, que fez pecar a Israel; não se apartou deles" (2 Reis 13:2).

Como consequência dos erros dele, "a ira do SENHOR se acendeu contra Israel; e entregou-os na mão de Hazael, rei da Síria, e na mão de Ben-Hadade, filho de Hazael, todos aqueles dias". (2 Reis 13:3). Ele levou maldição para a vida dele e do povo, pois ele era o líder.

Contudo, "Jeoacaz suplicou diante da face do SENHOR; e o SENHOR ouviu; porque viu a opressão de Israel, pois o rei da Síria os oprimia" (2 Reis 13:4). 

Com o arrependimento, vem o livramento (Deus é misericordioso): "E o SENHOR deu um salvador a Israel, e saíram de sob as mãos dos sírios; e os filhos de Israel habitaram nas suas tendas, como no passado." (2 Reis 13:5).

Portanto, querido leitor, deixo estas palavras para reflexão:

"Porém, se vos parece mal aos vossos olhos servir ao SENHOR, escolhei hoje a quem sirvais; se aos deuses a quem serviram vossos pais, que estavam além do rio, ou aos deuses dos amorreus, em cuja terra habitais; porém eu e a minha casa serviremos ao SENHOR." (Josué 24:15)

Não dá pra brincar com Deus!

domingo, 30 de dezembro de 2012

Os cinco primeiros

Foto ilustrativa... eu leio à luz da fluorecente mesmo!

Anteontem, aproveitei um momento e comecei a ler o livro bíblico de Mateus. Eu já tinha lido outras vezes e essa leitura faz parte de um projeto pessoal de ler a Bíblia toda na ordem como ela é organizada - sabia que essa ordem não é exatamente cronológica e que há várias formas de se ler a Bíblia toda? - e esta é a segunda vez que faço essa leitura.

Confesso que fiz um pouco diferente desta vez. Parei em Ezequiel e fui para Mateus, mas pretendo voltar ao profeto do Antigo Testamento. É que quero ler o Antigo e Novo Testamento agora ao mesmo tempo. Vai ser bem interessante.

Bem, ao começar, no primeiro capítulo, já tive uma recordação no mínimo curiosa: quando eu era pequena - comecei a frequentar a igreja batista com seis anos de idade - eu gostava de ver a parte de genealogias. Por quê? Não sei ao certo, mas eu acredito que minha curiosidade era com os nomes estranhos pra mim e também com o fato de ver as origens de uma pessoa. 

Já até pensei em fazer esse lance de árvore genealógica, mas nunca parei de fato pra concretizar isso. O fantástico é perceber agora mais claramente que a genealogia de Jesus tinha uma função super importante ali no livro de Mateus - mostrar que Ele é descendência de Abraão, Raabe, Rute e Davi, nomes que podem ser encontrados no Antigo Testamento.

No capítulo 2, vemos a narração do nascimento de Jesus. A revelação a Maria e também a José - imagina ficar grávida sem ter tido nenhum tipo de relação? Deus é tão perfeito que confirmou no coração dos dois, para que tudo saísse direitinho e não houvesse problemas. Ele nasceu, enfurecendo o Rei Herodes, mas trazendo esperança e salvação. Aleluia!

No terceiro capítulo, Ele se encontra com João Batista e é batizado, deixando o exemplo para nós. Mesmo sendo Deus, Ele quis ser exemplo. No 4, ele é tentado após 40 dias e 40 noites em jejum - Nossa! - e vence o inimigo citando textos bíblicos com convicção. Por isso, precisamos sempre ler e meditar na Bíblia, para que a Palavra do Senhor preencha nosso coração e estejamos preparados para as ciladas do inimigo. 

No quinto, nossa, que grande lição do nosso Mestre! Palavras inspiradoras e de motivação para que possamos fazer o que é correto. Ele também nos confronta, a mudarmos nossa conduta em várias áreas da nossa vida. Fala sobre adultério, amar os inimigos... tantas lições importantes. 

Quer saber mais detalhes? Leia os cinco primeiros capítulos de Mateus. Quer conhecer mais? Leia os quatro evangelhos. São quatro visões da linda e real história do Mestre dos mestres, do Rei dos reis, Jesus Cristo. 


domingo, 4 de novembro de 2012

Gostaria de te apresentar alguém



Olá! Gostaria de te apresentar alguém. Talvez você ache que conhece esta pessoa, mas está redondamente enganada. Gostaria de te apresentar a você mesma.

Calma! Não estou surtando. O que escrevi acima faz muito sentido! Eu achava que me conhecia. E me achava a bambambam, a super tudo, a pessoa que nunca erra e é sempre boazinha. Aquela que só possui virtudes. Talvez tenha alguns erros, mas são mínimos comparados aos de outras pessoas. Essa sou eu, ou pelo menos era o que eu imaginava.

Um belo dia, Deus virou meu mundo de cabeça pra baixo. Talvez não literalmente, mas profundamente. E aquilo que eu pensava sobre mim mesma começou a deixar de fazer sentido.

"Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e perverso; quem o conhecerá?" Jeremias 17.9

A gente pode ter um alto conceito acerca de nós mesmos. Mas é só aparecer uma situação perturbadora e que mexa conosco que a coisa muda de figura. É no momento da provação que de fato nos apresentamos, sem máscaras, sem fingimentos. São nos momentos difíceis que aparecemos tais como somos.

"Sonda-me, ó Deus, e conhece o meu coração; prova-me, e conhece os meus pensamentos. E vê se há em mim algum caminho mau, e guia-me pelo caminho eterno." Salmos 139:23-24


Fico pensando na história de Jó. A primeira vez que atentei para esta história foi em uma classe de EBD para adolescentes. Depois de alguns anos, li o livro completo, além de ouvir várias pregações e fazer estudos. 

Fico pensando o quanto é muito fácil servir e louvar a Deus quando nossos planos dão certo. Quando pedimos e somos atendidos. Quando as coisas seguem o rumo que esperamos. A despeito disso, Jó teve a experiência de perder tudo - somente ficou com sua vida - e foi tentado a amaldiçoar a Deus e morrer.

O que você faria no lugar de Jó? Eu nem sei o que responder, só vivendo para ver o que eu faria. O que eu sei é que em situações "menores" tenho visto que não sou tão boa como que pensava que era. Que não sou tão certinha. E nem tão justa. E nem... puxa, é perturbador!


"Mas agora, ó SENHOR, tu és nosso Pai; nós o barro e tu o nosso oleiro; e todos nós a obra das tuas mãos." Isaías 64:8

Apesar de não compreender totalmente esta obra que acontece dentro de mim, vou deixar que o Senhor, o oleiro, molde este vaso que sou eu, quebre-me se for necessário e me refaça.

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Os outros porque fui primeiro

Meu cacto também não chora, ele não curte muito água! rs

"Se eu não tivesse derramado minhas próprias lágrimas não poderia tentar ajudar a enxugar as suas."

Começo o post com a frase que pensei hoje e que coloquei nos meus perfis do Twitter e Facebook. Parei pra pensar sobre isso desde ontem à noite e hoje pela manhã voltou o meu pensamento sobre o assunto. Isso porque, diante de um fato, percebi que a dor de outrora me fez quem sou hoje.

Sou uma pessoa dificílima de chorar, apesar de parecer e ser sensível. Isso fica bem claro quando assisto a filmes muito dramáticos: todos os meus amigos choram e o máximo de comoção que tenho é uma lágrima que fica presa no olho. Sempre preferi derramar lágrimas em oculto, no secreto, onde só Deus pudesse me enxergar. 

Aliás, dificilmente eu choro por uma coisa, tem quer ser algo que mexa muito comigo mesmo. Pensando nisso - acredito eu - Deus resolveu mexer comigo, de uma forma que ninguém nunca havia feito. Colocou-me diante de uma situação que, quando percebi, estava em lágrimas porque não havia dado certo - ou melhor, não saiu como eu esperava. Foi tão profundo que chorei mais do que quando meus avós faleceram, o que me deixou depois bastante desapontada comigo mesma. 

Por muito tempo, fiquei relutando, sem entender muito bem o porquê daquilo tudo. A cada dia, parecia que eu ia sucumbir. Vez ou outra, me vejo lamentando de alguma forma e é triste ficar remoendo o passado, não? Aí, leio a seguinte frase:

"Depressão é excesso de passado em nossas mentes. Ansiedade é excesso de futuro. O momento presente é a chave para a cura de todos os males mentais." (Desconheço o autor)

E ontem, mais precisamente, fiquei pensando no para quê disso tudo. E Deus levou à minha mente as várias oportunidades que Ele tem me dado de ser um ombro amigo. Aí percebo o quanto eu era insensível, mas fui moldada através da dor... como um metal que vai se purificando ao passar pelas mais altas temperaturas. 

Eu não seria a mesma pessoa de hoje se não tivesse passado por nada que eu passei. Que bom que posso verdadeiramente ajudar outras pessoas! Que graça teria se eu tivesse minha vidinha "perfeita" e tudo tivesse dado "certo"? Nenhuma. Talvez eu fosse até arrogante (eca!!).

Consolo os outros porque fui consolada primeiro! Vejamos:

"Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai das misericórdias e o Deus de toda a consolação; que nos consola em toda a nossa tribulação, para que também possamos consolar os que estiverem em alguma tribulação, com a consolação com que nós mesmos somos consolados por Deus." 2 Coríntios 1:3-4

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Você já quis ser outra pessoa?

Pôr do sol na Baía de Todos os Santos

O título é uma pergunta a você, caro leitor, e antes que queira deixar este post, vou logo avisando que vai valer a pena ler cada linha escrita aqui.

Sim, eu já quis ser outra pessoa. Quando? Quando eu era mais nova e achava minha vida bem sem graça. Olhava para alguém da escola ou dos filmes e séries que eu via - ok, das novelas que eu via também, naquela época eu via novelas - e tentava me imaginar como uma daquelas pessoas ou personagens. Lógico que a vida deles - real ou ficcional - sempre parecia mais atraente que a minha.

Aí, fui crescendo - não tanto em tamanho, pois meio que me boicotei e não cresci tanto quanto eu esperava ou prometia que ia. Os anos foram passando e fui percebendo o quanto era bobo aquele pensamento cliché do "a grama do vizinho é mais verde". 

Em tempos de redes sociais, todo mundo quer expor os "álbuns" de sua vida e todos parecem muito bonitos ou muito sorridentes. Sim, eles são e estão. Mas isso não significa que eu deseje ser como um deles - ainda bem! Por que a grama do vizinho segue as estações do ano - diferente de Salvador que, como vi hoje, só tem quatro estações que são Verão, Pirajá, Mussurunga e Iguatemi rsrs - e pode estar verdinha em um dia e totalmente seca em outro.

Bem, eu vi que eu precisava ter minhas próprias histórias e experiências. E tive. E ainda terei muitas, se assim Deus permitir. E se eu também me permitir ter ao invés de ficar me queixando do que não tenho ou do que perdi. Só o fato de estar viva já é uma experiência incrível!

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Miniaturas de Cristo

Ouvi dizer várias vezes que a palavra cristão significa "pequeno Cristo". Até então, eu não tinha parado para refletir sobre o assunto. Mas, hoje, ao pensar no caráter cristão e lembrar de algumas inquietações, esse significado fez todo o sentido.

Sou um pequeno Cristo. E o que isso significa? Significa que sou um pouco do que Cristo é. Serei identificada como cristã por minhas palavras e ações que se assemelhem ao Mestre, Jesus. 

Significa que sou uma criança e preciso crescer até chegar à estatura completa de Cristo (Efésios 4.13).

Significa que tenho um caminho a percorrer e que não posso parar só porque sou pequena.

Significa que sou dependente de Deus, o Pai, assim como Cristo foi. Enquanto estava aqui, Jesus orou e pediu a Deus que a vontade dEle fosse feita, deixando um grande exemplo para nós de dependência.

Significa que até sou fraca, mas é Ele quem me fortalece a caminhar independente das circunstâncias.

Sabe as miniaturas? Ou então maquetes? Pois elas ilustram bem o que quero dizer. São amostras pequenas de algo muito grandioso. Assim devemos ser: pequenas amostras da grandiosidade que é Cristo.

Então, toda vez que você disser "sou cristão", lembre-se bem do significado dessa palavra e procure imitar Jesus, tal qual uma miniatura imita o original.

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Quem manda aqui?

Recebi este texto por e-mail e achei-o perfeito para o momento. Desconheço o autor, então, se alguém souber me avisa, tá?


Quem manda aqui?




Você já teve dificuldade em descobrir a vontade de Deus para o seu futuro?

Acalme-se, você não está sozinho.

- Devo casar-me ou ficar solteiro?
- Aposento-me ou continuo trabalhando?
- É hora de ter filhos?
- Abrir mão ou se sacrificar?

As perguntas são intermináveis. Uma segue-se à outra. Cada nova responsabilidade exige novas decisões.

Afinal, como é que podemos saber o que Deus quer?

- Buscar conselho?
- Orar?
- Ler a Bíblia?

Tudo isso está certo, mas existe uma decisão que deve ser tomada em primeiro lugar.

Para saber qual é a vontade de Deus, devemos nos entregar totalmente à vontade de Deus. Nossa tendência é tomar a decisão por Deus. É semelhante a um garoto que costumava fazer isso com a sua mãe.

Quando ele era criança detestava ficar resfriado por duas razões:
1) Ele sofria e
2) Sua mãe era enfermeira.

Como sua mãe era enfermeira, ela sabia que a maneira mais rápida de curar a gripe era com agulha... em seu traseiro.

- Ai, Mãe!
(Ele cresceu achando que "penicilina" era um palavrão).

Quando ela dizia para ir buscar "o remédio", ele pegava tudo menos a odiosa agulha de injeção. Voltava com as mãos cheias: aspirina, gotas para os olhos, os ouvidos, o nariz, ataduras para o tornozelos, tudo menos penicilina. Mas, como as boas mães sempre fazem, ela não hesitava: "Você sabe que não é nada disso. Agora, volte", e ela sorria. Ele voltava e ia buscar a agulha.

O ponto a ser observado é este mesmo. Não vá para Deus com opções e esperando que ele escolha uma das suas preferências.

Vá para Deus com as mãos vazias...
Sem planos ocultos...
Dedos cruzados...
Nada escondido por trás das costas.

Vá até ele disposto a fazer o que quer que ele lhe diga.
Se você lhe entregar a sua vontade, ele irá então aperfeiçoá-lo em todo bem, para que você cumpra a vontade dEle (Hebreus 13.21).

Que as bênçãos do Senhor esteja sobre sua vida neste dia.

(Desconheço o autor)

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Em novidade de vida

Este post é mais ou menos inesperado. Mais porque, de certa forma, ele já deveria ter sido escrito há um bom tempo, diante de experiências e aprendizados. Menos porque surgiu de forma inesperada agora há pouco na minha mente.

Há uma frase clichê que diz que "Quem vive de passado é museu". Museu e historiador, eu complemento. Alguns idosos gostam de contar suas histórias sobre "como era bom no meu tempo, eu fazia isso e aquilo e tal...". Nada contra. Mas não sou a favor do excesso. Aliás,  excessos em geral me irritam.

O fato é que uma das piores coisas é viver de passado. É manter a todo o instante um espírito nostálgico, celebrando vitórias passadas - tem alguns torcedores de um certo time de futebol daqui da Bahia que gostam muito de fazer isso rsrs. Ou então ficar remoendo dores há muito sofridas, ruminando e martirizando-se em progressão geométrica.

Quando paro para pensar sobre isso, alguns versículos da Bíblia vêm à minha mente:

"De sorte que fomos sepultados com ele pelo batismo na morte; para que, como Cristo foi ressuscitado dentre os mortos, pela glória do Pai, assim andemos nós também em novidade de vida." Romanos 6.4

"Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo." 2 Coríntios 5.17

Quem aceita a Cristo como Senhor e Salvador de sua vida torna-se uma nova criatura. E nova por inteiro; por isso, para quê ficar se apegando ao passado?

A Persistência da Memória, de Salvador Dalí

Se coisas ruins aconteceram no passado, não significa que toda a sua vida será uma sucessão de fracassos. Isso vai acontecer se você ficar o tempo todo com pensamento derrotista e de "coitadinho" - detesto isso. Ficar assim é não ter perspectiva e sem perspectiva, ninguém avança, só fica parado. Também não adianta ficar rememorando as glórias de tempos antigos e esquecer do presente. A vida continua e como diz uma música "O tempo não para...".

"A vida só pode ser compreendida olhando para trás, mas só pode ser vivida olhando para frente." ( O Curioso Caso de Benjamin Button.

Como o tempo está correndo e não posso recuperar as horas que já passaram, vou ali correr atrás dos meus projetos!

"Irmãos, quanto a mim, não julgo que o haja alcançado; mas uma coisa faço, e é que, esquecendo-me das coisas que atrás ficam, e avançando para as que estão diante de mim. Prossigo para o alvo, pelo prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus." Filipenses 3.13-14.

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Perdão e experiência

O Ministério da Saúde adverte: falta de perdão faz mal à saúde física, emocional e espiritual.

A frase acima, que poderia ser uma simples brincadeira, remete a algo muito sério: perdão. O fato é que, na teoria, tudo se torna mais fácil. Mas quando acontece com você, quando você é magoado por alguém, fica difícil dizer as palavras "eu te perdoo", tirar todo aquele peso e mágoa do coração e seguir em frente. Por quê? Porque queremos ver o outro se sentir tão mal como nos sentimos quando sofremos com o erro dele.

Enquanto vou pensando sobre esse tema e, a cada dia, aprendendo mais com Deus a tornar isso uma verdade em minha vida, vejo uma frase no Twitter de Thiago Grulha dizendo assim: "É muito mais fácil transformar um amor desprezado em indiferença do que em perdão. O coração dói e exige distância. Só Deus para nos curar.". Eu quase caí da cadeira - literalmente e não literalmente. A frase captou exatamente uma situação pela qual passei há um bom tempo, mas que tinha deixado profundas marcas na minha vida. Ou melhor, deixa.

Eu tinha duas escolhas a fazer: perdoar e não perdoar. Escolhi perdoar logo de início, mas fiz da forma errada, confiando na minha própria força e no meu próprio jeito. Resultado: além de não ter obtido êxito, causei bastante problemas à minha vida espiritual, emocional e até física!

Resolvi deixar nas mãos de Deus. Aliás, não só isso, mas cada pequena ou grande coisa, tenho aprendido a deixar nas mãos dEle. Escrevi ontem no Twitter: "Como não confiar em Deus que é onisciente, onipresente e onipotente? É incoerente não confiar em alguém assim!". Essa não é uma frase de "efeito" como tenho lido algumas por aí, mas resultado de uma experiência pessoal e intensa com Deus. De fato, percebi que é incoerente não confiar em Deus. E Ele tem trabalhado perdão e tantas coisas em minha vida que nem imaginava que fossem ruins.

Sobre essa experiência de realmente confiar em Deus, tenho feito outras descobertas diariamente e posso dizer: tem sido incrível! Quando nosso coração humilha-se diante da presença de Deus e deseja ardentemente que seja trabalhado por Ele, o Senhor opera. Ainda há muito a ser feito, mas já dei um passo importante e creio que Ele agirá muito além do que eu espero. E espero nEle.

terça-feira, 31 de maio de 2011

Desejo, vontade, necessidade

A gente não quer só comida
A gente quer comida
Diversão e arte
A gente não quer só comida
A gente quer saída
Para qualquer parte...

(...)

Diversão e arte
Para qualquer parte
Diversão, balé
Como a vida quer
Desejo, necessidade, vontade
Necessidade, desejo, eh!
Necessidade, vontade, eh!
Necessidade...


(Comida - Titãs)

Água na boca!

Meu hiato no blog foi maior do que eu esperava. Mas não foi de todo ruim. É bom parar um tempo para pensar, fazer outras coisas. Não adianta postar todos os dias se não há inspiração para isso ou mesmo vontade. Não sei quem são todos os meus leitores, mas creio que eles podem até sentir falta das minhas postagens, mas não vão deixar de seguir o blog ou de acompanhá-lo.

Voltando ao assunto do título do post e também da música que coloquei no início, você deve estar se perguntando: Do que se trata? Assim como você, também tenho dúvidas do que se trata tudo isso e, enquanto escrevo, vou pensando um pouco sobre essas três palavras as quais tenho pensado tanto nesses últimos dias: desejo, vontade, necessidade. Não irei prometer respostas, pois não quero frustar você que está lendo. Nem deveria.

Como definir entre aquilo que desejo, aquilo que tenho vontade e aquilo que realmente necessito? É essa dúvida que paira sobre minha mente. Em uma sociedade egoísta e hedonista como a nossa, desejo e necessidade acabam se confundindo. E é aí que vem os supérfluos, os pedidos tolos de coisas que nem daremos muito valor. 

Por outro lado, às vezes subestimamos a nós mesmos. Achamos que não deveríamos ter algumas coisas, que seriam "demais" para nós, quando, na verdade, necessitamos delas. E por que não pedir? E por que não lutar? 

Eu escolho pedir. Correr atrás, apesar de aos poucos estar me acostumando a esse meu momento "intéprido". Se eu não fizer nada, já terei um "Não". Mas se eu fizer, poderei ter a chance de ganhar um "Sim" e mudar tudo!

Algumas coisas tenho desejo, tenho vontade e outras tenho necessidade. Como distinguir? Não sei. Mas vale perguntar e confiar Naquele que me criou...

sexta-feira, 6 de maio de 2011