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terça-feira, 30 de agosto de 2016

Cada um é diferente





Leia o texto acima. Leu? Então, foi ele que motivou este post. Li isso recentemente na timeline de um amigo no Facebook. E curti. E parei pra pensar: Não é que é isso mesmo? Cada um tem seu ritmo. e só depois de um certo tempo você percebe isso. Conheço pessoas que entraram na faculdade com 17 anos. Conheço gente que entrou com bem mais que 30. Conheço gente que casou com menos de 20 anos e conheço também quem casou com mais de 40. Alguns jovens viajaram pro exterior  e estão com o passaporte lotado de carimbos. Outros nunca viajaram de avião. E, se eu continuar, certamente relatarei mais exemplos que mostram o quanto as pessoas são diferentes e vivem diferentes experiências. Mas onde quero chegar?

Quero dizer que a sua experiência não será igual a minha. E não há nada errado nisso. Mesmo nascendo na mesma família e tendo as mesmas condições, não significa que as trajetórias serão idênticas. Um exemplo bem próximo sou eu e minha irmã. Vivemos sobre a mesma casa, mas também por conta da nossa diferença de idade, ela teve acesso a algumas coisas que eu não tive. Porém, também tive acesso a outras coisas que ela não teve. Isso não faz nenhuma das duas melhor do que a outra, apenas diferente. 

O problema é que nós temos a mania tola de querer nos comparar com os outros. Confesso, sofri muito com isso. Houve uma época na igreja que me senti excluída por ser a única de um determinado grupo de amigos que não estava namorando. Só que isso não faz sentido. Depois entendi que não precisava estar na mesma fase que todo mundo, sabe? Que ainda não era o momento e que amigos de verdade não se importam com essas coisas. E a mesma coisa em relação a casamento. Por que as pessoas insistem em colocar tantas expectativas em nós? Por que às vezes elas parecem querer colocar cordinhas na gente para controlar o que fazemos? Mas sobre relacionamentos, a gente tem que se costumar: quando solteira, perguntam porque não tá namorando. Namorando, perguntam do noivado. Noiva, perguntam do casamento. Casada, pergunta dos filhos. E por aí vai. A ideia é não se deixar levar pela pressão alheia para não pirar. Sério.

Por outro lado, essa questão do tempo não deve ser uma desculpa para estacionar na vida, sabe? Se você tem sonhos, planos, objetivos, corra atrás. Se você para de se preocupar e/ou invejar os outros e se concentra na sua melhora pessoal, sua vida avança. Não fique esperando as coisas caírem do céu. Aprendi certa vez que Deus só intervém de forma sobrenatural naquilo que não podemos fazer. Então, mãos à obra!

terça-feira, 9 de setembro de 2014

Eu reclamo demais!



"Porque os meus pensamentos não são os vossos pensamentos, nem os vossos caminhos os meus caminhos, diz o Senhor. 9. Porque, assim como o céu é mais alto do que a terra, assim são os meus caminhos mais altos do que os vossos caminhos, e os meus pensamentos mais altos do que os vossos pensamentos." Isaías 55.8

Quem me conhece acha que sou quietinha demais e não sou de reclamar. Ledo engano. Aprenda: pessoas quietas normalmente pensam demasiado e isso é bom e ruim. Bom porque você evita de falar muita besteira. Ruim porque você fica bitolado com algumas ideias e tem mais dificuldade de superar algumas coisas. 

Eu reclamo demais!  Deus é verdadeiramente misericordioso porque eu sou muito chata. Parece que nunca estou satisfeita com as coisas.

Meus diálogos com Deus são tipo "ah, bem que isso já poderia ter acontecido na minha vida" ou "bem que isso poderia ter sido diferente" ou "fulano fez isso comigo, foi bizarro e quero que o Senhor tome uma providência!".

Nossa, como sou arrogante! Tenho tomado a postura de criadora ao invés de criatura, dizendo a Deus o que Ele deve fazer e como deve fazer.

Será que tenho colocado Cristo no trono do meu coração?  Será que tenho dado espaço ao Seu agir? Será que tenho agradecido por todo o cuidado e amor que nem mereço? 

Às vezes parece que fico querendo saber todos os spoilers como se minha vida fosse um seriado de TV. Eu tinha muito medo do que poderia acontecer,  da minha vida tomar um rumo que eu não queria. MAS EU PRECISO NEGAR A MIM MESMA!

Eu não sei o que me reserva adiante. Ainda faltam algumas coisas acontecerem na minha vida. Não posso me guiar pelos outros.  Se eu tivesse tudo exatamente como eu queria eu seria infeliz e poderia certamente estar afastada de Deus.

Meus pensamentos são importantes,  mas não são o centro do universo. Eu posso me enganar e já me enganei tantas vezes de tantas maneiras!

Quando o barulho da minha mente estiver muito alto, quero desligar tudo e descansar na certeza de que só Deus sabe de tudo o que eu preciso,  como,  onde e quando. 

Por que temer então? 



domingo, 21 de julho de 2013

O não dito

"Tem coisas que não dizemos que se vão acumulando em um porão, e quando ele está cheio, é hora de esvaziar, dizendo o que sente."

A frase acima é de um filme que vi recentemente, chamado ABC do Amor (em inglês, Little Manhattan, mas a tradução não tem nada a ver com o nome do filme, vai entender...). Enfim, eu fiquei pensando muito nessa frase quando o pai do protagonista disse a ele. Fiquei pensando porque, de fato, é uma realidade.

Quantas vezes a gente já estragou relacionamentos por conta do "não dito". Tantas coisas que a gente poderia dizer, confessar ao outro, mas por um motivo a gente deixa de falar. Talvez por orgulho, talvez por medo do que o outro vá pensar, talvez por medo de perder aquilo que se tem quando as coisas não são ditas.

Relacionamento requer algumas coisas, mas acredito que uma das mais importantes é confiança. E confiança não é algo que se adquire tão facilmente. Ainda mais hoje em dia, quando as pessoas parecem nascer com um "desconfiômetro". A gente suspeita um dos outros com tanta facilidade! Tá mais fácil pensar mal do que pensar bem de alguém. 

Por isso, prezo a sinceridade. Ela é uma boa base para a confiança. Posso ter errado muitas vezes nos meus relacionamentos, mas uma coisa que tenho aprendido é ser sincera. É parar, sentar, conversar com a pessoa olho no olho - porque esse negócio de mandar e-mail ou mensagem não dá certo,  pois a letra é fria - e dizer aquilo que eu penso.

Mas tem um detalhe aí! Esse lance de sinceridade, de dizer o que se pensa, deve ser feito com amor. A gente exorta alguém em amor. A gente fala de uma forma que não vai prejudicar o outro. O objetivo da conversa não é eu mostrar que sou melhor do que o outro, que sou mais inteligente ou depreciar o outro pra que eu sinta melhor. O objetivo é "colocar o jogo na mesa", para que a confiança e relacionamento possam crescer.

Eu não quero ficar no não dito. Eu quero caminhar e conhecer. Quero relacionamentos saudáveis, não porque são perfeitos, mas porque todos os lados buscam o melhor para todos. Quero um abraço sincero, me olhar nos olhos e me dizer a verdade, ainda que essa verdade incomode, mas que seja um relacionamento de verdade. 

sexta-feira, 12 de abril de 2013

Debates infelizes



Pensei muitas vezes no que eu iria escrever, porque sei bem as consequências de se escrever algo e repercutir de forma ruim. Lógico que não vou ficar me preocupando com o que os outros pensam, mas também não quero escrever qualquer coisa apenas para que a minha voz possa ecoar na multidão. É preciso expor ideias com responsabilidade também.

Debates sempre existiram. Remontam a tempos antes de Cristo, inclusive. No entanto, hoje eles parecem bem mais comuns, porque agora podem ser vistos por mais pessoas - e muito mais pessoas podem participar do debate também.

Não é só a internet. É o Facebook, certamente a rede social online mais conhecida da atualidade, tornou-se cenário para debates. Pode-se dizer que no Orkut também ocorriam, mas eles ficavam restritos às comunidades e seus participantes, correto? Agora, qualquer pessoa que acessa o Facebook pode participar de um desses debates e até mesmo criar um.

Eu já criei alguns, inclusive. E nem foi tão proposital. Teve um que me chocou muito, relativo a - do ponto de vista cristão - se pode ou não pode usar tatuagem. Pelo nível das conversas, eu não tenho certeza se as pessoas leram o artigo. Elas despejaram suas opiniões - algumas de forma um pouco grosseira, na minha opinião, desculpe amigos - e achei que o negócio não ia mais ter fim. 

O mais recente - quentíssimo, por sinal, foi referente a isto aqui: A cultura do estupro gritando - e ninguém ouve. O assunto reverberou bastante. Desta vez, os comentários foram mais interessantes, buscaram até outro artigo como fonte. Legal.

Mas, o que nas últimas semanas continua pegando fogo mesmo é o deputado e pastor Marco Feliciano presidir a Comissão de Direitos Humanos na Câmara, pois o mesmo vem sendo acusado de racismo e homofobia. Eu não vou entrar no mérito dessa história, ela é apenas uma ilustração desse artigo, mas gostaria de discutir sobre os debates que têm ocorrido sobre o assunto nas redes sociais online. 

Como diz o baiano: Rapaz, o pessoal não sabe debater não! Primeiro, porque parece que você é acuado a ter um posicionamento rápido sobre o assunto. Nem sempre isso é possível, sabe. Às vezes, sabemos bem de uma coisa e podemos expor nossa opinião. Em outros momentos, é preciso conhecer mais, pesquisar a fundo, decidir e, só aí, expor. No entanto, numa sociedade no qual tudo é "pra ontem", é preciso se posicionar logo, mesmo que seja pra falar/escrever algo sem noção. 

Segundo, o pessoal não respeita a opinião do outro. E isso não é só nesse debate não, é em todos! O pessoal não curte muito a ideia de Voltaire: "Não concordo com uma palavra do que dizes, mas defenderei até o ultimo instante seu direito de dizê-la.". E não sabem ouvir/ler! Ou melhor, nem leem, já saem criticando. E haja ruído na comunicação!

Sabe a pior forma de não deixar o outro se expressar? Paul Valéry colocou em uma frase algo muito significativo pra mim: "Quem não pode atacar o argumento ataca o argumentador". Escrevo isso com bastante convicção, pois já sofri com isso. Expus uma opinião, mas algumas pessoas não gostaram e, como não tinham argumentos para tal, resolveram me agredir, não fisicamente, mas verbalmente. Infelizes. Acharam que poderiam me desestabilizar, mas preferi excluir todo o debate e ficar em paz. É o melhor a se fazer, às vezes. Não vale a pena debater com pessoas assim.

Em tempos de debates pela internet, vejo que falta muita informação. Irônico, já que, hoje em dia, é muito fácil obter dados do que no século passado. Mas a pressa e a preguiça imperam, então é melhor colocar qualquer coisa, segundo eles. Pior do que isso, vejo falta de tolerância - palavrinha batida nos tempos atuais, mas só da boca pra fora mesmo, porque as pessoas têm usado essa palavra encostada com outra, chamada conveniência. 

Ficar calado pode significar que você é desatento, lerdo ou desinteressado. Mas, para mim, muitas vezes, especialmente na internet, tem significado esperar o momento certo para dizer algo relevante e interessante, sem atacar a figura do outro. 

quarta-feira, 20 de março de 2013

Quase um desabafo

“A igreja deveria ser um ajuntamento de pecadores redimidos, mas se torna, muitas vezes, um ajuntamento de fariseus.” (Isabelle Ludovico).

A frase que inicia este post foi lida por mim em um jornal evangélico. É uma afirmativa muito contundente e que me chama muito a atenção, pelo simples fato de ser a realidade. E vou muito mais além.

Longe de apontar o dedo em riste a alguém. Ao escrever estas linhas, faço uma autorreflexão e tento enxergar aquilo que precisa ser transformado em mim pelo poder do Espírito Santo. Mas o fato é que nossas igrejas têm se tornado, infelizmente, um clube social.

Opa! Outra frase muito contundente, não é? Mas é exatamente isso: na maioria das vezes, sinto-me como se, o tempo todo, tivesse que vender uma imagem às pessoas da igreja. É como se eu, de certa forma, tivesse disputando espaço, reconhecimento e atenção com outras pessoas.

Observe as pessoas que são mais bem tratadas no ambiente eclesiástico. Primeiro, aquelas que possuem cargos de liderança. No meu contexto, como jovem com seus vinte e alguns anos, vejo que um curso superior (estar cursando ou já ter se graduado) faz muita diferença. Se ter condições financeiras boas, moradia privilegiada e carro, melhor ainda! As moças solteiras vão se identificar com isto: estar namorando, noiva e casada dão um status maior, não acham?

Aí, você, leitor (a), que a esta altura ou está me aplaudindo por concordar com minhas palavras ou quer me apedrejar por achar uma baita ousadia expor um negócio desse, pergunta: Onde ela está querendo chegar? Vou ser objetiva em relação a isso: Veja a primeira frase que postei.

Uma das analogias mais felizes em relação à igreja é aquela que a compara com um hospital. E não se trata de tomar o ambiente médico no sentido físico e sim no espiritual, que é o mais importante. O problema é que o homem se preocupa tanto com a aparência que se esquece do resto.

“Tudo o que não é eterno é eternamente inútil”, disse C. S. Lewis. A alma é eterna e é dela que temos que cuidar, ou melhor, deixar que Deus cuide, usando o Espírito Santo que habita em nós para que, cada vez mais, possamos parecer com Cristo. 

Quanto ao restante das outras coisas, são bênçãos, são acréscimos, são até mesmo responsabilidades que Deus coloca em nossas vidas, mas elas não podem nem devem determinar o nosso valor.

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Os outros porque fui primeiro

Meu cacto também não chora, ele não curte muito água! rs

"Se eu não tivesse derramado minhas próprias lágrimas não poderia tentar ajudar a enxugar as suas."

Começo o post com a frase que pensei hoje e que coloquei nos meus perfis do Twitter e Facebook. Parei pra pensar sobre isso desde ontem à noite e hoje pela manhã voltou o meu pensamento sobre o assunto. Isso porque, diante de um fato, percebi que a dor de outrora me fez quem sou hoje.

Sou uma pessoa dificílima de chorar, apesar de parecer e ser sensível. Isso fica bem claro quando assisto a filmes muito dramáticos: todos os meus amigos choram e o máximo de comoção que tenho é uma lágrima que fica presa no olho. Sempre preferi derramar lágrimas em oculto, no secreto, onde só Deus pudesse me enxergar. 

Aliás, dificilmente eu choro por uma coisa, tem quer ser algo que mexa muito comigo mesmo. Pensando nisso - acredito eu - Deus resolveu mexer comigo, de uma forma que ninguém nunca havia feito. Colocou-me diante de uma situação que, quando percebi, estava em lágrimas porque não havia dado certo - ou melhor, não saiu como eu esperava. Foi tão profundo que chorei mais do que quando meus avós faleceram, o que me deixou depois bastante desapontada comigo mesma. 

Por muito tempo, fiquei relutando, sem entender muito bem o porquê daquilo tudo. A cada dia, parecia que eu ia sucumbir. Vez ou outra, me vejo lamentando de alguma forma e é triste ficar remoendo o passado, não? Aí, leio a seguinte frase:

"Depressão é excesso de passado em nossas mentes. Ansiedade é excesso de futuro. O momento presente é a chave para a cura de todos os males mentais." (Desconheço o autor)

E ontem, mais precisamente, fiquei pensando no para quê disso tudo. E Deus levou à minha mente as várias oportunidades que Ele tem me dado de ser um ombro amigo. Aí percebo o quanto eu era insensível, mas fui moldada através da dor... como um metal que vai se purificando ao passar pelas mais altas temperaturas. 

Eu não seria a mesma pessoa de hoje se não tivesse passado por nada que eu passei. Que bom que posso verdadeiramente ajudar outras pessoas! Que graça teria se eu tivesse minha vidinha "perfeita" e tudo tivesse dado "certo"? Nenhuma. Talvez eu fosse até arrogante (eca!!).

Consolo os outros porque fui consolada primeiro! Vejamos:

"Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai das misericórdias e o Deus de toda a consolação; que nos consola em toda a nossa tribulação, para que também possamos consolar os que estiverem em alguma tribulação, com a consolação com que nós mesmos somos consolados por Deus." 2 Coríntios 1:3-4

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Você já quis ser outra pessoa?

Pôr do sol na Baía de Todos os Santos

O título é uma pergunta a você, caro leitor, e antes que queira deixar este post, vou logo avisando que vai valer a pena ler cada linha escrita aqui.

Sim, eu já quis ser outra pessoa. Quando? Quando eu era mais nova e achava minha vida bem sem graça. Olhava para alguém da escola ou dos filmes e séries que eu via - ok, das novelas que eu via também, naquela época eu via novelas - e tentava me imaginar como uma daquelas pessoas ou personagens. Lógico que a vida deles - real ou ficcional - sempre parecia mais atraente que a minha.

Aí, fui crescendo - não tanto em tamanho, pois meio que me boicotei e não cresci tanto quanto eu esperava ou prometia que ia. Os anos foram passando e fui percebendo o quanto era bobo aquele pensamento cliché do "a grama do vizinho é mais verde". 

Em tempos de redes sociais, todo mundo quer expor os "álbuns" de sua vida e todos parecem muito bonitos ou muito sorridentes. Sim, eles são e estão. Mas isso não significa que eu deseje ser como um deles - ainda bem! Por que a grama do vizinho segue as estações do ano - diferente de Salvador que, como vi hoje, só tem quatro estações que são Verão, Pirajá, Mussurunga e Iguatemi rsrs - e pode estar verdinha em um dia e totalmente seca em outro.

Bem, eu vi que eu precisava ter minhas próprias histórias e experiências. E tive. E ainda terei muitas, se assim Deus permitir. E se eu também me permitir ter ao invés de ficar me queixando do que não tenho ou do que perdi. Só o fato de estar viva já é uma experiência incrível!

sábado, 15 de outubro de 2011

Temos a pretensão de sermos tudo... menos quem deveríamos ser

"É tão difícil falar das coisas fáceis. Preferimos esconder o óbvio que nos incomoda e filosofar sobre mistérios e complexidades distantes." (Thiago Grulha).





Quem me acompanha pelo Facebook e/ou Twitter, sabe que uma das frases que mais posto é de Thiago Grulha, cantor e poeta cristão. Longe de ser uma daquelas pessoas que replicam o que outros dizem para parecer mais culta, eu curto muito as frases dele porque elas tratam de coisas que eu já sei ou preciso saber, mas de forma muito interessante. São insights genais!


Mas não vou falar sobre isso e sim sobre o tema da frase. Sabe, é o que tenho visto demais hoje em dia e até me policio para não fazer igual.


Parece que estamos o tempo todo tentando provar algo para alguém. E é verdade! Poderia falar aqui sobre papéis sociais, máscaras, identidade, mas aí o post renderia absurdamente e sinto que algumas pessoas estão um pouco cansadas de ouvir falar sobre isso - talvez eu esteja superestimando alguns leitores, mas, sorry, ninguém é perfeito e não espere que eu vá atender a todas as suas expectativas!


O fato é que um movimento atual amplificado pelas redes sociais têm me causado um certo desconforto. Incômodo mesmo. A gente - eu não tenho vergonha de me incluir aqui - quer parecer tão mais inteligente, tão mais interessante que se torna... pedante! Isso mesmo, torna-se chato de galocha - nossa, eu nunca mais tinha ouvido essa expressão - alguém que, na tentativa de parecer mais intelectual, mais culto, torna-se insuportável. Perde a essência de quem é verdadeiramente e as amizades que um dia conquistou podem ir por água abaixo - afinal de contas, ninguém gosta de estar o tempo todo com alguém que se acha melhor do que os outros. Pode até ficar um tempo, mas não o tempo todo.


O que queremos provar? Quem queremos agradar? Esse lance de tentar agradar todo mundo não dá certo: sempre vai ter alguém insatisfeito e o pior é quando é você mesmo.


Temos a pretensão de sermos tudo... menos quem deveríamos ser. Criamos uma enorme equação cheia de icógnitas e de sinais, quando a resposta surge de uma operação simples de somar. 


"Alguns buscam muito ser "importantes" para que sejam amados. Outros são amados e é isto que os fazem importantes." (Thiago Grulha).


Eu prefiro ser amada pelo que sou e não pelo que tento ser. Aliás, sou amada pelo que sou. Quem não está por perto é porque não quis estar. Fazer o quê?!

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Em novidade de vida

Este post é mais ou menos inesperado. Mais porque, de certa forma, ele já deveria ter sido escrito há um bom tempo, diante de experiências e aprendizados. Menos porque surgiu de forma inesperada agora há pouco na minha mente.

Há uma frase clichê que diz que "Quem vive de passado é museu". Museu e historiador, eu complemento. Alguns idosos gostam de contar suas histórias sobre "como era bom no meu tempo, eu fazia isso e aquilo e tal...". Nada contra. Mas não sou a favor do excesso. Aliás,  excessos em geral me irritam.

O fato é que uma das piores coisas é viver de passado. É manter a todo o instante um espírito nostálgico, celebrando vitórias passadas - tem alguns torcedores de um certo time de futebol daqui da Bahia que gostam muito de fazer isso rsrs. Ou então ficar remoendo dores há muito sofridas, ruminando e martirizando-se em progressão geométrica.

Quando paro para pensar sobre isso, alguns versículos da Bíblia vêm à minha mente:

"De sorte que fomos sepultados com ele pelo batismo na morte; para que, como Cristo foi ressuscitado dentre os mortos, pela glória do Pai, assim andemos nós também em novidade de vida." Romanos 6.4

"Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo." 2 Coríntios 5.17

Quem aceita a Cristo como Senhor e Salvador de sua vida torna-se uma nova criatura. E nova por inteiro; por isso, para quê ficar se apegando ao passado?

A Persistência da Memória, de Salvador Dalí

Se coisas ruins aconteceram no passado, não significa que toda a sua vida será uma sucessão de fracassos. Isso vai acontecer se você ficar o tempo todo com pensamento derrotista e de "coitadinho" - detesto isso. Ficar assim é não ter perspectiva e sem perspectiva, ninguém avança, só fica parado. Também não adianta ficar rememorando as glórias de tempos antigos e esquecer do presente. A vida continua e como diz uma música "O tempo não para...".

"A vida só pode ser compreendida olhando para trás, mas só pode ser vivida olhando para frente." ( O Curioso Caso de Benjamin Button.

Como o tempo está correndo e não posso recuperar as horas que já passaram, vou ali correr atrás dos meus projetos!

"Irmãos, quanto a mim, não julgo que o haja alcançado; mas uma coisa faço, e é que, esquecendo-me das coisas que atrás ficam, e avançando para as que estão diante de mim. Prossigo para o alvo, pelo prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus." Filipenses 3.13-14.

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Perdão e experiência

O Ministério da Saúde adverte: falta de perdão faz mal à saúde física, emocional e espiritual.

A frase acima, que poderia ser uma simples brincadeira, remete a algo muito sério: perdão. O fato é que, na teoria, tudo se torna mais fácil. Mas quando acontece com você, quando você é magoado por alguém, fica difícil dizer as palavras "eu te perdoo", tirar todo aquele peso e mágoa do coração e seguir em frente. Por quê? Porque queremos ver o outro se sentir tão mal como nos sentimos quando sofremos com o erro dele.

Enquanto vou pensando sobre esse tema e, a cada dia, aprendendo mais com Deus a tornar isso uma verdade em minha vida, vejo uma frase no Twitter de Thiago Grulha dizendo assim: "É muito mais fácil transformar um amor desprezado em indiferença do que em perdão. O coração dói e exige distância. Só Deus para nos curar.". Eu quase caí da cadeira - literalmente e não literalmente. A frase captou exatamente uma situação pela qual passei há um bom tempo, mas que tinha deixado profundas marcas na minha vida. Ou melhor, deixa.

Eu tinha duas escolhas a fazer: perdoar e não perdoar. Escolhi perdoar logo de início, mas fiz da forma errada, confiando na minha própria força e no meu próprio jeito. Resultado: além de não ter obtido êxito, causei bastante problemas à minha vida espiritual, emocional e até física!

Resolvi deixar nas mãos de Deus. Aliás, não só isso, mas cada pequena ou grande coisa, tenho aprendido a deixar nas mãos dEle. Escrevi ontem no Twitter: "Como não confiar em Deus que é onisciente, onipresente e onipotente? É incoerente não confiar em alguém assim!". Essa não é uma frase de "efeito" como tenho lido algumas por aí, mas resultado de uma experiência pessoal e intensa com Deus. De fato, percebi que é incoerente não confiar em Deus. E Ele tem trabalhado perdão e tantas coisas em minha vida que nem imaginava que fossem ruins.

Sobre essa experiência de realmente confiar em Deus, tenho feito outras descobertas diariamente e posso dizer: tem sido incrível! Quando nosso coração humilha-se diante da presença de Deus e deseja ardentemente que seja trabalhado por Ele, o Senhor opera. Ainda há muito a ser feito, mas já dei um passo importante e creio que Ele agirá muito além do que eu espero. E espero nEle.

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Carpe Diem!

Esta é a terceira vez que tento escrever este post. E, se ele está publicado, é porque realmente foi a última. Da primeira vez, escrevi um texto grande, mas ao mesmo tempo tão angustiante que não tive coragem de postar. Então, num momento, aliás, no momento decisivo entre publicar e excluir, eu acidentalmente apaguei todo o texto. Não tinha mais volta. Não fiquei triste, percebi que não era para ser publicado mesmo.

Da segunda vez, iniciei quase exatamente igual ao primeiro. Mas parei no segundo parágrafo. Agora, estou aqui, novamente, tentando escrever. E acho que, ontem, foi um ótimo dia para escrever sobre este assunto que tratarei agora.

Há alguns anos atrás, havia uma propaganda que passava na televisão com a frase Carpe Diem. A mesma propaganda explicava o que significa essa expressão "Aproveite o dia" e a partir daí comecei a me familizarizar com esse termo latino.

Anos mais tarde, ou melhor, há algumas semanas atrás, assisti um filme muito, muito bom, o qual eu sempre achei que já deveria ter assistido, mas que até então eu não tive a oportunidade: Sociedade dos Poetas Mortos (Dead Poets Society, 1989). Jovens estudam num rigoroso colégio tradicional, mas são inspirados a viver o Carpe Diem - eles até dizem essa frase várias vezes durante o longa - através de um novo professor.

A Sociedade dos Poetas Mortos - fofos!

Há alguns dias, assisti um outro filme que também me fez pensar sobre aproveitar o momento: Nunca te vi, sempre te amei (84 Charing Cross Road, 1986). Me fez refletir basicamente sobre não perder oportunidades, pois elas podem nunca mais voltar.

A livraria na 84 Charing Cross

Aí, pra variar, fiquei pensando na minha vida! Não que eu já tenha 80 anos e fique relembrando meus dias. Ainda nem tenho metade disso, aliás, faltam ainda uns 60 anos pra eu chegar lá. O fato é que pensei em como eu tenho vivido. E aí lembrei de vários momentos legais, sabe? Minha primeira viagem de avião. Dirigir a 80km/h durante alguns segundos (rs, é o máximo que eu cheguei até agora). A noite super legal em que eu e minha amiga Kaká patinamos no gelo (ok, foi num shopping, tinha várias crianças e adolescentes, mas a gente se divertiu muito!). Ouvir minhas músicas favoritas no MP4, cantar sozinha e ver as pessoas me olhando torto. Sorrir ao caminhar na rua - tirando a parte dos comentários de alguns caras bobos. Rir/chorar com um ótimo livro. Almoçar com minha família. Me divertir com meus amigos em qualquer lugar, em qualquer hora. E o principal: desfrutar de uma felicidade inexplicável pelo simples fato de pertencer a Deus.

Falando nisso, não posso deixar de expressar minha alegria. Até estranho estar tão alegre assim, afinal de contas, os dias têm sido maus e, como qualquer pessoa, estou sujeita ao cansaço, desânimo, ansiedade, dúvidas e mais... Ainda assim, posso dizer com todas as letras que estou bastante feliz e espero me manter assim durante muito tempo: sempre! Ainda que as circustâncias sejam ruins e tudo esteja muito confuso, quero desfrutar da mesma alegria e esperança que tenho nesta noite. E isso porque creio que Deus conhece todas as minhas necessidades. Hoje, ele supriu tudo aquilo que eu precisava no dia. Não faltou nada. Por que me preocupar?

Eu particularmente não gosto quando as pessoas que estão em uma - digamos - "boa fase" cheguem pra mim e digam "Ah, vai dar tudo certo, você vai ver" etc. É fácil falar que vai dar tudo certo quando tudo vai bem. Eu gosto quando vejo alguém que, ainda que esteja numa situação muitíssimo difícil, levante as mãos para o céu e agradeça a Deus com bastante alegria. Isso vale muito para mim.

Termino aqui. Sinto que eu disse tudo o que eu deveria dizer, apesar de que tenho a impressão de que poderia dizer mais coisas. Mas é assim mesmo, quem sabe em outro post. Se há algo que você quer fazer, vá, corra atrás. Não deixe a vida passar diante dos olhos. Carpe Diem!

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Saudade é....

 


"O tamanho da amizade não é medido pelo número de visitas e sim pela alegria do reencontro" Luiz Câmara Cascudo

Uma singela homenagem às minhas amigas Karla e Vivian que, mesmo distantes geograficamente, estão pertinho do meu coração.

Também é uma forma de me lembrar de todos os meus amigos: os da infância, da escola, da faculdade, dos estágios, dos cursos, dos acampamentos, das viagens, dos eventos, do trabalho, da igreja, da vizinhança, dos familiares, enfim, de todos os lugares. Vocês são muito especiais para mim, ainda que eu não tenha lhes dito ou ainda que não pareça.

Se falhei, se fiz sofrer, se fui ausente, chata, se fiz algum mal, só tenho uma coisa a dizer: PERDÃO.

"Dos amigos que abracei… Muitos, não sei onde estão. Só sei que tudo o que amei, guardei no coração" Thiago Grulha

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Take a risk

Semana passada, estava lembrando de um dos meus filmes favoritos. Ele é antigo, de 1992, chegou a virar clássico da Sessão da Tarde da Globo. Toda vez que passava, eu assistia. Cheguei a gravar em fita de vídeo uma vez que passou de madrugada, se não me engano no Intercine.

O filme é Que garota! Que noite! (Mystery Date, 1992). Estrelado por Ethan Hawke e Teri Polo, a história é bem jovial: o tímido Tom McHugh tem um encontro com a garota de seus sonhos, Geena. O problema é que eles acabam envolvendo-se em grandes confusões durante o encontro, tudo culpa do irmão de Tom, Craig.



O interessante é analisar os perfis dos irmãos. Craig é o mais velho, mais decidido, mais popular. É aquela pessoa que se arrisca sem medir as consequências. Já Tom é o seu oposto, ele é tímido, calado, prefere viver um amor platônico do que arriscar ouvir um "não" da garota com quem deseja sair.

Fugir dos riscos ou arriscar-se sem medir consequências? Nenhum dos dois. Não gosto desta coisa de "é 8 ou 80". Gosto do equilíbrio. Gosto de correr riscos sabendo em que terreno eu estou pisando. Posso ter sido como Tom muitas vezes, mas acho perigoso demais chegar aos extremos de Craig. Vejo que, no passado, perdi algumas oportunidades, mas também me safei de situações que certamente colocariam minha vida e meu futuro em jogo. É como escrevi certa feita no Twitter: "Uma escolha em poucos segundos pode mudar o rumo de uma vida inteira."

Sei que não tenho o controle da minha vida e nem quero, pois já deixei na mão da melhor pessoa que pode fazer isso, Aquele que me criou. Sei também que, ao dedicar minha vida a essa pessoa, eu também automaticamente correria riscos. Desistiria de muita coisa em prol de outras. Mas eu precisava tomar uma decisão. A vida é cheia de escolhas e isso não é clichê, é a realidade. Viver é um risco. Corra alguns.

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Mais timidez

No post passado, falei sobre timidez, apresentei o significado presente em alguns dicionários e também minha opinião acerca do assunto, eu, uma tímida.

Hoje, senti vontade de retomar esse tema. Mas de uma forma diferente. Uma forma poética. Talvez isso se dê pelo fato de estar com vontade de escrever novamente alguns versinhos. Sim, acho que já comentei aqui no blog, eu escrevia poesias na época da escola, cheguei a fazer uma parceria com uma amiga e colega de turma. Mas os versos foram ficando para trás, até porque, francamente, prefiro prosa.

Mas, fiz um breve pesquisa sobre poemas e frases famosas acerca da timidez. O primeiro é bem interessante, pois fala sobre escrever também. Aí vai:

Pensava que escrevia por timidez, por não saber falar, pelas dificuldades de encarar a verdade enquanto ardia, arvorava, arfava. Há muitos que ainda acreditam que começaram a escrever pela covardia de abrir a boca. Nas cartas de amor, por exemplo, eu me declarava para quem gostava pelo papel, e não pela pele, ainda que o caderno seja pele de um figo. O figo, assim como a literatura, é descascado com as unhas, dispensando facas e canivetes. Não sei descascar laranjas e olhos com as unhas, e sim com os dentes. Com as mãos, sei descascar a boca do figo e o figo da boca, mais nada. Acreditei mesmo que escrever era uma fuga, pedra ignorada, silêncio espalhado, um subterfúgio, que não estava assumindo uma atitude e buscava me esconder, me retrair, me diminuir. Mas não. Escrever é queimar o papel de qualquer forma. Desde o princípio, foi a maior coragem, nunca uma desistência, nunca um recuo, e sim avanço e aceitação. Deixar de falar de si para falar como se fosse o outro. Deixar a solidão da voz para fazer letra acompanhada, emendada, uma dependendo da próxima garfada para alongar a respiração. Baixa-se o rosto para levantar o verbo. É necessário mais coragem para escrever do que falar, porque a escrita não depende só de ti. Nasce no momento em que será lida. (Fabrício Carpinejar, poeta)

"Timidez

Basta-me um pequeno gesto,
feito de longe e de leve,
para que venhas comigo
e eu para sempre te leve...
- mas só esse eu não farei.

Uma palavra caída
das montanhas dos instantes
desmancha todos os mares
e une as terras distantes...
- palavras que não direi.

Para que tu me adivinhes,
entre os ventos taciturnos,
apago meus pensamentos,
ponhos vestidos noturnos,
- que amargamente inventei.

E, enquanto não me descobres,
os mundos vão nevegando
nos ares certos do tempo
até não se sabe quando...
- e um dia me acabarei." (Cecilia Meireles, poetisa)

"A ignorância oscila entre a extrema ousadia e a extrema timidez." (Paul Valéry, escritor e poeta)

A timidez é uma condição alheia ao coração, uma categoria, uma dimensão que desemboca na solidão.
(Pablo Neruda, poeta)

quinta-feira, 15 de abril de 2010

O tempo

A persistência da memória, de Salvador Dalí (1931)

"O tempo é muito lento para os que esperam
Muito rápido para os que tem medo
Muito longo para os que lamentam
Muito curto para os que festejam
Mas, para os que amam, o tempo é eterno."



William Shakespeare

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Fé? Otimismo? Pessimismo? Realismo?

"O pessimista se queixa do vento, o otimista espera que ele mude e o realista ajusta as velas." William George Ward

Começo com a frase acima uma reflexão que ultimamente tem tomado boa parte da minha mente. Diante da vida, qual a atitude tomar?

Há algum tempo atrás, eu era uma pessoa extremamente sonhadora. Tanto que sonhava acordada, lembrando de sonhos bons que eu havia tido na noite anterior ou apenas imaginando possibilidades interessantes. Entretanto, a vida real
era sempre muito diferente - e por vezes terrível - e diante de algumas situações decepcionantes, deixei esse lado de "eternamente sonhadora".

O problema é que do extremo do "sonhar demais" chego ao extremo do "não acredito em nada". A visão pessimista encaixa-se perfeitamente na popular
Lei de Murphy: "Se alguma coisa pode dar errado, com certeza dará". Essa ótica certamente leva a um estado de apatia e de frustração. Também preferi abandonar.

Realista? Tento ajustar minhas velas todos os dias, como diria Ward, mas não sei como fazê-lo. Chegar a esses dois extremos pode ser simples para qualquer pessoa que acha que a vida é apenas isso que tem agora. Mas, para alguém que tem uma esperança maior, de uma vida além desta, e de fazer parte de um plano de alguém que o criou e que o ama profundamente, a história é outra.

Escolho ter fé. Não é uma tarefa fácil. Afinal, Hebreus 11.1. Ontem, durante minha leitura bíblica, me deparei com a história da viúva insistente (Lucas 18.1-8). Talvez a chave seja apenas pedir.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Para de murmurar

Já pensou ter que passar 24 horas todos os dias com uma pessoa que só sabe reclamar o tempo todo? Se não aguento passar nem 1 minuto... Parei pra pensar nisso ontem e do quanto deve ser "chato" para Jesus ter que me ouvir murmurar de tanta coisa. É de estar morrendo de sono e ter que acordar; é de esperar um tempão o ônibus; pegar ônibus lotado; ter que andar mais metros do que o esperado para ir aos lugares; ver as coisas no trabalho saírem de uma forma que nem sempre é a desejada; ter tantos sonhos e vontades e não ver eles se cumprindo na minha história. Jeremias lamentou pelo povo pecador de Israel e eu fico a lamentar as minhas pequenas "derrotas" diárias. Que péssimo!

Sabe, escrevi no Twitter a seguinte frase, a qual fiquei meditando quando voltava para casa, depois de mais um dia: "Senhor, eu quero parar de murmurar. Sei o quanto é chato estar perto de uma pessoa que reclama o tempo inteiro." E essa é minha intenção, bem singela. Só que, segundos depois, em meu pensamento, eu já tava reclamando de alguma coisa. Que chato! Será que vai ser sempre assim?

Sim, vai ser sempre assim neste mundo. Nossa vida com Cristo é uma batalha diária... contra nós mesmos. Paulo fala em uma de suas epístolas "o bem que eu quero, eu não faço, mas o mal que eu não quero, isso faço". Por mais que nossas intenções sejam boas, ainda assim nossa carne, nossa natureza pecaminosa nos faz falhar.

O que fazer então? Desistir de tudo? "Joga pra cima?", como diz a gíria popular? Não mesmo. É confiar em Deus. É crer que só Ele é capaz de transformar nossas vidas. É deixar Ele ser o centro, ter o trono do nosso coração e aí o Espírito Santo terá liberdade para trabalhar em nós. Esse trabalhar não é algo simples e indolor: é complicado e dói muito, complicado porque muitas vezes a gente não vai querer ceder, por conta do nosso orgulho, mas devemos nos lembrar que somos criaturas e é o Criador que está nos moldando e aperfeiçoando.

É assim, sei que ainda vou reclamar muito - e por muitas besteiras, por sinal - mais sei que preciso ter disposição para deixar o Senhor completar a boa obra que Ele começou em minha vida. E você, vai ceder?

sábado, 31 de janeiro de 2009

"Não há outro como Tu..."*

"Tudo em Cristo me deixa perplexo. Seu espírito me intimida, e sua vontade me confunde. Entre ele e qualquer outra pessoa do mundo, não existe termo possível de comparação. Ele é verdadeiramente um ser por si mesmo [...] procuro em vão na história encontrar o semelhante a Jesus Cristo, ou qualquer coisa que se possa aproximar do evangelho. Nem a história, nem a humanidade, nem os séculos, nem a natureza me oferecem qualquer coisa com a qual possa compará-lo ou explicá-lo. Aqui tudo é extraordinário".


Napoleão, citado por Philip Yancey em O Jesus que eu nunca conheci



* Tu és a minha coroa, música do Diante do Trono

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Que puxa!

"Que puxa", diria Charlie Brown. Tem horas que algumas coisas "embolam" em nossa vida e dá uma enorme vontade de... de... de... sumir! Rs. Ir para um lugar distante, diferente, isolada de tudo e de todos. Sei lá... essa idéia parece muito radical para o meu gosto.... Humm...





Também não é fácil ficar de "pernas para o ar" como o Snoopy. Tanta tranquilidade! Como ele consegue? Ficar ali, em cima da sua casinha, dormindo, dormindo, dormindo.... Zzzzzzz zzzzzzzz zzzzzzz zzzzz Ei! Eu disse que o Snoopy tava dormindo, eu não quis dizer que você poderia fazer o mesmo.




É, caro leitor [será que a essa altura ainda tem algum por aqui?] às vezes é tão difícil...