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segunda-feira, 3 de outubro de 2016

O esvaziamento das ideias


Sempre é um prazer estar aqui escrevendo no blog. Confesso que tem sido muito difícil estar presente sempre, por conta do cansaço do dia, da pseudo falta de criatividade e por colocar outras coisas como prioridade que não esta adorável página que me acompanha há quase dez anos.

Mas vez por outra venho aqui, não com um texto qualquer só para dizer que estou escrevendo e sim como uma ideia, com uma opinião, com algo que faça as pessoas refletirem, assim como eu reflito enquanto escrevo essas palavras.

Tenho observado muito as redes sociais. Como jornalista, é praticamente inevitável, porque meu trabalho e também minhas atividades voluntários as envolve profundamente. Mas é incrível perceber como as redes sociais mexem com a gente, mexem com nossos pensamentos e ideias.

Logo quando comecei este blog, em dezembro de 2007, o gênero weblog estava no auge. Inclusive, vários deles tinham o privilégio de ter mais leitores do que os sites oficiais de veículos de imprensa. Nessa época, até mais ou menos 2010, vários amigos e conhecidos tinham blog. Pode observar do lado direito: vários links, alguns com anos de desatualização, outros na ativa, outros ainda mudaram de página... Era um momento incrível de profusão de ideias. 

Havia textos muito bons, muito mesmo. Inclusive a gente meio que citava uns aos outros. O compartilhamento era via Twitter e era muito legal essa interação, novas ideias surgindo, muito empolgação na escrita. Parecia ser um terreno fértil para algo muito bom. 

Mas, em 2011, o Facebook tomou conta do país. E a plataforma foi mudando durante o processo, Nessa mudança, pode observar: pouca coisa criada e muita, muita coisa compartilhada. Temos ilhas de pensamento cercadas de compartilhamento por todos os lados. Até mesmo quando a gente quer comentar sobre algo, o fazemos com base de textões interessantes que fazemos questão de replicar, ganhando muitas curtidas e compartilhamentos, mesmo que o conteúdo seja do outro.

Vejo cada vez mais páginas como Incrível, Perfeito etc, com vídeos com mensagens inspiradoras, dicas estilo autoajuda e também de cuidados com a casa, moda etc. Vejo gente compartilhando notícias, vídeos, fotos suas, mas pouco conteúdo autoral. Até mesmo os escritores que conheço estão cobertos debaixo de outras postagens. Onde estão?, eu me pergunto. Enquanto eu escrevo isso também me pergunto se eu não poderia ser uma agente para que essas ideias voltassem a circular através do meu blog...

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

O mundo não tá chato, não!

Sinceramente, estou na dúvida se o Conar se tornou mais poderoso, se ele tem ganhado mais divulgação ou se as pessoas estão reclamando mais de várias propagandas. O que sei é que, de uns tempos pra cá, é grande a quantidade de anúncios que têm sido censurados pelo público.

O caso mais recente - e mais divulgado agora - é o do Banco Itaú, cujo anúncio tem a palavra digitau (sic). Poderia ser uma sacada de mestre se o "itau" de "digitau" estivesse em cor diferente ou com alguma coisa que o diferenciasse, para mostrar que o neologismo era uma referência ao fato de o Itaú estar mais presente no ambiente digital. Ao contrário, a propaganda não faz essa diferenciação e ainda aparecem crianças no comercial, cantando que "é digitau com u", reforçando para outras crianças a ideia de que o jeito certo de escrever é daquele forma.

Em bom baianês, alguns pais caíram matando em cima do comercial. O Conar foi acionado e, desde então, quem é da área de Comunicação e está antenado em sites relacionados tem visto muito se falar sobre esse assunto.

Eu, como comunicadora, resolvi compartilhar no meu perfil pessoal do Facebook. Muitas curtidas e alguns comentários, sendo que o de duas pessoas me chamaram a atenção por proporem o mesmo raciocínio: a intencionalidade do erro. 

Antigamente, ou melhor, há uns 10, 15, 20 anos atrás, era mais difícil para os comunicadores terem uma noção do público. Cartas dos leitores, pesquisas de opinião, telefonemas, mas os métodos de avaliação da recepção não eram muito práticos. A internet trouxe as redes sociais e o negócio é praticamente instantâneo: postou, já tem curtida e comentário segundos depois. 

Sabe a frase "fale mal, mas fale de mim"? Acho que o pessoal da Publicidade tem levado isso ao pé da letra: a gente vê umas propagandas que são aberrações, de tanto mau gosto que tem e outras que geram tanta polêmica que você não acredita que alguém teve coragem de criar e divulgar aquilo. A questão é que meus colegas comunicadores dessa área gostam do burburinho. Gostam de ver a marca que eles divulgam na boca do povo, ainda que seja à base de vários xingamentos.

O que eu acho? Com toda a sinceridade, acho ridículo que as marcas queiram se aparecer - olha o baianês de novo - dessa forma grotesca só para se tornarem mais visíveis. Sinto falta de propagandas inteligentes, que me façam refletir, que me ensinem lições do dia-a-dia e não de algumas baboseiras que tenho visto. O grande desafio da Publicidade é comunicar de forma clara e concisa, sem ser muito simplório nem vulgar. 

Eu gostava muito de ver um programa que passava no Multishow chamado Na Hora do Intervalo. Eles mostravam propagandas de vários países do mundo. Algumas eram bestinhas, mas tinha outras que eu viajava, achando o máximo a construção de algo legal e que comunicava a mensagem de forma eficaz.

Pegando um gancho do título, agora falo de outro aspecto. Para a galera que criou a propaganda que marca o retorno dos limões à Pepsi, o mundo tá chato. Mas será mesmo? O anúncio é uma crítica ao politicamente correto, ao fato de que, a depender do que você fale ou escreva, uma legião de pessoas irá te confrontar e até tomar medidas legais.

Vamos falar sobre racismo. O que dizer dos negros no Brasil? Um grupo historicamente escravizado, marginalizado, ridicularizado e que, até hoje, sofre com esse terrível legado?! O mundo não está chato se alguém reclama de racismo. Afinal de contas, graças a Deus, hoje as pessoas têm voz para gritar contra as opressões. E tem que falar, tem que mostrar sua voz. Tem que ter cotas, porque quem nasce e vive na periferia não teve as mesmas oportunidades de quem é classe A. 

Falando nisso, a mais nova polêmica é a respeito da Reserva, a grife de Luciano Huck. Colocaram manequins de cabeça para baixo para mostrar que se trata de uma liquidação. O burburinho se deu porque os manequins são da cor preta. Racismo? Talvez não. Repercutiu negativamente - assim como a camisa "Somos Todos Macacos" ou a blusa infantil "Vem ni mim que tô facim" - vários comentários falando mal nas redes sociais e outros achando que era exagero, que o mundo tá chato, que agora tudo é racismo, e blá blá blá...

Talvez não tenha tido essa intenção, mas, sinceramente, acho que já passa da hora de os comunicadores - não apenas os da Publicidade, mas os de todas as áreas - refletirem sobre seus papéis sociais. Analisarem todas as implicações de uma comunicação, buscarem a ética, o respeito ao próximo. Usarem a inteligência, contribuírem de alguma forma com a educação. Afinal de contas, em uma país com tantos analfabetos reais e funcionais, escrever "digitau" significa mais do que apenas um trocadilho.

sábado, 23 de janeiro de 2016

Um post reflexivo

Olá, leitor(a) deste blog! Quer dizer, será que tem alguém ainda aí? rsrs Faz tanto tempo que não passo por aqui e até tive que tirar um pouco das teias de aranha e da poeira que pairavam sobre ele rs. Até mesmo o último aniversário do blog - 27 de dezembro de 2015 - não foi lembrado, uma pena. São oito anos! Oito anos que comecei a arte de escrever e publicar aqui neste espaço. De lá para cá, muita coisa aconteceu na minha vida. Passei por várias fases interessantes e complicadas. E isso ficou bem claro nas postagens (ou não). Ultimamente não tenho postado muito. Percebi que os blogs parceiros aí do lado direito também carecem de atualização. Meu Twitter é outro que anda paradão. Será que migramos todos para Facebook e WhatsApp. Parece que sim!

Bem, falando sobre essa migração, isso é mais do que certo. E preocupante. Afinal, num blog, você tinha a oportunidade de escrever seus pensamentos e ideias e publicar, compartilhando algum tipo de conhecimento. No microblog Twitter, são apenas 140 caracteres (talvez mude logo logo) e vinham frases geniais. 

No Facebook, fotos e mais fotos de momentos felizes. Compartilhamentos de imagens e textos sobre o mais variados assuntos. Mas sinto falta de coisas autorais, sabe? As pessoas parecem que desaprenderam a pensar, a gerar uma ideia e a divulgá-la. Muito mais fácil pegar a ideia de outra e compartilhar como se fosse algo genial. Mas enfim... não que seja proibido compartilhar coisas, mas acho que a gente deveria compartilhar alguma informação junto demonstrando o porquê do interesse disso ou tal. Mas tudo bem.

No WhatsApp são grupos e mais grupos. Muitas vezes é divertido, outras vezes fica cansativo. A gente meio que fica cansado das coisas, né? E com muita facilidade. Depois da popularização, os hipsters vão logo descobrindo outra rede social para entrarem e se sentirem especiais por serem os únicos a estarem ali. 

Sabe um dos meus passatempos? Quer dizer, não chega a ser um passatempo, mas sim um local onde eu posso estudar um pouco o comportamento das pessoas: comentários de notícias nas redes sociais. É incrível como as pessoas podem mostrar o melhor ou pior delas. A gente fica na dúvida se sempre existiram pessoas com pensamentos horrorosos ou se elas aproveitam a internet para criar um personagem mau. Ou as duas coisas. Ou sei lá. 

Vivemos tempos selvagens nas redes. Tempos de exibicionismo e críticas gritantemente exacerbados. Mas que não falte o carinho, a sinceridade amorosa, o abraço apertado e a conversa face-a-face. Que o olho no olho, o sorriso... que não falte o contato e o amor.

sábado, 7 de abril de 2012

Como escolhi o Jornalismo (2)

Esta postagem demorou de sair mais do que eu imaginava, mas acredito que eu estava aguardando o momento ideal para escrevê-la. E eis que chegou, 7 de abril, Dia do Jornalista e me deu vontade de escrever sobre isso.

Bem, para que você possa entender melhor este texto, leia o Como escolhi o Jornalismo (1). Garanto que você vai ficar melhor informado das ideias que quero passar aqui. 

A primeira parte desta série (?) trata sobre minha dificuldade de escolher a profissão, coisa perfeitamente normal, já que mal saímos da adolescência e já nos defrontamos com uma escolha super importante para o resto de nossas vidas. Sem contar que as escolas, em geral, dedicam-se mais a criar estudantes que passem no vestibular do que formadores de opinião amadurecidos. Mas isso é outra história...

Entrevista, o diálogo que enriquece!

Depois de ter uma ideia altamente fantasiosa sobre o que era Jornalismo, deparei-me com uma realidade muito diferente e, às vezes, um pouco cruel. Hoje, fica mais claro perceber porque algumas pessoas se desencantam com a faculdade. Mas é fato que a faculdade que estudei é bastante acadêmica e isso assusta alguns. O que me assustou mais foi saber que eu poderia deixar um pouco de lado o impresso e me aventurar pelo rádio, internet, televisão etc. Logo no início eu não estava preparada para isso.


Aliás, eu não estava preparada para a faculdade. Mas quem está? Hoje, vejo que poderia ter feito escolhas diferentes. Ok, algumas das escolhas que fiz não deram certo e o que me consola é saber que Deus estava me direcionando para algo totalmente diferente.

Percebi que o Jornalismo não se tratava de mim, tratava de outras pessoas. Como eu disse no post anterior, "E o que é o melhor? É comunicar, informar. É o compromisso com o público.". Eu gosto de estar bem informada, mas é injusto reter toda essa informação pra mim e não repassar, não é mesmo? E hoje vejo que não é qualquer tipo de informação... 

Passei quatro anos na faculdade tentando entender algumas coisas que só fui perceber meses e até poucos anos depois de formada. Mas é assim mesmo. Após a faculdade, um mundo se abriu pra mim e descobri que o Jornalismo era muito mais que ver meu nome assinado em uma página de jornal. No próximo, conto a informação que fui incumbida de transmitir!


sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Feminista? Feminina?

Às vezes, tenho impressão de que pareço uma feminista. Faço questão de defender a bandeira de que mulheres são inteligentes. Bem, pelo menos algumas. Detesto comentários machistas e generalistas acerca do sexo feminino.

Detesto também quando, por conta de algumas mulheres, somos reduzidas a corpos bonitos, mas sem nenhum conteúdo. Elas exibem-se nas capas de revista, nos sites de internet, nos programas de televisão. E, pelo fato de a exposição delas ser demasiada, eu, que  há tempos atrás nunca fui de me expor nem pra falar em público, acabo sendo vítima de desrespeito por alguns cidadãos que andam por aí.

É cantadinha barata (ok, confesso que dou risada de algumas Cantadas de Pedreiro), olhar indiscreto, sorriso malicioso. Talvez se eu usasse uma espécie de burca, esse problema acabaria... ou talvez fosse ainda pior. O fato é que passaram-se tantos anos neste mundo e a mulher - em amplo contexto, diga-se de passagem - continua sendo desvalorizada.

Parece que o tempo todo precisamos provar nossa capacidade, nossa competência, nossa força. Antes, até me preocupava em provar várias coisas a várias pessoas. Hoje, essa preocupação é quase mínima.

Sendo solteira, o contexto só piora. Será que sou uma pessoa melhor apenas se tiver outra pessoa ao meu lado? Não posso ser valorizada apenas por ser apenas... eu? Não que eu não queira ter ninguém ao meu lado. Eu quero, ora bolas! Mas não quero que o meu valor fique restrito a quem me acompanha.

E por que não ser inteligente? Por que não cultivar papos intelectuais, mostrar conhecimento - com humildade suficiente para reconhecer que não sei de tudo, ok? - e também elevar os níveis de conversa, não porque quero ser a supra-sumo do conhecimento, mas apenas porque gosto de analisar coisas em sua profundidade e nem sempre tô afim de ficar na superfície.

Alguns momentos, sinto-me como Catarina, aquela de A Megera Domada, uma de minhas obras favoritas de Shakespeare (apesar de eu não ter lido todas ainda). Uma mulher à frente de seu tempo. Assim como tantas outras também.

Não sou feminista. Não quero ser melhor ou igual aos homens - cada um é diferente, né? Mas quero ver mulheres realmente valorizadas. E quero que elas também se dêem ao respeito!

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Arrume seu quarto!

Nossa! O título deste post parece a fala da maioria das mães, né? "Vai já arrumar seu quarto, menino(a)!" rs Confesso que que eu poderia ser mais organizada em termos de quarto, mas não não é vergonhoso.

Este post trata de um assunto interessantíssimo, mas tratarei dele bem rápido. A ideia para ele surgiu de um tweet na rede social mais famosa do momento, o Twitter. Falava-se sobre o assalto a um estudante da Faculdade de Comunicação da UFBA. Levaram o notebook dele em frente ao prédio da Facom. Assalto à mão armada. Para saber mais, clique aqui. A questão é que, na lista de emails da Facom, discutia-se a segurança no campus. Alguém comentou que segurança é um problema geral e que deveria ser resolvido no âmbito da nação. E uma outra pessoa teve uma sacada genial: antes de arrumar o mundo, é necessário arrumar seu próprio quarto, sobre primeiro e mais urgentemente resolver os problemas da universidade.

Sim, como você quer arrumar o mundo se seu quarto é um verdadeiro caos? Como você quer fazer a diferença para pessoas que não conhece se com seus amigos, familiares e conhecidos você não tem feito nada de relevante?

Isso me faz lembrar um pouco da parábola presente em Mateus 25 especialmente a frase: "E o seu senhor lhe disse: Bem está, servo bom e fiel. Sobre o pouco foste fiel, sobre muito te colocarei; entra no gozo do teu senhor." (Mateus 25.21). Essa parábola vai além, falando sobre os dons e talentos que Deus nos deu e que devemos utilizá-los para expansão do Seu reino aqui na terra.

Mas voltando ao assunto, antes de querer fazer coisas grandiosas, lançar projetos pomposos, começo pequeno. Minhas histórias preferidas sobre grandes empresas são aquelas em que o negócio começa micro e torna-se macro com o passar do tempo. Hoje mesmo, fiquei sabendo da história de uma loja de doces de Pernambuco com filial em Salvador que começou com a ideia de um homem de vender balas em frente a um colégio. A gente dá um passo, dois, três e caminhada segue. É como aquela história do colibri: ele fazia a parte dele levando as gotinhas para apagar o incêndio.

Já arrumou seu quarto?

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

(Des) informação

Este post é uma espécie de desabafo. Isso porque digo com todas as letras: "Não aguento mais!". Calma. Respire fundo. Conte até dez. Pronto.

O motivo de tanta agonia é a enxurrada de emails, recados no orkut e comentários pela blogosfera envolvendo um dos assuntos do momento: Eleições 2010. Afinal, estamos há poucos dias da votação, a ser realizada no dia 3 de outubro, um domingo, com vistas de eleger deputados estaduais e federais, governadores e senadores, e o presidente da República.

Talvez seja estranha a minha reclamação. Afinal de contas, é necessário que a sociedade receba informações sobre o assunto, como data da eleição, o que levar para o dia de votação, quais são os candidatos e suas respectivas propostas, etc. E, graças a Deus, a tecnologia na área da comunicação hoje proporciona que tenhamos acesso a mais informações de forma mais rápida e fácil, rompendo antigas barreiras de tempo e espaço.

Então, qual o problema? O problema é que a facilidade de comunicar e informar permite coisas muito boas, mas também abre espaço para atitudes perniciosas. E uma das que mais me deixa irritada é a proliferação de boatos. Já recebi um número absurdo de emails com informações equivocadas e até mesmo falsas. "Ericsson distribui notebooks grátis" e "Criança desaparecida: Maria Cecília" são apenas uma delas. Na primeira, entrei no site oficial da Ericsson no Brasil e lá há um esclarecimento de que a doação de notebooks é falsa. Na outra, achei um interessante blog sobre sobre isso, que conta que a garota já foi encontrada: ela desapareceu em fevereiro de 2005 e foi achada em abril de 2005 (recebo esse email desde 2005 até poucos meses atrás!). Procuro checar essas informações recebidas por email, antes de sair encaminhando aos meus contatos.

Voltando ao tema Eleições 2010, estou cansada de receber emails e links de vídeos sobre em quem não votar, sobre o envolvimento de candidatos e partidos com Satanás e por aí afora. Talvez eu devesse ser mais tolerante, entender que o objetivo das pessoas que me enviam (amigos, irmãos em Cristo, conhecidos) é alertar e até esclarecer através do envio dessas informações. Mas não dá. Não dá porque sei que a maioria dessas pessoas não foram verificar a veracidade do que divulgam. E isso é um sério problema.

Digo que o único documento 100% confiável é a Bíblia, a Palavra de Deus. O resto é passível de erro. Deve ser verificado. Se alguém divulga a informação de que o candidato X fez ou falou algo, eu preciso ir na fonte. E hoje, graças a Deus, é mais fácil ir na fonte, através da internet. É mais fácil verificar notícias nessa era digital, muito mais do que nos tempos analógicos. Se é tão fácil, porque as pessoas não fazem isso?

Dois motivos me vêm à mente:
1. Comodismo. As pessoas querem receber tudo "pronto", "de bandeja", não querem se dar ao trabalho de verificar. Não é mito o fato de que muitos brasileiros consideram os meios de comunicação como os seus "filtradores de notícias" e que esses só divulgam com imparcialidade;
2. Confiança. Como eu havia dito, quem me enviou os emails e links não foram pessoas estranhas: foram amigos, colegas, irmãos em Cristo. E a gente normalmente não duvida de quem a gente conhece. Mas, a gente sabe (ou crê) que a divulgação de informações erradas não foi feita por má fé e sim por eles acreditarem que é realmente a verdade.

Mas não podemos ser acomodados, nem muito menos ingênuos. No livro bíblico de Atos, capítulo 17.11, os bereanos foram elogiados pelo fato de examinarem nas escrituras se aquilo que era pregado estava de fato correto. Da mesma forma, precisamos verificar se aquilo que ouvimos, vemos ou lemos é verdade ou uma mentira certamente usada para confundir e enganar os outros.

Não quero, nesse post, fazer comentários sobre o vídeo do Pr. Paschoal Piragine, sobre a (suposta) posição da Igreja Católica acerca do PT ou sobre o (suposto) envolvimento do candidato a vice presidente Michel Temer com o satanismo. Quero incentivar os leitores deste singelo blog a pesquisar, a checar informações e, para aqueles que já têm Cristo em suas vidas, a especialmente orar pedindo sabedoria e discernimento sobre qual a melhor decisão a tomar nessas eleições. E não somente isso: a assumir uma postura crítica perante a sociedade, buscando a verdade, pois ela liberta (confira João 8.32)!

terça-feira, 13 de julho de 2010

Fique seguro

Imagine que você tenha um blog. Ou então pense no seu, caso já tenha um. Agora imagine que você acessa o seu blog em um belo dia e... ih! descobre que ele tá todo alterado, cheio de textos estranhos ou pior: todos os posts foram apagados e você só lê uma patétita frase do tipo "hackeado por fulano"

Pois bem. Isso acontece com frenquência. Tanto que aconteceu com os meus amigos do ótimo blog Insanoscópio. Nesse último fim de semana, eles tiveram a (infeliz) surpresa de ver ser blog hackeado por um tal de "Bonde do Stronda". Quem ou o que são, só Deus e eles para saberem. Mas isso pouco importa. Afinal de contas, todos os posts foram apagados e a única coisa escrita lá era: "Hackiado por bonde do Stronda".

Que terror! Raiva, indignação... meses de trabalho perdido. Trabalho não, diversão: afinal de contas eles só atualizavam os posts com textos que brotavam naturalmente da mente, sem pressão nem estresse, como me contou certa vez um dos "insanos".

Agora, com a graça de Deus, recebo notícias de que eles conseguiram recuperar os posts. Uhu! Que ótimo! Parece que o blog vai voltar com força total... e até com maior segurança desta vez.

Falando nisso, que tal pensar em algumas dicas sobre segurança na internet?! A meses atrás, estava pesquisando sobre isso para uma matéria no jornal em que eu trabalho - a reportagem falava sobre Igrejas e internet e eu queria colocar dicas de como utilizar a web com segurança.

Encontrei um site muito legal sobre isso: o Safernet. O lema desse site é proteger "os Direitos Humanos na sociedada da informação". O site conta com uma Cartilha de Segurança, um material bem colorido, ilustrado, voltado principalmente para o público infanto-juvenil (mais vulnerável aos perigos do mau uso da internet).

Confira algumas dicas do Safernet:

*Nunca divulgue senhas, nome completo, endereços, números de telefone ou fotos íntimas;
*Evite gravar as senhas e login no computador para não facilitar roubos;
*Cuidado com as fotos que posta, elas podem ser modificadas e usadas contra você;
*Você pode usar a moderação dos comentários para evitar mensagens fora do contexto de seu Blog;
*Lembre de usar seu anti-vírus semanalmente para fazer sempre um "check-up";
*Cuidado com os e-mails falsos de bancos, lojas e cartões de crédito;
*Se for ameaçado, comunique imediatamente aos seus familiares, à polícia e denuncie;
*Em caso de roubo, difamação e fraude, procure uma delegacia especializada em crimes eletrônicos;
Evite acessar bancos e fazer compras pela Lan House e Infocentros.


E acrescento ainda boas dicas sobre logins e senhas:


*Escolha senhas que não sejam muito óbvias, por exemplo, não coloque seu nome ou apelido;
*Crie senhas com seis dígitos ou mais;
*Faça combinações com letras e números; caixa alta (maiúsculas) e caixa baixa (minúsculas).


Vamos usar a internet de um jeito legal e seguro!

quarta-feira, 2 de junho de 2010

O que a tecnologia te proporcionou?

Já parei pra pensar nisso algumas vezes. Até mesmo já coloquei algo a respeito no meu perfil do Twitter. Sei que, em termos de informação, a Internet tem me ajudado a descobrir muitas coisas novas. E talvez o "muitas" seja muito pouco para descrever. São tantas que até atrapalham.

Lembro-me nos idos dos anos 90 quando a Globo exibia Barrados no Baile (ou 90210, em inglês). Era a série que mais fazia sucesso e não era difícil encontrar fãs entre os meus amigos. Bem, com o avançar das temporados, Shannen Doherty (a Brenda, uma das protagonistas) saiu da série. Segundo minha irmã, ela saiu porque brigou com o diretor da série. Eu não havia lido algo a respeito sobre isso e nem visto alguma reportagem na televisão, mas acreditei no que minha irmã disse. O Wikipédia me informa, hoje, o real motivo da saída dela: briga com Tori Spelling (a Donna, do mesmo seriado), que é filha do falecido produtor da série Aaron Spelling.

Tá vendo? Só com esse exemplo, mostro o quanto a Internet me informa com mais precisão os fatos. A mesma coisa em relação à música: na década de 90 e início dos anos 2000, era complicado ter minhas músicas favoritas. Nunca fui de comprar muitos CDs, até porque sempre preferi seleções aleatórias de músicas que tocavam nas rádios - até hoje é assim. O processo era complicado mesmo: eu torcia para minhas músicas favoritas tocarem e aí deixava "no ponto" a fita cassete (isso mesmo!) no gravador. Pronto, era só apertar REC e poderia gravar. Pena que várias músicas tinham cortes e algumas delas tinham propaganda da rádio bem no meio. Mas era algo emocionante, sabe. Hoje ficou muito mais fácil: é só buscar sites de downloads de músicas e acessar o Youtube para ouvir as minhas preferidas. Simples.

Hoje é mais fácil saber as notícias do Brasil e do mundo. Mais fácil conferir trailer de lançamento de filmes - e ver quantas vezes quiser. Até mesmo rever aquele desenho animado ou série legais (há uns dois anos, pude rever as temporadas completas do anime Samurai X e do tokatsu Jaspion).

Mesmo com toda essa praticidade, sinto um pouco falta daquele tempo. Das surpresas. Da dificuldade de encontrar informações. Das descobertas. E até mesmo das minhas fitas cassete, gravadas e regravadas umas dezenas de vezes. Mas ficaram no passado.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

O que você está lendo?

Olá! Há quanto tempo, não? Pois é...

Há poucas semanas, descobri, por meio de uma amiga minha, um site bem legal: Skoob. O nome estranho é a escrita ao contrário de books, palavra inglesa que significa livros na versão em português.

E o que esse site tem de tão legal? Você pode perguntar isso. Então, o Skoob é uma espécie de rede social para pessoas que curtem leitura. Ao invés de postar fotos ou vídeos ou textos, as pessoas postam atualizações de livros que já leu, que quer ler ou que está lendo - daí a pergunta "O que você está lendo?", fazendo um paralelo a "What's happening?" ou "O que está acontecendo?" como indaga o Twitter.

De cara já gostei, quem me conhece sabe que curto muito livros e tal. Foi interessante porque pude fazer uma lista de livros que já li na vida - e me surpreendi ao ultrapassar a marca dos 100. Também foi legal pesquisar livros da área de Comunicação/Jornalismo e descobrir títulos legais. Você pode ainda avaliar e fazer resenhas dos livros que já leu, muito legal!

Bem, pra quem quer conhecer, este é meu perfil no Skoob.

E você, o que está lendo?



P.S.: Eu não queria aderir a mais nenhuma rede social, mas acabei não resistindo...

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Ctrl + Jesus

=>Evangélicos querem que Microsoft mude o atalho para salvar documentos de CTRL+S para CTRL+J

Um assunto está dando o que falar na internet. Evangélicos de várias denominações dos Estados Unidos estão fazendo um abaixo assinado para solicitar à Microsoft que mude a tecla de atalho para salvar documento de ctrl+s para ctrl+j, segundo divulgou recentemente o folhetim evangélico Moses Cradle Board News.

A causa está sendo apoiada por grandes nomes do gospel norte-americano como o reverendo Al Green. “Eu acredito que só Jesus salva e por isso a mudança é importante. Precisamos extinguir Satanás de nossas vidas, inclusive nas pequenas coisas”, afirma.

Já o diretor de relações públicas da Microsoft, Ronald Sailog, declarou à mídia que a alteração pode ser uma oportunidade de negócio, entretanto não condiz com a realidade já que o “s” é claramente a primeira letra da palavra “salvar” e afirmou que a Microsoft não tem qualquer ligação com Satã.

“Nós analisaremos e talvez poderemos criar um versão gospel do Office, já que há milhões de cristãos que utilizam computadores pessoais. É um mercado que não inclui somente evangélicos, e sim todos que acreditam em Jesus de alguma forma” relatou. Entretanto, a Microsoft só irá se pronunciar oficialmente após receber o documento em que consta a manifestação por escrito. (GJ)

Fonte: Google_Notícias
postada por: Tiago - Admin
Fonte: http://clicgospel.com/?pg=noticia&id=3035

Confira no link.


***
Quando li a notícia, achei que era piada, mas é verdade. Até parece que o "S" do atalho é de "satanás". Até parece que essa é uma reinvidicação para transformar algo realmente relevante. Aliás, quanto tempo perdemos fazendo ou dizendo coisas inúteis ao invés de estarmos cumprindo a Grande Comissão de Cristo?

Detesto alguns emails que recebo dizendo que "tal coisa é do diabo". Até o "Rá-tim-bum" do "Parabéns pra você" sobrou nessa brincadeira. Sabemos que o mundo jaz no maligno, porque Deus nos disse na Bíblia. Também sabemos que o pecado tem se alastrado ferozmente pela terra e que muitas pessoas tem cultuado satanás. No entanto, acredito piamente que muitas pessoas tem torcido os fatos para causar medo e pânico nos outros. Muitas pessoas tem espalhado boatos para tentarem parecer mais espirituais ou mais crentes que os outros. Tem-se dado muito destaque ao inimigo e pouco ou quase nenhum ao Senhor Jesus. Lamentável.

Alertar nossas crianças e jovens para desenhos, filmes e programas que mostram valores contrários aos valores de Deus? Claro, é necessário ensiná-los o caminho em que devem andar. Mas fazer terrorismo psicológico com tudo o que aparece na cultura não faz sentido. O que realmente é importante é ter comunhão com Deus e ser cheio do Espírito Santo. É ele quem nos ajuda a discernir as coisas espiritualmente e nos indica como devemos pensar, falar e agir.

domingo, 27 de dezembro de 2009

Parabéns!

Sim, Parabéns!

Afinal de contas, o Flor de Lidi está completando 2 anos hoje! E eu não poderia deixar passar em branco.

Como estamos em época de fim de ano, muitos eventos e outras coisinhas mais, estou com o tempo apertado para realizar mais atualizações.

Mas não se preocupe... aguardem em breve mais postagens sobre: reflexões teólogicas, séries, filmes, cultura, esportes, jornalismo e o que mais vier na minha cabeça rsrs.

E, já que passou o Natal e estamos nos aproximando do dia 31 de dezembro, aproveito para desejar um Feliz 2010 a todos! Deus abençoe e obrigada pelas visitas e comentários.

Até mais!

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

A "lolcura" do LOL Quiz

Twitter... LOL Quiz. Você gosta de fazer testes? Eu gosto, desde muito tempo. Não falo de testes de escola, faculdade e concurso. E sim daqueles testes presentes em revistas, sabe, que você responde e, a partir da pontuação, acaba-se descobrindo um pouco do seu perfil.

Pois bem, após aderir à onda do Twitter, vi em um post um teste sobre "música que é a sua cara" ou "lugar onde deveria ter nascido", não me recordo. Não deu outra: lá fui eu fazer o texto no Lol Quiz. Música: Beatles (no caso seria banda ou estilo musical, enfim...) e país: África do Sul (achei controverso), mas tudo bem.

De qualquer sorte, estava pesquisando outros testes para fazer, mas me deparei com coisas bizarras tipo:

* Você tem amigos paga pal? (sic)
* Quando você vai morrer? (O.o)
* Que pecado você seria?
* Quanto $ você custaria?
* Qual seu nível de loucura?
* Qual carreira de crime você seguiria?
* Você vai pegar gripe suína?
* Qntos quilos sua mente pesa (sic)

Depois de tantas perguntas esdrúxulas, a minha é: que tipo de pessoa escreve tanta bobagem na internet? Lendo coisas como essas, até me desanimei de procurar testes realmente interessantes...

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Pensando em mudar o visual

Olá!
Estou pensando em mudar o layout do blog.
Por isso não se assuste se ele aparecer com uma
cor ou com um estilo diferente.
É sempre bom dar uma renovada!
É isso!

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Quase um Yahoo Posts!

Quem sou quando estou com Deus?

"Quando estou com Deus sou melhor do que sem Ele e gosto disso. Preferiria ser melhor a todo o tempo, e por isso estar com Deus a todo o tempo, mas algo, mesmo pequeno, mesmo mesquinho, faz com que não esteja."

Confira mais aqui.

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Eu disse sim

Ok, me rendi ao Twitter: http://twitter.com/lidiferreira

Só não sei até quando...

... Vamos ver se esse passarinho sabe assobiar pra mim...

Lalalalalalalalalalalalalalala

segunda-feira, 22 de junho de 2009

O assobiar do passarinho azul

Não consigo escrever apenas 140 caracteres... Essa frase ilustra um pouco do porquê de eu (ainda) não estar na rede de relacionamentos Twitter. Afinal, a moda agora é você ter uma conta nesse site - que tem de Obama a Britney Spears, de CNN a Descarga MTV - e uma lista de seguidores.

A verdade é que pra mim, Orkut já basta... às vezes chega até a ser muito. Sinto às vezes vontade de excluir minha conta, mas ele é útil pra mim, me ajuda a divulgar e receber divulgação de eventos, a contactar pessoas que estão distantes, compartilhar fotos, vídeos, recados e tal...

Logo de cara criei resistência com o limite de 140 caracteres. Às vezes ficava chateada por conta do limite de caracteres (1020) do Orkut para enviar recados e depoimentos... muito pouco quando quero enviar uma música, uma poesia ou relatar coisas grandes e importantes.

Por outro lado, percebi que o Twitter é uma ótima forma de divulgar coisas, sabe. Você pode colocar um link maneiro, dar uma notícia bombástica ou apenas compartilhar um sentimento momentâneo e pronto... começam a te seguir, a comentar, a comunicar.

Não sei se vou aderir a essa onda ou não, porque já recebi convites para Sonico, Multiply, Facebook e outros e não quis mais uma rede de relacionamentos para atualizar. Mas quem sabe um dia eu me renda ao assobiar do passarinho azul....

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Mais sobre a decisão do STF

Infelizmente, até mesmo estudantes de jornalismo concordaram com o fim da obrigatoriedade do diploma.

Esse blog ficou tão badalado e o assunto é tão sério, que até eu me meti nessa história:


Lidiane18/06/09 1:48 pm #
Discordo de sua opinião. Sou jornalista (com diploma) e não vejo meus quatro anos na graduação como desncessários, pelo contrário.
Para ser um ótimo jornalista, claro que é preciso mais do que um diploma. É preciso criatividade, talento, gosto pela leitura, curiosidade, habilidade com escrita. Coisas que podem vir naturalmente como dom e/ou podem ser aperfeiçoadas, desenvolvidas e a faculdade de jornalismo É SIM um lugar onde podemos ser motivados para isso.
Claro que faculdades de jornalismo não fazem milagres, não são perfeitas, mas uma coisa que fui motivada a fazer em uma delas foi pensar, analisar criticamente as coisas, tornar-me uma profissional melhor.
Além disso, o fim da exigência traz consigo um grande perigo: desvalorização da profissão. Por quê? Ora, um profissional de outra área que quiser se envolver com nosso labor certamente vai dar mais valor à sua área de formação do que ao exercício jornalístico. Nossa classe vai perder força dessa forma…
E ainda, tocando na questão jornalistas x cozinheiros, acho sem sentido comparar uma profissão com a outra: são tarefas diferentes, não tem o que comparar. E isso vale para as profissões em geral.


E ainda recebi apoio:

Gloria Reply:June 18th, 2009 at 2:26 pm
Concordo 100%.
E digo mais: a repercussão que pode ter um prato mal feito, num restaurante, é muito diferente do efeito que uma matéria mal apurada pode causar. A faculdade de jornalismo não incute ética na cabeça das pessoas, nem talento, nem vocação. Isso vem de casa. Mas ela suscita discussões, ajuda a pensar, fornece embasamento teórico, prático e técnico para muitas das nossas atividades.
Liberdade de expressão é fundamental; para isso existem blogs e colunas. Mas a imprensa, não à toa chamada de quarto poder, precisa primar pela responsabilidade na investigação e divulgação das reportagens. E acho que a meta das faculdades é ajudar nisso.
Quero ver se a senhorita Olhômetro prestes a se formar vai manter esta opinião quando os nossos salários (que já são baixos) baixarem ainda mais com esta decisão irresponsável do STF.
Responder

Ana Freitas Reply:June 18th, 2009 at 2:28 pm
Escolhi a profissão sabendo que sempre ganharia pouco com ela. Não tenho a ilusão de que isso mude. Sempre achei sacanagem. Mas paciência. Continuo contra a exigência do diploma, por princípios.
Responder

Gloria Reply:June 18th, 2009 at 2:37 pm
Mas, só por via das dúvidas, vai tirar seu diplominha, né?Muito bem… não custa se garantir!
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Sara Reply:June 18th, 2009 at 3:23 pm
Diplominha ???
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Gloria Reply:June 18th, 2009 at 3:29 pm
Foi uma ironia, darling.


Ráisa Mendes Reply:June 18th, 2009 at 3:22 pm
Finalmente alguém tocou na principal consequência da não obrigatoriedade do diploma!Uhhu…Isso joga qualquer profissão na lata do lixo!
Existem profissionais imcompetentes? Sim! Existem pessoas que nunca passaram por uma faculdade e que exercem bem suas atividades? Sim! Porém, o bom profissional formado tem em seu diploma a prova de que ele estudou anos e de que não se deve pagar qualquer salário mínimo para um graduado (os sindicatos estipulam os pisos para cada área).
Os jornais acharão mais proveitoso pagar um salário mínimo p um “não formado” do que 1.500 para um formado.E aí, onde estará aquele retorno financeiro que todo profissional busca no mercado de trabalho?
Responder

Jornalismo: Informação ou Opinião?

Nem preciso dizer o quanto estou indignada com isto. Infelizmente, no Brasil, na maioria das vezes, os interesses particulares falam mais alto do que os interesses e benefícios coletivos. Cair na balela de que a queda da exigência do diploma para jornalista é uma vitória da democracia é, no mínimo, irresponsável e ingênua.

Liberdade de expressão? Nosso país é, sim um país democrático, só que muitas vezes, nós brasileiros, em momentos de ignorância, não nos damos conta disso e não lutamos pelos nossos direitos legalmente. Ou então o fazemos de uma forma equivocada, como as diversas manifestações grevistas que vemos pelas ruas: por que o povo tem que sofrer pra você brigar pelos seus direitos? O responsável pelo seu problema normalmente não é incomodado pelas suas manifestações...

Por que confudir Jornalismo com opinião? São duas coisas distintas e nós jornalistas - aqueles realmente interessados em informar tentando ser o mais imparcial possível - fazemos questão de separá-las muito bem. Quer dar sua opinião? Pra isso existem blogs, sites, colunas, comentários, grupos de discussão... Hoje em dia, com a web, está muito mais fácil propagar opiniões.

Ah... se a questão é que nem todos os jornalistas formados exercem bem sua profissão, porque não verificar a quantas anda o ensino dessa nobre profissão nas faculdades? Muito difícil fazer isso? Nem vou falar sobre o sonhado ou temido Conselho de Jornalismo, esse é um outro assunto... Censura, blá, blá, a verdade mesmo é que, infelizmente, os seres humandos querem fazer o que querem, sem pensar na responsabilidade e consequências... e isso não se trata apenas do campo profissional, mas da vida como um todo. Infelizmente.

Ass: uma jornalista com diploma... e muito feliz por tê-lo!