segunda-feira, 3 de outubro de 2016

O esvaziamento das ideias


Sempre é um prazer estar aqui escrevendo no blog. Confesso que tem sido muito difícil estar presente sempre, por conta do cansaço do dia, da pseudo falta de criatividade e por colocar outras coisas como prioridade que não esta adorável página que me acompanha há quase dez anos.

Mas vez por outra venho aqui, não com um texto qualquer só para dizer que estou escrevendo e sim como uma ideia, com uma opinião, com algo que faça as pessoas refletirem, assim como eu reflito enquanto escrevo essas palavras.

Tenho observado muito as redes sociais. Como jornalista, é praticamente inevitável, porque meu trabalho e também minhas atividades voluntários as envolve profundamente. Mas é incrível perceber como as redes sociais mexem com a gente, mexem com nossos pensamentos e ideias.

Logo quando comecei este blog, em dezembro de 2007, o gênero weblog estava no auge. Inclusive, vários deles tinham o privilégio de ter mais leitores do que os sites oficiais de veículos de imprensa. Nessa época, até mais ou menos 2010, vários amigos e conhecidos tinham blog. Pode observar do lado direito: vários links, alguns com anos de desatualização, outros na ativa, outros ainda mudaram de página... Era um momento incrível de profusão de ideias. 

Havia textos muito bons, muito mesmo. Inclusive a gente meio que citava uns aos outros. O compartilhamento era via Twitter e era muito legal essa interação, novas ideias surgindo, muito empolgação na escrita. Parecia ser um terreno fértil para algo muito bom. 

Mas, em 2011, o Facebook tomou conta do país. E a plataforma foi mudando durante o processo, Nessa mudança, pode observar: pouca coisa criada e muita, muita coisa compartilhada. Temos ilhas de pensamento cercadas de compartilhamento por todos os lados. Até mesmo quando a gente quer comentar sobre algo, o fazemos com base de textões interessantes que fazemos questão de replicar, ganhando muitas curtidas e compartilhamentos, mesmo que o conteúdo seja do outro.

Vejo cada vez mais páginas como Incrível, Perfeito etc, com vídeos com mensagens inspiradoras, dicas estilo autoajuda e também de cuidados com a casa, moda etc. Vejo gente compartilhando notícias, vídeos, fotos suas, mas pouco conteúdo autoral. Até mesmo os escritores que conheço estão cobertos debaixo de outras postagens. Onde estão?, eu me pergunto. Enquanto eu escrevo isso também me pergunto se eu não poderia ser uma agente para que essas ideias voltassem a circular através do meu blog...

terça-feira, 30 de agosto de 2016

Cada um é diferente





Leia o texto acima. Leu? Então, foi ele que motivou este post. Li isso recentemente na timeline de um amigo no Facebook. E curti. E parei pra pensar: Não é que é isso mesmo? Cada um tem seu ritmo. e só depois de um certo tempo você percebe isso. Conheço pessoas que entraram na faculdade com 17 anos. Conheço gente que entrou com bem mais que 30. Conheço gente que casou com menos de 20 anos e conheço também quem casou com mais de 40. Alguns jovens viajaram pro exterior  e estão com o passaporte lotado de carimbos. Outros nunca viajaram de avião. E, se eu continuar, certamente relatarei mais exemplos que mostram o quanto as pessoas são diferentes e vivem diferentes experiências. Mas onde quero chegar?

Quero dizer que a sua experiência não será igual a minha. E não há nada errado nisso. Mesmo nascendo na mesma família e tendo as mesmas condições, não significa que as trajetórias serão idênticas. Um exemplo bem próximo sou eu e minha irmã. Vivemos sobre a mesma casa, mas também por conta da nossa diferença de idade, ela teve acesso a algumas coisas que eu não tive. Porém, também tive acesso a outras coisas que ela não teve. Isso não faz nenhuma das duas melhor do que a outra, apenas diferente. 

O problema é que nós temos a mania tola de querer nos comparar com os outros. Confesso, sofri muito com isso. Houve uma época na igreja que me senti excluída por ser a única de um determinado grupo de amigos que não estava namorando. Só que isso não faz sentido. Depois entendi que não precisava estar na mesma fase que todo mundo, sabe? Que ainda não era o momento e que amigos de verdade não se importam com essas coisas. E a mesma coisa em relação a casamento. Por que as pessoas insistem em colocar tantas expectativas em nós? Por que às vezes elas parecem querer colocar cordinhas na gente para controlar o que fazemos? Mas sobre relacionamentos, a gente tem que se costumar: quando solteira, perguntam porque não tá namorando. Namorando, perguntam do noivado. Noiva, perguntam do casamento. Casada, pergunta dos filhos. E por aí vai. A ideia é não se deixar levar pela pressão alheia para não pirar. Sério.

Por outro lado, essa questão do tempo não deve ser uma desculpa para estacionar na vida, sabe? Se você tem sonhos, planos, objetivos, corra atrás. Se você para de se preocupar e/ou invejar os outros e se concentra na sua melhora pessoal, sua vida avança. Não fique esperando as coisas caírem do céu. Aprendi certa vez que Deus só intervém de forma sobrenatural naquilo que não podemos fazer. Então, mãos à obra!

segunda-feira, 22 de agosto de 2016

Em busca de mim

Olá, como é bom voltar a escrever! Como tem sido difícil voltar a escrever! A correria do dia-a-dia me impede de me organizar para voltar a escrever aqui. Sim, porque o motivo não é "não tenho tempo" e sim "não consigo me organizar para ter tempo de escrever". Então, só de em quando tenho vindo aqui para colocar algumas ideias. Aliás, nem sempre tenho tido ideias para escrever no blog. Não é por nada não, mas com o tempo a gente fica meio exigente com o que escreve, sabe? Outro dia fui ler postagens antigas e ri das coisas que eu escrevia... era espontânea, mas ao mesmo tempo faltava-me um pouco de sabedoria para acabar não falando digo escrevendo mais do que devia... mas enfim...

Tava pensando com meus botões... como a gente passa uma boa parte da vida pensando "Quem sou eu?". A busca por identidade é algo muito forte em nós. Observe as crianças: sempre imitando os adultos ou outras crianças. Outro dia eu vi um vídeo que ri muito: um garotinho, um bebê, imitando igualzinho as cenas do filme Rocky que estavam passando na TV. Muito fofo e ao mesmo tempo incrível! Na adolescência, na maioria das vezes, a gente quer ser aceito e fazer parte da turma. É tão ruim ser rejeitado... É tão ficar isolado... Aí chega a juventude e, às vezes, essa necessidade de fazer parte do grupo passa, às vezes continua. 

Mas quem de fato sou? Será que preciso da aprovação dos outros? Não me disseram tão claramente quando eu era mais nova. Se eu pudesse voltar alguns anos no tempo, certamente iria dar uns conselhos para o meu eu mais jovem. Por que nem sempre temos um mentor que possa nos auxiliar? Dizer para aquela garota que ela é única e não precisa ter/ser igual a outras meninas para ser aceita. Acho que o caminho fica muito mais fácil quando a gente crê em Deus e sabe que Ele nos ama.

A gente passa uma boa parte da vida tentando descobrir quem a gente é. E erra, faz besteira, paga mico, muda algumas coisas, acerta outras, ajeita outras ainda. E vai vivendo, seguindo, caminhando. O que era tão tão importante agora já não é tão tão assim. O importante é seguir isso aqui: "De tudo o que se tem ouvido, o fim é: Teme a Deus, e guarda os seus mandamentos; porque isto é o dever de todo o homem." Eclesiastes 12:13.

Isso é tão libertador! Principalmente para alguém que sempre dependia da aprovação dos outros. É como se tirasse um peso das costas, sabe? Esse negócio de agradar a todo mundo não dá certo não. É que nem o lance de dizer sim pra tudo: uma hora você se dá muito, muito mal. E isso é bem mais rápido do que a gente imagina. Afinal, o tempo passa, e às vezes uma pessoa tão próxima que você considerava amigo pode se tornar bastante distante. E não é culpa dele, nem nada. É a rotina mesmo, as escolhas, as coisas que fazemos e quando simplesmente percebemos que aquela amizade não era tão amizade assim. Normal. Só não pode fazer isso com tudo, porque tem gente muito especial aí.

Sim, ainda estou em busca de mim. Em busca de me conhecer mais, mas faço isso na medida que conheço mais a Deus. Afinal, é Ele quem diz quem sou e para onde vou. E vou seguindo, dando a mão a outras pessoas, mas sem querer acorrentá-las a mim, deixando-as livres para decidir de se elas querem continuar ou não. Afinal, tem gente que só vai ficar um tantinho na nossa vida e depois vai precisar partir por algum motivo. Não é um momento "Desapega, desapega", mas sim um momento de colocar o coração no que é eterno. E ficar em paz.

quinta-feira, 7 de julho de 2016

E o amor de muitos....

Olá, caro(a) leitor(a). Você ainda está aqui? Você ainda navega por esta página? Puxa, hoje, ao entrar neste blog, tive que remover algumas teias de aranha e espanar bastante poeira. Há quanto tempo que não digito e deixo as minhas impressões do mundo aqui. E fico a pensar sobre isso. Se é o tempo que dedico a outras atividades que me faz deixar de lado algo que gosto tanto como escrever. Ou se me bateu de repente o receio de encarar o blog não como um diário pessoal, mas como algo sério. Afinal de contas não tenho mais a idade que eu tinha quando o criei. Ano que vem vão fazer dez anos que postei a primeira mensagem. Por quantas coisas que passei e o quanto de mim deixei nesse espaço perdido na internet.

Mas agora penso em voltar. Sim, penso e não é de hoje. Sem deixar que o receio me impeça. Ou a falsa falta de tempo. Ou as distrações. Mas sim deixar que minha mente crie textos que possam colorir novamente esse blog. Falar um pouco de mim e da minha visão de mundo. Por isso tomei coragem e aqui estou.

Sem mais delongas, vou para o tema da vez. O título remete a uma passagem bíblica e a continuação dele é "se esfriará". Você já observou como andam as pessoas? Observe atentamente. Nunca se teve tanto acesso à informação e nunca estivemos tão conectados com pessoas do outro lado do mundo. Mas nunca estivemos tão distantes uns dos outros. Chega a ser estranho. Vou tentar te explicar no próximo parágrafo, tá?

Antigamente as pessoas se cumprimentavam mais. "Bom dia, boa tarde, boa noite". Por conta da violência urbana, dentre outros motivos, isso ficou bem mais difícil de acontecer. A gente sai meio desconfiado de qualquer um e, às vezes, de todo mundo. Ficamos sempre alertas, com medo de sermos surpreendidos por alguém que, além de tomar nossos pertences, pode tirar a nossa vida. Mas vindo para a realidade das pessoas próximas, observe como ficamos mais distantes também. Observe como a "falta de tempo" tem nos afastado dos amigos. Como o uso constante do celular nos deixa num perto-longe da nossa família. Como nossas conversas deixaram de ser em prol do interesse do outro e muitas vezes só servem para cumprir tabela.

Sabe o que estragou mais ainda as coisas? Um ponto para quem respondeu "redes sociais". Parece que a timeline do Facebook virou um mural para que pessoas joguem tomates podres e destilem seu ódio. Se você posta fotos felizes, especialmente em viagens, você está ostentando. Se você posta frases de efeito, sempre aparece alguém para criticar. Se você posta sua opinião, aparece um de lá para - ao invés de inteligentemente argumentar que não concorda, simplesmente procurar te desmoralizar com palavras torpes, sabe-se lá com que objetivo. Se você não posta nada, ficam com raiva também, acham que você é um stalker e blá blá. As pessoas nunca estão satisfeitas, então desista de tentar agradá-las.

Tudo isso me incomoda. Mas antes de sair por aí criticando os outros, faço uma autoavaliação. Como tenho tratado as outras pessoas? Será que tenho demonstrado o amor de Deus em minhas atitudes ou tenho sido egoísta? O nosso amor tem se esfriado porque não temos nos alimentado da Palavra Daquele que é definição do amor. Será que esse blog está me chamado para compartilhar sobre o amor? Mais do que isso: que eu demonstre amor por meio das minhas palavras e ações, até mesmo com aqueles que "me perseguem". 

Engraçado que quando eu era mais nova eu tinha um mito de que eu não deveria ter inimigos ou, explicando melhor, todo mundo deveria gostar de mim. Oh.... depois de N decepções que surgem até hoje, descobri que isso é bobagem. A gente sempre tá se preocupando com o que os outros pensam e tal. Mas a verdade é que, diante de Deus, somos todos criaturas perdidas, umas já encontradas pelo Senhor, outras ainda não, mas cheias de defeitos, de traumas, de dores, de lutas. Viver é um desafio. Mas viver sem amor de nada vale. Eu aprendi que você não precisa ter afinidade nem conviver o tempo todo para amar. Significa que você vai querer o bem do outro e promover o bem que estiver ao seu alcance quando necessário. Seria muito mais fácil se fosse assim, né?

Só espero que a próxima postagem não seja em dezembro.



quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

O mundo não tá chato, não!

Sinceramente, estou na dúvida se o Conar se tornou mais poderoso, se ele tem ganhado mais divulgação ou se as pessoas estão reclamando mais de várias propagandas. O que sei é que, de uns tempos pra cá, é grande a quantidade de anúncios que têm sido censurados pelo público.

O caso mais recente - e mais divulgado agora - é o do Banco Itaú, cujo anúncio tem a palavra digitau (sic). Poderia ser uma sacada de mestre se o "itau" de "digitau" estivesse em cor diferente ou com alguma coisa que o diferenciasse, para mostrar que o neologismo era uma referência ao fato de o Itaú estar mais presente no ambiente digital. Ao contrário, a propaganda não faz essa diferenciação e ainda aparecem crianças no comercial, cantando que "é digitau com u", reforçando para outras crianças a ideia de que o jeito certo de escrever é daquele forma.

Em bom baianês, alguns pais caíram matando em cima do comercial. O Conar foi acionado e, desde então, quem é da área de Comunicação e está antenado em sites relacionados tem visto muito se falar sobre esse assunto.

Eu, como comunicadora, resolvi compartilhar no meu perfil pessoal do Facebook. Muitas curtidas e alguns comentários, sendo que o de duas pessoas me chamaram a atenção por proporem o mesmo raciocínio: a intencionalidade do erro. 

Antigamente, ou melhor, há uns 10, 15, 20 anos atrás, era mais difícil para os comunicadores terem uma noção do público. Cartas dos leitores, pesquisas de opinião, telefonemas, mas os métodos de avaliação da recepção não eram muito práticos. A internet trouxe as redes sociais e o negócio é praticamente instantâneo: postou, já tem curtida e comentário segundos depois. 

Sabe a frase "fale mal, mas fale de mim"? Acho que o pessoal da Publicidade tem levado isso ao pé da letra: a gente vê umas propagandas que são aberrações, de tanto mau gosto que tem e outras que geram tanta polêmica que você não acredita que alguém teve coragem de criar e divulgar aquilo. A questão é que meus colegas comunicadores dessa área gostam do burburinho. Gostam de ver a marca que eles divulgam na boca do povo, ainda que seja à base de vários xingamentos.

O que eu acho? Com toda a sinceridade, acho ridículo que as marcas queiram se aparecer - olha o baianês de novo - dessa forma grotesca só para se tornarem mais visíveis. Sinto falta de propagandas inteligentes, que me façam refletir, que me ensinem lições do dia-a-dia e não de algumas baboseiras que tenho visto. O grande desafio da Publicidade é comunicar de forma clara e concisa, sem ser muito simplório nem vulgar. 

Eu gostava muito de ver um programa que passava no Multishow chamado Na Hora do Intervalo. Eles mostravam propagandas de vários países do mundo. Algumas eram bestinhas, mas tinha outras que eu viajava, achando o máximo a construção de algo legal e que comunicava a mensagem de forma eficaz.

Pegando um gancho do título, agora falo de outro aspecto. Para a galera que criou a propaganda que marca o retorno dos limões à Pepsi, o mundo tá chato. Mas será mesmo? O anúncio é uma crítica ao politicamente correto, ao fato de que, a depender do que você fale ou escreva, uma legião de pessoas irá te confrontar e até tomar medidas legais.

Vamos falar sobre racismo. O que dizer dos negros no Brasil? Um grupo historicamente escravizado, marginalizado, ridicularizado e que, até hoje, sofre com esse terrível legado?! O mundo não está chato se alguém reclama de racismo. Afinal de contas, graças a Deus, hoje as pessoas têm voz para gritar contra as opressões. E tem que falar, tem que mostrar sua voz. Tem que ter cotas, porque quem nasce e vive na periferia não teve as mesmas oportunidades de quem é classe A. 

Falando nisso, a mais nova polêmica é a respeito da Reserva, a grife de Luciano Huck. Colocaram manequins de cabeça para baixo para mostrar que se trata de uma liquidação. O burburinho se deu porque os manequins são da cor preta. Racismo? Talvez não. Repercutiu negativamente - assim como a camisa "Somos Todos Macacos" ou a blusa infantil "Vem ni mim que tô facim" - vários comentários falando mal nas redes sociais e outros achando que era exagero, que o mundo tá chato, que agora tudo é racismo, e blá blá blá...

Talvez não tenha tido essa intenção, mas, sinceramente, acho que já passa da hora de os comunicadores - não apenas os da Publicidade, mas os de todas as áreas - refletirem sobre seus papéis sociais. Analisarem todas as implicações de uma comunicação, buscarem a ética, o respeito ao próximo. Usarem a inteligência, contribuírem de alguma forma com a educação. Afinal de contas, em uma país com tantos analfabetos reais e funcionais, escrever "digitau" significa mais do que apenas um trocadilho.

sábado, 23 de janeiro de 2016

Um post reflexivo

Olá, leitor(a) deste blog! Quer dizer, será que tem alguém ainda aí? rsrs Faz tanto tempo que não passo por aqui e até tive que tirar um pouco das teias de aranha e da poeira que pairavam sobre ele rs. Até mesmo o último aniversário do blog - 27 de dezembro de 2015 - não foi lembrado, uma pena. São oito anos! Oito anos que comecei a arte de escrever e publicar aqui neste espaço. De lá para cá, muita coisa aconteceu na minha vida. Passei por várias fases interessantes e complicadas. E isso ficou bem claro nas postagens (ou não). Ultimamente não tenho postado muito. Percebi que os blogs parceiros aí do lado direito também carecem de atualização. Meu Twitter é outro que anda paradão. Será que migramos todos para Facebook e WhatsApp. Parece que sim!

Bem, falando sobre essa migração, isso é mais do que certo. E preocupante. Afinal, num blog, você tinha a oportunidade de escrever seus pensamentos e ideias e publicar, compartilhando algum tipo de conhecimento. No microblog Twitter, são apenas 140 caracteres (talvez mude logo logo) e vinham frases geniais. 

No Facebook, fotos e mais fotos de momentos felizes. Compartilhamentos de imagens e textos sobre o mais variados assuntos. Mas sinto falta de coisas autorais, sabe? As pessoas parecem que desaprenderam a pensar, a gerar uma ideia e a divulgá-la. Muito mais fácil pegar a ideia de outra e compartilhar como se fosse algo genial. Mas enfim... não que seja proibido compartilhar coisas, mas acho que a gente deveria compartilhar alguma informação junto demonstrando o porquê do interesse disso ou tal. Mas tudo bem.

No WhatsApp são grupos e mais grupos. Muitas vezes é divertido, outras vezes fica cansativo. A gente meio que fica cansado das coisas, né? E com muita facilidade. Depois da popularização, os hipsters vão logo descobrindo outra rede social para entrarem e se sentirem especiais por serem os únicos a estarem ali. 

Sabe um dos meus passatempos? Quer dizer, não chega a ser um passatempo, mas sim um local onde eu posso estudar um pouco o comportamento das pessoas: comentários de notícias nas redes sociais. É incrível como as pessoas podem mostrar o melhor ou pior delas. A gente fica na dúvida se sempre existiram pessoas com pensamentos horrorosos ou se elas aproveitam a internet para criar um personagem mau. Ou as duas coisas. Ou sei lá. 

Vivemos tempos selvagens nas redes. Tempos de exibicionismo e críticas gritantemente exacerbados. Mas que não falte o carinho, a sinceridade amorosa, o abraço apertado e a conversa face-a-face. Que o olho no olho, o sorriso... que não falte o contato e o amor.

segunda-feira, 23 de novembro de 2015

Sobre chegadas e partidas

"Todos os dias é um vai-e-vem
A vida se repete na estação
Tem gente que chega pra ficar
Tem gente que vai pra nunca mais
Tem gente que vem e quer voltar
Tem gente que vai querer ficar
Tem gente que veio só olhar
Tem gente a sorrir e a chorar"

Sei que tenho demorado mais do que deveria para escrever no blog, mas quando o faço gosto de caprichar. Desde a semana passada que estou pensando sobre isso. O post só foi consequência de tudo aquilo que estava na minha mente iria explodir se eu não compartilhasse em algum lugar, no papel ou na tela mesmo. Assim o faço.

Fazendo uma avaliação, percebo o quanto despedidas são difíceis para mim. Afinal de contas, sempre fui de me apegar. Fiz do maternal à quarta série em uma escola e só saí porque não tinha os anos seguintes lá. Foi muito complicado, mas como todo mundo da turma estava nesse processo, foi mais fácil encarar em conjunto. 

Aí fiz a quinta até a oitava série em outra escola (na época era essa nomenclatura, tá?). Só saí porque a qualidade da escola estava muito ruim. Vários colegas também passaram por isso então, ok. Ensino Médio a mesma coisa. Três anos no mesmo colégio. Então veio a despedida. Lembro que fiquei um mês (ou talvez um pouco mais) muito triste com o término do colégio, porque gostava demais da escola, das amigas que fiz, dos professores, enfim, de tudo. O quadro se agravou porque demorei de entrar na faculdade por conta de uma greve.

A saída da faculdade foi menos traumática, porque quando a gente está um pouco mais velho, começa a amadurecer mais para isso. Despedidas de estágios que eu gostava foram complicadas, mas passam. No trabalho, vi gente chegando e saindo. Difícil quando eu já estava acostumada com a pessoa e ela, por algum motivo, ia embora. Mas vida que segue.

Os amigos de outros lugares, como a igreja, também. Mas o que eu quero dizer com isso tudo? Quero dizer que eu precisei entender que isso acontece. Pessoas vêm e vão. Tem gente que chega pra alegrar nosso dia-a-dia, para fazer daquele momento muito especial. É tão fácil acolher essas pessoas assim como é tão difícil dizer adeus. 

Tem gente que chega cativante, mas por um motivo ou outro, pisa na bola. É hora de praticar o perdão. Tem gente que vai continuar sendo seu amigo. Já outros vão embora. Tem gente que tá com a gente só por algum interesse egoísta (não, não é repetição, todo mundo fica ao lado de alguém por algum interesse e nem sempre é sinônimo de algo ruim). Decepções são dolorosas, mas nos ajudam a crescer. Nos ajudam a perdoar, nos ajudar a não ser ingênuos demais, nãos ajudam a não fazer igual.

Tem gente que chega para atrapalhar mesmo. Como uma pedra no sapato. Como um vilão. Como alguém que está sempre pisando no nosso calo. Mas até esses merecem misericórdia. Porque uma pessoa que maquina o mal para outra é digna de pena. É muito triste ver pessoas que, ao invés de produzir algo de bom para si e para o mundo, quer pisar nos outros como forma de escalar degraus. Enfim, não quero me deter mais nisso.

O que é importa mesmo é: o que você faz com os relacionamentos que Deus te dá? Tem gente que vai passar um tempo muito curto com você. Que tal deixar uma marca positiva? Prepare-se: talvez esteja perto de dizer adeus.

quarta-feira, 21 de outubro de 2015

O futuro é agora! (?)

Aproveitei o frisson do dia de hoje, 21 de outubro de 2015, dia em que, na ficção, Marty McFly viaja até o então futuro (ele é de 1985) para voltar a escrever neste blog, muita falta de vergonha deixar de escrever. A série de filmes De volta para o futuro é um sucesso até hoje e, se eu ver passando na TV, assisto quantas vezes puder porque eu gosto demais.

Bem e vou falar sabe de quê? De futuro! Isso mesmo! Porque 2015 é futuro para mim mesmo, aliás viver a década de 2010 tem sido surpreendente (falando aqui uma garota que nasceu em meados da década de 80 e que curte muitos filmes sci-fi).

Alguns dias atrás, uma modinha animava as redes sociais, modinha antiga diga-se de passagem: colocar uma foto de infância no perfil do Facebook. Fiquei vendo (e rindo) de várias fotos de amigos e conhecidos; alguns não mudaram nada, outros parecem que sofreram uma ultra transformação com o passar do tempo. Outros nos fazem entender porque seus filhos têm aquela aparência: parecem gêmeos pais/mães e filhos/filhas.

Mas o motivo de eu lembrar disso é o seguinte: vi uma frase, não me lembro quem foi que postou/escreveu, que perguntava se a criança daquela época se orgulharia do adulto de hoje. Isso mexeu tanto com a cabeça que parei pra analisar: será que aquela menininha, a minimim de outrora estaria feliz com a pessoa que me tornei? Algo a se pensar...

Infelizmente, eu não tenho da protagonista de Being Erica para voltar no passado e mudar algumas coisas que considero ruins na minha trajetória, assim como Marty McFly usou o DeLorean e mudou a história de sua família. Mas, encaro o que passou como lições preciosas, aprendizado e coisas que definitivamente não devo repetir.

Mas e o futuro? Onde quero estar daqui a cinco, dez, vinte anos? Mais uma coisa a se pensar. E agir, Afinal de contas, a gente planta hoje para colher amanhã. Isso é bem bíblico e real. Que façamos ótimas escolhas.

quinta-feira, 23 de julho de 2015

Fígado Acebolado



Hoje eu fui almoçar no restaurante no qual sempre almoço quando estou trabalhando. Aí, dentre as outras opções do menu, me deparei com o fígado acebolado, comida que não curtia muito quando era criança, mas hoje em dia gosto. Gosto tanto que coloquei no prato. Mas aí lembrei de uma coisinha...

Meus contemporâneos devem lembrar do desenho animado Doug, que passou na TV Cultura e no SBT pelos idos dos anos 1990-2000. Pois bem. Tem um episódio em que Doug é convidado para almoçar (ou jantar? não lembro bem) na casa de Patty Maionese (sua colega de escola e grande paixão platônica). Mas não me lembro bem, ele fica com a ideia de que no almoço/jantar vai rolar fígado acebolado. E tem um problema bem grande: ELE ODEIA FÍGADO ACEBOLADO!

O episódio centra-se na tentativa de Doug em achar uma alternativa para isso: como ir ao almoço sem rejeitar o suposto prato principal que ele detesta. E ele chega ao ponto de experimentar o prato e gosta. Mas, no fim das contas, não rolou nenhum fígado, muito menos com cebola.

O grande lance da história foi o fato de Doug ter feito de tudo para mostrar à sua paixão algo que não era verdade, só para impressioná-la e conquistá-la. Da mesma maneira, na vida real, a gente faz tanta coisa para agradar os outros - desde aquele cara que você está super afim e acha o máximo até aquela turma aparentemente bacana da qual você quer fazer parte - você inventa mil coisas mirabolantes para mostrar aos outros algo que definitivamente você NÃO É.

Isso é muito claro na adolescência, quando a gente ainda está formando a nossa identidade e tem medo de ficar isolado no mundo - pelo menos a maioria das pessoas tem esse medo. Só que nesse processo, você passa a fazer coisas que não são de sua personalidade, acaba colocando uma espécie de máscara.

Não vou mentir: eu fiz muito isso quando era mais nova. A minha necessidade de pertencimento era muito grande e valia quase tudo para fazer parte da turma. Hoje, vejo que nada disso era necessário e que eu deveria ter me poupado mais. Mas, enfim, agora é tarde. Se eu pudesse voltava no tempo e daria umas dicas à minha versão mais nova. Certamente poderia funcionar. Ou não.

Enfim, o lance é que, quando se trata de conquistar alguém, o importante é ser você mesmo, naquilo de melhor que há em você, claro. Você não precisa tentar ser quem você não é. O cara certo cara que vai lutar para dar certo vai gostar de você exatamente do seu jeito. Quem não gosta é porque não é para estar com você. Acredite: paixões platônicas só servem para fazer a pessoa se diminuir e para colocar o outro num pedestal no qual muitas vezes não merece. Mas aí é outra história...

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

Mudando de percepção

Olá! Tô até com vergonha de começar a escrever, porque num post anterior eu disse que não ia abandonar o blog e olha eu aqui em fevereiro de 2015 - uns quatro meses depois da minha última postagem. Mas, enfim, eu voltei!

Antes de começar a tratar do tema deste post, eu gostaria de falar o motivo pelo meu afastamento. Bem, eu poderia dar vários motivos, como falta de tempo, priorização de outras atividades e tal, mas isso só seriam desculpas e não iriam refletir a grande verdade que é: eu me preocupo demais com o que eu publico!

Eu me sinto eternamente responsável por aquilo que publico, parafraseando Saint Exupéry. E sou mesmo. Antes, logo no início, eu tratava o meu blog apenas como um diário pessoal. Sim, eu tinha um diário na adolescência (até hoje os guardo, pra falar a real), mas aqui o negócio é bem diferente, porque pessoas que eu nunca imaginei que poderia conhecer têm acesso aos meus textos e pensamentos. Algumas pessoas que estão subscritas no meu blog, por exemplo, nunca vi e nunca conversei na vida.

Isso é bastante legal e, ao mesmo tempo, assustador, porque a gente tem que dosar bem o que escreve. Textos pessoais acabam mostrando demais quem você é e não quero me expor totalmente. Essa preocupação se explica pela idade: à medida que você vai... à medida que os anos passam (eu não me chamo de velha, tá? rsrs), você vai amadurecendo e passar a não cometer antigos erros - ou até comete, mas enfim, espera-se que o amadurecimento de leve à sensatez.

O mais legal é que esse senso de responsabilidade faz com que meu blog tenha utilidade pública. Isso porque, antes, ele servia para mim, até mesmo como um desabafo, das coisas que eu estava enfrentando naquele momento. Recentemente, e isso ocorre com alguma frequência, amigos me pedem para retomar o blog, dizendo que se identificam comigo e com minhas divagações. É bom ter esse lugar no mundo.

Pois bem, depois de cinco parágrafos, você deve estar pensando: quando é que ela finalmente vai entrar no tema do título, conforme prometeu lá em cima? Me desculpe, mas querendo ou não, já entrei. A minha mudança de percepção me fez pensar o modo como escrevo no meu blog.

Aliás, de todas as coisas que mudei nesses anos de vida - e olha que foram muitas, de certa forma - a maior que considero foi a minha mudança de percepção. De repente, me senti como se meus olhos estivessem abertos e eu enxergasse as pessoas de outra forma. O fato de eu ter lido um livro como O Corpo Fala me fez enxergar as ações e reações dos outros de forma diferente. Agora, lendo Aprendi com Jane Austen, o autor me leva a observar o quanto essa autora explora as nuances da vida através das personagens e fala sobre temas como "amadurecer" em Orgulho e Preconceito ou "aprender a aprender" em A Abadia de Northanger (que eu ainda não li, mas já vi a minissérie da BBC).

No fim das contas, o tempo não pode fazer nada por você, ao menos que você queira usá-lo a seu favor, para que busque a sabedoria. A minha mudança de percepção é ótima para eu saber como lidar com as pessoas, mas ela não pode me impedir de fazer aquilo que eu gosto de fazer e no qual posso ser útil para as outras pessoas: escrever. 

Só não vou voltar à experiência de escrever pelo celular, pois me foi enfadonha das vezes que eu o fiz. Mas escreveria no teclado e as minhas ideias rapidamente passaram pela tela. E, se eu quiser, posso apagar tudo e escrever novamente, já o fiz várias vezes. É assim que a gente vai transmitindo um pouco de nós.

terça-feira, 9 de setembro de 2014

Eu reclamo demais!



"Porque os meus pensamentos não são os vossos pensamentos, nem os vossos caminhos os meus caminhos, diz o Senhor. 9. Porque, assim como o céu é mais alto do que a terra, assim são os meus caminhos mais altos do que os vossos caminhos, e os meus pensamentos mais altos do que os vossos pensamentos." Isaías 55.8

Quem me conhece acha que sou quietinha demais e não sou de reclamar. Ledo engano. Aprenda: pessoas quietas normalmente pensam demasiado e isso é bom e ruim. Bom porque você evita de falar muita besteira. Ruim porque você fica bitolado com algumas ideias e tem mais dificuldade de superar algumas coisas. 

Eu reclamo demais!  Deus é verdadeiramente misericordioso porque eu sou muito chata. Parece que nunca estou satisfeita com as coisas.

Meus diálogos com Deus são tipo "ah, bem que isso já poderia ter acontecido na minha vida" ou "bem que isso poderia ter sido diferente" ou "fulano fez isso comigo, foi bizarro e quero que o Senhor tome uma providência!".

Nossa, como sou arrogante! Tenho tomado a postura de criadora ao invés de criatura, dizendo a Deus o que Ele deve fazer e como deve fazer.

Será que tenho colocado Cristo no trono do meu coração?  Será que tenho dado espaço ao Seu agir? Será que tenho agradecido por todo o cuidado e amor que nem mereço? 

Às vezes parece que fico querendo saber todos os spoilers como se minha vida fosse um seriado de TV. Eu tinha muito medo do que poderia acontecer,  da minha vida tomar um rumo que eu não queria. MAS EU PRECISO NEGAR A MIM MESMA!

Eu não sei o que me reserva adiante. Ainda faltam algumas coisas acontecerem na minha vida. Não posso me guiar pelos outros.  Se eu tivesse tudo exatamente como eu queria eu seria infeliz e poderia certamente estar afastada de Deus.

Meus pensamentos são importantes,  mas não são o centro do universo. Eu posso me enganar e já me enganei tantas vezes de tantas maneiras!

Quando o barulho da minha mente estiver muito alto, quero desligar tudo e descansar na certeza de que só Deus sabe de tudo o que eu preciso,  como,  onde e quando. 

Por que temer então? 



quinta-feira, 28 de agosto de 2014

Uma das maiores lições que aprendi

Qual a legenda: "Voltei!"? "Liberdade!"? Escolha!


Olá!! Depois de um tempão sem postar nada, eis que estou de volta! Mas antes de começar a escrever sobre o tema da postagem, gostaria de deixar claro: Não pretendo abandonar esse blog! Sei que andei sumida uma década (rsrs), quando eu tinha prometido que as postagens seriam mais frequentes, mas vacilei. Sim, eu vacilei e estou aqui me redimindo agora.
Esse blog faz parte da minha vida! Simplesmente ele acompanha minha vida há sete anos!! Sem contar que ele acompanha a parte da minha vida que considero mais crucial, não por ser a mais recente, mas sim porque foi onde tive mais transformações e aprendizados.
Afinal de contas, há dez anos atrás eu me converti verdadeiramente a Cristo - porque antes eu só era uma frequentadora de igreja - há nove anos atrás eu me batizei. Foi o período em que entrei e saí da faculdade. Período de novas descobertas e novidades. Alegrias com novas amizades, decepções com outras e até mesmo desilusões amorosas para variar rs. Muita coisa eu postei aqui, mesmo que não esteja muito óbvio.
O mais engraçado é que se eu voltar para as postagens, vou ver como minha escrita mudou, como eu amadureci e sinto mais liberdade para escrever aqui. Bem, mas vou parar com as observações, porque afinal de contas, depois de quatro parágrafos, parece que tô te enrolando para não ir direto ao ponto.... kkkkk Mas a verdade que até isso aí em cima tem a ver com o post de hoje (não foi proposital).
Quer saber qual foi uma das maiores lições que aprendi? Não se preocupe demais com a opinião dos outros. Sério. É isso mesmo. E vou explicar o porquê.
Quando a gente tá na adolescência, há uma necessidade muito grande de ser aceito - em geral, pois há exceções. Você procura ser o mais popular, o mais bonito, o mais inteligente e se for uma mistura disso tudo você se sente o máximo.
Eu me preocupava muito com a opinião dos outros. Era excessivo. Quando passei da adolescência para a juventude, aí foi pior. Eu tinha necessidade de ser aceita. E, para isso, eu fazia um bocado de coisas. Até mesmo ser quem não sou, criar um personagem que, confesso, não saiu como eu planejava, mas me fez ficar em evidência em algum momento.
O momento é que buscar a aprovação dos outros cansa. E o pior é quando ela não vem. Aí bate rejeição e pode até surgir uma depressão em casos mais graves. Você tem a necessidade de participar de todos os eventos para galera não esquecer você. Tem que mandar e-mails, tem que ser "amiguinho de todo mundo", tem que ser a boazinha em tudo. Pra quê?
Nesse processo, descobri - um pouco tardiamente - que você não vai ser amiga de todo mundo - graças a Deus. Descobri também que há pessoas muito especiais e amigos de perto que você deve segurar com força. Há gente que nunca vai ser amigo, mesmo que você queira - depois você até dá graças a Deus porque iria ser um estorvo tão grande.
Descobre também que você deve fazer sua vida. Sei que a frase parece absurda, mas entenda: você precisa de um tempo para si, para se cuidar, para fazer suas coisas. Divertir-se lendo um livro, ouvindo uma música, escrevendo no seu blog... (ironia mode on). O lance é que você precisa se amar e gostar da sua companhia. Gostar de você mesmo. Sério. E cuidar da sua família também, porque quem não trata bem os da sua própria casa está em maus lençóis. Sugestão de leitura: Quando as pessoas são grandes e Deus é pequeno, de Edward T. Welch. Vale a pena!
Bem, fico por aqui, mas gostaria de fazer um adendo: aconteceu uma coisa bizarra no blog. Foi o seguinte: sem querer, sincronizei as fotos do celular com o Google. As fotos caíram no Google +, aí apaguei, mas acabei apagando, sem querer, as fotos desse blog. Quase chorei quando vi a besteira que fiz. Por isso, não estranha a falta de imagens, especialmente a do topo da tela logo na página inicial - tô doida atrás dessa imagem linda enviada pela minha amiga Karlinha logo no início desse blog.
Espero continuar postando nesse blog. Pretendo atualizá-lo, pelo menos, a cada duas semanas. Caso eu não faça isso, puxe minha orelha. Sério. Eu tô quase não me perdoando.



sábado, 19 de abril de 2014

Queria ter sua vida #sqn

Você já quis ser outra pessoa? Você já quis viver uma outra vida e até se inspirou em alguém para imaginar como seria?


O Kevin de Anos Incríveis e o coadjuvante de Um Tira da Pesada 
juntos no filme Vice-Versa

Eu já vi vários filmes em que duas pessoas trocam de corpos e, assim, "trocam" de vidas. Tem pai que troca com filho [Vice-versa, 1988], mãe que troca com a filha [Sexta-feira muito louca, 2003], marido e mulher que invertem papéis [Se eu fosse você, 2006] e o último filme que saiu sobre o assunto inspirou o título deste post [Queria ter a sua vida, 2011].

Jamie Lee Curtis e Lindsay Lohan (antes de todos aqueles problemas) 
em Sexta-Feira muito louca


Mas será que vale à pena ter a vida de outra pessoa? Se você já viu ou então for ver algum desses filmes, vai perceber que as impressões dos personagens vão mudando conforme eles estão vivenciando situações de outras pessoas.


Um dos filmes de comédia brasileiro mais legais que eu vi:
 Se eu fosse você - Tony Ramos e Gloria Pires

Há um bom tempo atrás [muito tempo mesmo, coloque aí mais de dez anos rs], eu queria ser outra pessoa. Tinha uma colega que estudava comigo e eu a admirava muito pela sua aparência física. Então pensei que eu seria muito mais feliz se eu fosse como ela. Bem, pensava isso até um dia em que ela mesma chegou pra mim e disse que me admirava. Oi? É isso mesmo produção? É sim! Ela disse que me admirava e que gostaria de ser como eu nos estudos [eu tirava altas notas altas nessa época rs].

Gosto de Jason Bateman e de Ryan Reynolds e gostei de ver 
os dois juntos em Queria ter a sua vida


Fui crescendo, amadurecendo e me tornando uma pessoa a cada dia mais observadora. E nessas observações e também ao conversar com meus amigos e pessoas próximas, percebi que devo dar graças a Deus por minha vida. Apesar de todos os problemas pelos que passo, Deus tem me dado grandes alegrias e privilégios. Por isso, nada de reclamar, só agradecer!

A gente sempre acha que a grama do vizinho é mais verde. Ok, às vezes é até verdade, mas a gente nunca entrou na casa dele pra ver se é isso mesmo. Um jardim bonito não significa que tudo esteja 100%. Até porque ninguém está 100%, sempre tem algo pra complicar, a vida de ninguém é perfeita e tudo, mesmo que os perfis do Facebook costumem dizer o contrário.

Pois bem, eu não quero ser mais outra pessoa. Eu quero ser eu mesma. Isso não significa que ficarei estagnada sendo a mesma sempre, mas sim que posso buscar a cada dia melhorar. Aumentando qualidades e diminuindo defeitos. E com o coração sempre grato a cada manhã. Ao acordar e contemplar mais um dia, levantar as mãos pro céu e dizer: Obrigada, Deus, por mais um dia de vida.

quinta-feira, 20 de março de 2014

P. S.: Nem sempre a adaptação precisa ser 100% fiel

Sou do tipo de pessoa que gosta de cumprir promessas e, como fiz uma promessa no post anterior, vi que nada mais justo do que cumpri-la no post subsequente. Então lá vai:
Entre vários temas que eu poderia falar na minha volta ao blog, escolhi falar sobre adaptações de livros para cinema e televisão. Já falei sobre esse assunto anteriormente e pretendo não ser repetitiva, por isso, já tenho exatamente ideia sobre o que vou falar.
Gostaria de deixar bem claro que este post tem SPOILERS - isto é, revelação do enredo - do livro e do filme P.S. Eu Te Amo. Se você não estiver interessado em saber porque ainda não leu o livro ou viu o filme, pare por aqui, antes que você queira me matar. Depois não diga que não avisei!
Bem, eu vi o filme P.S. Eu Te Amo há uns três anos atrás ou mais. Lembro que passou em algum canal da TV por assinatura e fiquei curiosa pra assistir. Aliás, ultimamente, qualquer filme ou série baseado em um livro de sucesso me deixa curiosa pra ver. Claro que eu queria sempre ler o livro antes, mas nem sempre é possível.
Quer saber? Eu gostei do filme, achei bem legal, que se propôs ao que prometia, não vi nada de errado. Achei até que o lance de Gerry aparecer tinha um quê de espírito, mas percebi que era coisa da imaginação de Holly e fiquei de boa.
Ano passado, rolou Bienal do Livro na minha cidade. Eu poderia escrever um post só falando mal das bienais que rolam por aqui, porque, francamente, a galera ainda não conseguiu explorar de forma conveniente o potencial de um evento desses, mas isso fica para um próximo texto. Aproveitei pra comprar uns livros e me deu vontade de comprar o P.S. Eu Te Amo - que confesso que o preço não tava lá essas coisas, mas deu vontade, fazer o quê.
Comecei a ler no início do mês e a leitura é rápida, bem fluida. Gostei muito do livro e logo percebi várias mudanças em relação ao filme - apesar de nem me lembrar muito da história, porque só vi o longa uma vez e já tinha tempo. Em outros tempos, eu me revoltaria com as mudanças, mas dessa vez eu achei que tudo se encaixou muito bem em cada mídia.
Se não, vejamos: para um filme, muita graça tem Holly terminar ficando com Daniel. Um filme desses, um drama romântico, merece um happy end, não acha? Mas quem leu o livro sabe que, no fim das contas, Daniel e Holly não ficam juntos. E quem leu o livro primeiro pode ter ficado com muita raiva - eu não sei se ficaria, já que fiz o caminho oposto - mas, francamente, eu achei ótimo eles não terem ficado juntos no livro.
Tudo é uma questão de construção. No filme, fica claro que Holly estava caminhando para superar a dor de perder seu esposo. E ela consegue, a muito custo, mas consegue. Acontece de forma rápida, até porque um filme só conta com alguns minutos - acho que esse filme tem menos de duas horas, nem lembro mais - e tudo flui muito mais rapidamente.
No livro, Holly também segue o mesmo caminho. Mas é um caminho mais lento. Percebe-se que as coisas fluem mais devagar. O livro tem mais de 300 páginas e, mesmo com a leitura fluida, não é tão rápido de ler. Há também o lance psicológico muito mais explorado. E é até muito mais verossímil do que no longa-metragem.
Eu fiquei encantada por ver no livro um assunto polêmico ser explorado. Sim, sim, Cecelia Ahern descreveu bem o lance de sentir inveja do sucesso dos outros. Holly sentiu raiva por ver suas melhores amigas caminhando com suas vidas, Sharon com o bebê e Denise com o casamento. Todo mundo, em algum momento da vida, já deve ter sentido inveja de algum amigo pelo bom momento de vida dele no momento que o seu próprio estava mau. Eu achei isso tão real, tão verdadeiro. Fantástico!
Além disso, percebe-se que tanto Holly quanto Daniel tentam caminhar juntos, mas algo não se encaixa. E então, ele volta pra Laura (isso me deixou irritada, porque ela parecia ser insuportável, mas enfim...) e ela segue sua vida tentando viver e não apenas sobreviver. Superar o luto do esposo amado não deve ser fácil e dez meses é muito pouco. Não significa que ela ficará sozinha 4ever - as últimas páginas mostram ela voltando a conversar com aquele carinha - mas também não significa que ela em meses vai arranjar outro cara.
Tudo é uma questão de tempo e a grande lição do livro é: há tempo para tudo. Mas, mais do que isso, a grande sacada é entender que não é porque você tá triste que todos ao seu redor têm de ficar depressivos e se compadecer de você o tempo todo. A vida segue, há momentos bons e ruins e precisamos nos "alegrar com quem se alegra" e não apenas "chorar com os que choram" - bíblico, sim!
Além de tudo isso, descobri também que uma adaptação não precisa ser 100% fiel para ser ótima. A solução para o filme me pareceu ótima, mas o livro, realmente, me ensinou muito mais coisas. Mas é sempre assim: o livro me ajuda a imaginar mais, criar mais, aprender mais. Mas, eu só chegaria ao livro por causa do filme, então o longa também tem seu mérito.
Claro que não são todas as adaptações que vão me fazer sentir assim. Tem umas que precisam procurar ser mais fiéis mesmo - as de Jane Austen, principalmente, porque tenho muito zelo pelas obras dela rs.
Bem, eu continuo com minhas leituras e em breve pretendo escrever sobre isso.
É isso. (Saudade de terminar meus posts com essa frase!)  

segunda-feira, 17 de março de 2014

Eu voltei!


Não me lembro que livro é este, faz meses que tirei a foto rs
"Eu voltei, agora pra ficar..." - Eu não poderia deixar de citar esse trecho da música de Roberto Carlos, porque achei que seria muito legal e engraçado colocar aqui. Mas sim, eu voltei, e acredito que pra ficar. Como seria minha mente sem um blog?
No entanto, para a minha volta, foi necessário repensar algumas coisas. Isso porque sempre tive medo de confundir meu blog com os diários que escrevia na época da adolescência. Isso porque a gente começa a falar de tanta coisa, que acaba sendo muito íntimo e isso pode acarretar problemas para mim.
Por isso, a minha volta é bem cuidadosa, cautelosa, para que eu não me exponha além do que devo. Isso porque tenho pensado em várias postagens desde o dia 30 de dezembro de 2013, data do último post publicado. Ao mesmo tempo, tenho pensado em escrever sobre várias coisas interessantes, sobre livros que li, filmes que assisti, situações que passei...
Sabe, pareço uma pessoa bem tranquila - e sou - mas minha mente é um turbilhão de ideias, de pensamentos e, às vezes, chego até a pensar alto - às vezes penso alto demais rs. A melhor forma que encontro para me expressar é através da escrita. Não imaginaria a minha vida sem a oportunidade de ler e escrita.
E sobre o que eu poderia falar aqui? Bem, poderia continuar falando sobre o cotidiano, a cultura, a política. Poderia falar sobre as sacadas geniais ou não que tenho, as observações que faço sobre algumas coisas, as descobertas de easter eggs reais.
 Sobre séries, estou vendo The Walking Dead (nossa, eu poderia muito escrever pelo menos um post sobre, né?). Dei uma pausa em Downton Abbey, Dexter (atrasadona na terceira temporada e a série já findou), Once Upon a Time.... ainda ressentida com o final de Fringe. Super feliz com a volta filme de Veronica Mars (e doida pra chegar em DVD no mês de maio tsc tsc). E lembrando que eu tinha dado uma pausa em How I met your mother (mais atrasada ainda do que em Dexter) e pensando em ver Comunity. Abandonei Glee. Parei de ver The Vampires Diaries, mas não foi por querer (apesar de que de vez em quando vejo alguns episódios de temporadas mais recentes). Enfim...

Li vários livros, de vários temas, desde Comunicação/Jornalismo, Cinema até livros cristãos com diversas abordagens (oração, liderança e autoridade espiritual só para citar alguns deles) e ficção, é claro. Também poderia deveria escrever sobre eles.

Então, vamos lá? Chega de ficar enrolando. Vou pensar em algum desses assuntos - ou a relação entres eles - e mandar brasa. Já até tenho uma ideia aqui: adaptação de livros para cinema e/ou televisão (e pensei muito nisso nos últimos dois anos). Mãos à obra!

Opa opa opa! Lembrando que já escrevi sobre isso em outro post, então vou tentar pensar em outro viés. Ok!

segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Feliz Aniversário... Atrasado!

Aquele momento que você esquece o níver de 6 anos do seu blog =/.

Eu passei semanas me lembrando de que 27 de dezembro é  o aniversário deste querido e amado blog. Mas no bendito dia 27 de dezembro de 2013 eu me esqueci completamente, só vindo a me lembrar hoje, dia 30 de dezembro de 2013, três dias depois.

I'm so sorry.

Mas sabe por que isso? Porque a minha última postagem foi dia 12 de setembro de 2013. E só sei a data com precisão porque foi a primeira coisa que li quando abri o blog. E isso mostra a quantidade de tempo que tenho sem escrever aqui.

E tudo pela falta de tempo. Mas não necesseriamente a falta de tempo, mas, sim, falta de cratividade paraq escrever algo interessante. Chega uma certa época que você sente vergonha de algumas coisas que você escrevia nos diários e eu acho que sinto vergonha de algumas coisas que escrevi neste blog nos primórdios.

Por outro lado, tudo passa por crescimento, evolução e, logicamente, não tenho mais a idade que eu tinha quando comecei a escrever aqui. E minha cabeça também mudou muito (espero que para melhor, claro) e também porque você se dá conta de que um blog não é igual àquele diário que você trancava a sete chaves ou a um cadeadinho de plástico dentro da gaveta do guarda-roupa.

E percebe que não tem tantos leitores assim. Ou tem, mas eles não se pronunciam (Alô, galera, cadê vocês??). Ah, me lembrei, há meses não escrevo nada novo mesmo... tsc tsc. Sorry again.

E o que esperar de 2014? Nem sei, espero escrever mais no blog. Mas, para isso, preciso administrar melhor o meu tempo. =)

Em tempo: Comprei um livro ótimo que me ensinou que Birthday (Usado apenas para pessoas) e Anniversary (Usado para aniversário de locais, coisas e também para relembrar eventos) tem significados diferentes.

Em tempo 2, super importante: Fui muito abençoada em 2013, mesmo sem reconhecer muitas vezes. Obrigada, Deus!

Feliz 2014 para você!

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Mergulhando em um relacionamento 2

Eu queria até ter escrito a continuação um dia após publicar o primeiro texto, mas não foi possível. Gostaria que você lesse o post anterior antes de partir para este daqui. 

Como eu disse anteriormente, tenho buscado cada vez mais a Deus. E isso não partiu de mim mesma e sim dEle. Ele é quem sempre esteve me chamando durante tantos anos para viver algo mais profundo, mas o meu receio de perder coisas nesse processo era tão grande que eu não embarcava nesse mergulho. Aí, eu percebi que essas coisas estavam ocupando o lugar de Deus na minha vida, como verdadeiros ídolos. 

Bem, consegui concluir a leitura do livro de C. S. Lewis, Cristianismo Puro e Simples. Posso afirmar plenamente que foi um dos melhores livros que já li na minha vida e que é um excelente texto sobre apologética cristã - inclusive, foi utilizado como base para os estudos da EBD da minha igreja no ano passado. 

O que eu achei mais lindo foi ver nos últimos capítulos uma confirmação do que eu pensava e até um pouco do que eu escrevi na parte um:

"O Filho de Deus se fez homem para que os homens pudessem tornar-se filhos de Deus." - é o próprio Senhor que toma a iniciativa para que nos aproximemos dEle! 

Certamente, se fosse para eu escolher a Deus, eu não escolheria. Ele quem me escolheu e sou imensamente grata por isso! - Por favor, não quero entrar no mérito Calvinismo x Arminianismo. Nunca gostei muito dessa discussão, acho pouco edificante. 

"A vida natural de cada um de nós é uma coisa egocêntrica, que quer ser paparicada e admirada, quer tirar vantagem das outras vidas e usar para seu proveito o universo inteiro. Acima de tudo, ela quer ser deixada em paz: quer distância de tudo que possa ser melhor, mais forte ou mais elevado que ela, tudo que possa revelar a sua pequenez. Tem medo da luz e do ar fresco do mundo espiritual, da mesma forma que as pessoas que foram criadas sem higiene não gostam de tomar banho. Num sentido, ela tem toda a razão, pois sabe que, se cair nas garras da vida espiritual, seu egocentrismo e sua vontade própria serão exterminados. Assim, luta com unhas e dentes para que isso não aconteça."

Esse trecho acima é um tapa na minha cara. Sério! Agora entendo o porquê de eu tanto me esquivar: além do medo de perder coisas (até sinto vergonha de confessar isso), também tinha o medo de ser transformada! Sim, porque os encontros com Cristo sempre são transformadores. E o caminhar com Ele então, nem se fala! Ser transformado dói, dá trabalho, é difícil, complicado... e quando você coloca empecilhos para o agir de Deus, é muito pior. Muito pior mesmo.

O verdadeiro Filho de Deus está ao seu lado. Ele está começando a transformar você em algo semelhante a ele. Está começando, por assim dizer, a "injetar" seu tipo de vida e pensamento, sua zoé [vida espiritual], em você; está começando a transformar o soldadinho de chumbo num homem vivo. A parte de você que não gosta disso é a parte que ainda é feita de chumbo.

Me consola saber que Cristo está ao meu lado, quer caminhar comigo, quer me transformar dia a dia para que eu seja mais parecida com Ele, pois é através dessa transformação que vou experimentar plenamente a eternidade. Sim, porque a vida agora é apenas um ensaio para a vida eterna.

Bem, estou seguindo na minha caminhada. É bem possível  que eu escreva outro texto aqui (que tal uma parte três? rs). Enquanto isso, estou lendo um ótimo livro sobre disciplinas espirituais (oração, jejum, solitude, celebração, adoração e outros): Celebração da Disciplina, de Richard Foster. E vou seguindo, mergulhando mais fundo. Quando me dá medo de me afogar, falo com Ele. Não quero mais ir à tona. 

sábado, 7 de setembro de 2013

Mergulhando em um relacionamento

Eu não gosto desses longos hiatos no meu blog. Se eu pudesse, escreveria nele todos os dias ou, pelo menos, uma vez por semana. Mas a minha rotina diária muitas vezes me impede de escrever algo legal. Eu poderia escrever muitas coisas, mas quero escrever algo realmente muito bom, pois creio que os leitores do meu blog irão gostar. E é melhor ainda quando reflito nos últimos acontecimentos da minha vida e coloco tudo no papel, ou melhor, na tela.

Bem, há um tempo atrás que Ele vem me falando sobre o nosso relacionamento. Sim, esse "Ele" que coloquei é Deus mesmo. Bem, Ele tem me falado há muito sobre aprofundarmos o nosso relacionamento. O problema é que, de uma certa forma, fugi um pouco disso ou não dei a devida importância. 

Calma! Não fique tão assustado! Eu não me desviei da fé (graças a Deus!!). A questão é que não me aprofundei nesse relacionamento por medo. Talvez um medo bobo de me perder de mim mesma ou de perder algumas coisas e pessoas. 

"Quem achar a sua vida perdê-la-á; e quem perder a sua vida, por amor de mim, achá-la-á." Mateus 10:39

Pois é. Eu - de maneira boba, infantil e imatura - achei que só haveriam perdas se eu mergulhasse nesse relacionamento. Mas, na verdade, é justamente o contrário. A gente ganha, ganha, ganha, ganha infinitamente mais!

"Porque vale mais um dia nos teus átrios do que mil..." Salmos 84:10

Para me ajudar nesse processo, Deus permitiu que eu tivesse acesso a dois livros que há uns anos eu queria ler:

- Cristianismo Puro e Simples, de C. S. Lewis

- Plena Satisfação em Deus, de John Piper

Bem, se eu fosse falar sobre essas duas excelentes obras - lembrando que o primeiro livro citado ainda está sendo lido enquanto escrevo este post - precisaria de dois ou mais novos posts. Eu poderia discorrer sobre eles por vários dias, abordando várias nuances e relacionando com textos bíblicos. 

Mas, como eu gostaria de falar apenas no que eles representam pra mim em termos de desenvolver um relacionamento profundo com Deus, vou colocar um trecho de Piper que me faz pensar:

"Deus é mais glorificado em nós quando estamos mais satisfeitos nEle." 

John Piper fala sobre o prazer em Deus, aspecto que é negligenciado ou até mesmo descartado por muitos cristãos que não entendem o seguinte: o Senhor quer é um relacionamento profundo e sincero da criatura com o Seu Criador. Ele até cita um versículo: 

"Far-me-ás ver a vereda da vida; na tua presença há fartura de alegrias; à tua mão direita há delícias perpetuamente." Salmos 16:11

O âmago desse post é o seguinte: preciso, a cada dia, conhecer mais a Deus e aumentar a intimidade no relacionamento com Ele. Preciso descobrir mais sobre quem é esse Deus e me deleitar nEle. Mas o deleitar é puramente por amor a Deus e não simplesmente como um meio para conseguir algo dEle. 

Olho pra mim mesma e vejo que ainda tenho que caminhar muito nesse sentido. O melhor de tudo é saber que o Senhor está muito mais interessado nisso do que eu e que Ele me dará os meios de chegar. Ou melhor, o único meio, caminho, verdade e vida já veio: Jesus Cristo. 

“Quando se trata de conhecer a Deus, toda a iniciativa depende dEle. Se Ele não se quiser revelar, nada do que façamos nos permitirá encontrá-lo.” (C. S. Lewis)

Se você achou que eu falei muito superficialmente sobre o assunto, não se preocupe: tenho a levo impressão de que ainda vou retomá-lo em outros posts. 

domingo, 21 de julho de 2013

O não dito

"Tem coisas que não dizemos que se vão acumulando em um porão, e quando ele está cheio, é hora de esvaziar, dizendo o que sente."

A frase acima é de um filme que vi recentemente, chamado ABC do Amor (em inglês, Little Manhattan, mas a tradução não tem nada a ver com o nome do filme, vai entender...). Enfim, eu fiquei pensando muito nessa frase quando o pai do protagonista disse a ele. Fiquei pensando porque, de fato, é uma realidade.

Quantas vezes a gente já estragou relacionamentos por conta do "não dito". Tantas coisas que a gente poderia dizer, confessar ao outro, mas por um motivo a gente deixa de falar. Talvez por orgulho, talvez por medo do que o outro vá pensar, talvez por medo de perder aquilo que se tem quando as coisas não são ditas.

Relacionamento requer algumas coisas, mas acredito que uma das mais importantes é confiança. E confiança não é algo que se adquire tão facilmente. Ainda mais hoje em dia, quando as pessoas parecem nascer com um "desconfiômetro". A gente suspeita um dos outros com tanta facilidade! Tá mais fácil pensar mal do que pensar bem de alguém. 

Por isso, prezo a sinceridade. Ela é uma boa base para a confiança. Posso ter errado muitas vezes nos meus relacionamentos, mas uma coisa que tenho aprendido é ser sincera. É parar, sentar, conversar com a pessoa olho no olho - porque esse negócio de mandar e-mail ou mensagem não dá certo,  pois a letra é fria - e dizer aquilo que eu penso.

Mas tem um detalhe aí! Esse lance de sinceridade, de dizer o que se pensa, deve ser feito com amor. A gente exorta alguém em amor. A gente fala de uma forma que não vai prejudicar o outro. O objetivo da conversa não é eu mostrar que sou melhor do que o outro, que sou mais inteligente ou depreciar o outro pra que eu sinta melhor. O objetivo é "colocar o jogo na mesa", para que a confiança e relacionamento possam crescer.

Eu não quero ficar no não dito. Eu quero caminhar e conhecer. Quero relacionamentos saudáveis, não porque são perfeitos, mas porque todos os lados buscam o melhor para todos. Quero um abraço sincero, me olhar nos olhos e me dizer a verdade, ainda que essa verdade incomode, mas que seja um relacionamento de verdade. 

sexta-feira, 12 de abril de 2013

Debates infelizes



Pensei muitas vezes no que eu iria escrever, porque sei bem as consequências de se escrever algo e repercutir de forma ruim. Lógico que não vou ficar me preocupando com o que os outros pensam, mas também não quero escrever qualquer coisa apenas para que a minha voz possa ecoar na multidão. É preciso expor ideias com responsabilidade também.

Debates sempre existiram. Remontam a tempos antes de Cristo, inclusive. No entanto, hoje eles parecem bem mais comuns, porque agora podem ser vistos por mais pessoas - e muito mais pessoas podem participar do debate também.

Não é só a internet. É o Facebook, certamente a rede social online mais conhecida da atualidade, tornou-se cenário para debates. Pode-se dizer que no Orkut também ocorriam, mas eles ficavam restritos às comunidades e seus participantes, correto? Agora, qualquer pessoa que acessa o Facebook pode participar de um desses debates e até mesmo criar um.

Eu já criei alguns, inclusive. E nem foi tão proposital. Teve um que me chocou muito, relativo a - do ponto de vista cristão - se pode ou não pode usar tatuagem. Pelo nível das conversas, eu não tenho certeza se as pessoas leram o artigo. Elas despejaram suas opiniões - algumas de forma um pouco grosseira, na minha opinião, desculpe amigos - e achei que o negócio não ia mais ter fim. 

O mais recente - quentíssimo, por sinal, foi referente a isto aqui: A cultura do estupro gritando - e ninguém ouve. O assunto reverberou bastante. Desta vez, os comentários foram mais interessantes, buscaram até outro artigo como fonte. Legal.

Mas, o que nas últimas semanas continua pegando fogo mesmo é o deputado e pastor Marco Feliciano presidir a Comissão de Direitos Humanos na Câmara, pois o mesmo vem sendo acusado de racismo e homofobia. Eu não vou entrar no mérito dessa história, ela é apenas uma ilustração desse artigo, mas gostaria de discutir sobre os debates que têm ocorrido sobre o assunto nas redes sociais online. 

Como diz o baiano: Rapaz, o pessoal não sabe debater não! Primeiro, porque parece que você é acuado a ter um posicionamento rápido sobre o assunto. Nem sempre isso é possível, sabe. Às vezes, sabemos bem de uma coisa e podemos expor nossa opinião. Em outros momentos, é preciso conhecer mais, pesquisar a fundo, decidir e, só aí, expor. No entanto, numa sociedade no qual tudo é "pra ontem", é preciso se posicionar logo, mesmo que seja pra falar/escrever algo sem noção. 

Segundo, o pessoal não respeita a opinião do outro. E isso não é só nesse debate não, é em todos! O pessoal não curte muito a ideia de Voltaire: "Não concordo com uma palavra do que dizes, mas defenderei até o ultimo instante seu direito de dizê-la.". E não sabem ouvir/ler! Ou melhor, nem leem, já saem criticando. E haja ruído na comunicação!

Sabe a pior forma de não deixar o outro se expressar? Paul Valéry colocou em uma frase algo muito significativo pra mim: "Quem não pode atacar o argumento ataca o argumentador". Escrevo isso com bastante convicção, pois já sofri com isso. Expus uma opinião, mas algumas pessoas não gostaram e, como não tinham argumentos para tal, resolveram me agredir, não fisicamente, mas verbalmente. Infelizes. Acharam que poderiam me desestabilizar, mas preferi excluir todo o debate e ficar em paz. É o melhor a se fazer, às vezes. Não vale a pena debater com pessoas assim.

Em tempos de debates pela internet, vejo que falta muita informação. Irônico, já que, hoje em dia, é muito fácil obter dados do que no século passado. Mas a pressa e a preguiça imperam, então é melhor colocar qualquer coisa, segundo eles. Pior do que isso, vejo falta de tolerância - palavrinha batida nos tempos atuais, mas só da boca pra fora mesmo, porque as pessoas têm usado essa palavra encostada com outra, chamada conveniência. 

Ficar calado pode significar que você é desatento, lerdo ou desinteressado. Mas, para mim, muitas vezes, especialmente na internet, tem significado esperar o momento certo para dizer algo relevante e interessante, sem atacar a figura do outro.