sexta-feira, 17 de junho de 2011

Carpe Diem!

Esta é a terceira vez que tento escrever este post. E, se ele está publicado, é porque realmente foi a última. Da primeira vez, escrevi um texto grande, mas ao mesmo tempo tão angustiante que não tive coragem de postar. Então, num momento, aliás, no momento decisivo entre publicar e excluir, eu acidentalmente apaguei todo o texto. Não tinha mais volta. Não fiquei triste, percebi que não era para ser publicado mesmo.

Da segunda vez, iniciei quase exatamente igual ao primeiro. Mas parei no segundo parágrafo. Agora, estou aqui, novamente, tentando escrever. E acho que, ontem, foi um ótimo dia para escrever sobre este assunto que tratarei agora.

Há alguns anos atrás, havia uma propaganda que passava na televisão com a frase Carpe Diem. A mesma propaganda explicava o que significa essa expressão "Aproveite o dia" e a partir daí comecei a me familizarizar com esse termo latino.

Anos mais tarde, ou melhor, há algumas semanas atrás, assisti um filme muito, muito bom, o qual eu sempre achei que já deveria ter assistido, mas que até então eu não tive a oportunidade: Sociedade dos Poetas Mortos (Dead Poets Society, 1989). Jovens estudam num rigoroso colégio tradicional, mas são inspirados a viver o Carpe Diem - eles até dizem essa frase várias vezes durante o longa - através de um novo professor.

A Sociedade dos Poetas Mortos - fofos!

Há alguns dias, assisti um outro filme que também me fez pensar sobre aproveitar o momento: Nunca te vi, sempre te amei (84 Charing Cross Road, 1986). Me fez refletir basicamente sobre não perder oportunidades, pois elas podem nunca mais voltar.

A livraria na 84 Charing Cross

Aí, pra variar, fiquei pensando na minha vida! Não que eu já tenha 80 anos e fique relembrando meus dias. Ainda nem tenho metade disso, aliás, faltam ainda uns 60 anos pra eu chegar lá. O fato é que pensei em como eu tenho vivido. E aí lembrei de vários momentos legais, sabe? Minha primeira viagem de avião. Dirigir a 80km/h durante alguns segundos (rs, é o máximo que eu cheguei até agora). A noite super legal em que eu e minha amiga Kaká patinamos no gelo (ok, foi num shopping, tinha várias crianças e adolescentes, mas a gente se divertiu muito!). Ouvir minhas músicas favoritas no MP4, cantar sozinha e ver as pessoas me olhando torto. Sorrir ao caminhar na rua - tirando a parte dos comentários de alguns caras bobos. Rir/chorar com um ótimo livro. Almoçar com minha família. Me divertir com meus amigos em qualquer lugar, em qualquer hora. E o principal: desfrutar de uma felicidade inexplicável pelo simples fato de pertencer a Deus.

Falando nisso, não posso deixar de expressar minha alegria. Até estranho estar tão alegre assim, afinal de contas, os dias têm sido maus e, como qualquer pessoa, estou sujeita ao cansaço, desânimo, ansiedade, dúvidas e mais... Ainda assim, posso dizer com todas as letras que estou bastante feliz e espero me manter assim durante muito tempo: sempre! Ainda que as circustâncias sejam ruins e tudo esteja muito confuso, quero desfrutar da mesma alegria e esperança que tenho nesta noite. E isso porque creio que Deus conhece todas as minhas necessidades. Hoje, ele supriu tudo aquilo que eu precisava no dia. Não faltou nada. Por que me preocupar?

Eu particularmente não gosto quando as pessoas que estão em uma - digamos - "boa fase" cheguem pra mim e digam "Ah, vai dar tudo certo, você vai ver" etc. É fácil falar que vai dar tudo certo quando tudo vai bem. Eu gosto quando vejo alguém que, ainda que esteja numa situação muitíssimo difícil, levante as mãos para o céu e agradeça a Deus com bastante alegria. Isso vale muito para mim.

Termino aqui. Sinto que eu disse tudo o que eu deveria dizer, apesar de que tenho a impressão de que poderia dizer mais coisas. Mas é assim mesmo, quem sabe em outro post. Se há algo que você quer fazer, vá, corra atrás. Não deixe a vida passar diante dos olhos. Carpe Diem!

2 comentários:

Mia Dailan. disse...

Lidi, acho q foi o melhor texto seu que eu jah li ate agora
amo esse filme
amo latim
amo "carpe diem"

Lidiane Ferreira disse...

Sério, Mai?
Que legal! =)
Esse não é meu texto preferido, mas é um dos que achei mais interessante escrever.
Carpe Diem = essa frase me acompanha há muito tempo, mas sempre preciso me lembrar dela.
Beijo!