quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Ilimitada

Esta é uma das minhas fotos preferidas
Foi como se eu acordasse de um sonho. Como cenas de alguns filmes ou de alguns clipes musicais. De repente, tudo parecia tão diferente... porque agora meu olhar é outro. E, finalmente, eu poderia... Voar!


Sim, certas amarras me prendiam. E eu não podia me desvencilhar porque, de fato, eu mal tomara conhecimento delas. Ignorava-as como as pessoas hoje em dia ignoram os mendigos nas ruas. É uma visão ruim, não por eles, mas pela situação deles. Incomoda. Eles estão lá. Mas a gente simplesmente passa e finge que não vê, quando deveria fazer algo a respeito. Mas esta é uma outra história...

Para bem da verdade, em certos momentos, eu não queria ver. Coloquei na minha mente e coração que simplesmente era mais confortável ficar ali, presa, limitada, do que simplesmente tentar me libertar. Por quê? Porque é mais cômodo. Afinal, para quem nunca voou, o medo é inevitável. Alguns mais corajosos dirão que o desconhecido motiva-os. Eu não. Sempre fui medrosa. Aliás, sempre não, agora não sou mais. Agora já sinto vontade de me libertar. Ou melhor, me libertei mesmo.

Talvez porque sou míope. Ah, mas há certos tipos de bloqueio na visão que nem óculos de grau altíssimo são capazes de curar. Nem lentes ou cirurgias mais avançadas.

Não vou pensar no tempo que perdi, pois, se eu ficar pensando nisso, mais tempo perderei. Também não vou tentar arranjar novas cordas para me prender. Pois, às vezes a gente se acostuma tanto com elas que, mesmo livre, ainda quer senti-las apertar nossos pés, mãos, nosso ser. Não, delas não terei mais notícias, apenas na minha lembrança, guardada no fundo do baú do meu inconsciente.


Corri também atrás de muita coisa que não valia apena. Como Alice, curiosa, atrás de um coelho branco, sem razão. Sim, ela divertiu-se, assustou-se, conheceu coisas e pessoas novas. Experiência. Talvez tenha sido o único presente que valeu a pena nessa jornada.

Enquanto isso, vou tentando imaginar que rumos tomar. Ilimitados. Afinal de contas, já me desvencilhei das cordas. Mas ilimitada no meu contexto. Sei que existe alguém realmente ILIMTADO que pode me fazer coisas ilimitadas conforme a minha estrutura. Isso também é uma outra história. Só sei que agora posso proclamar aos quatro cantos aquilo que achei que tinha o tempo todo, mas que só agora consigo realmente sentir e expressar: Liberdade!

Um comentário:

Mia Dailan. disse...

ilimitada
sei bem o que e isso
lidi bjos
saudades!