terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Estereótipos

Odeio estereótipos. Cansei de ouvir frases como "Baiano é preguiçoso" ou "Mineiro é desconfiado" ou "Carioca é malandro". Isso porque expressões assim dão a entender que todas as pessoas, sem exceção, pretencentes ao universo citado são daquela forma. Quando na verdade não são. Não mesmo.

Bahia terra do axé? Quem vive aqui sabe que há várias tribos, vários estilos musicais. E há também os ecléticos, que gostam de tudo um pouco. Indo para o meio evangélico, não dá para dizer que crente só usa roupas longas e vive de cabelo preso (no caso, as mulheres).

Por um outro lado, entendo quando as pessoas falam esterótipos. Afinal de contas, seria muito difícil lembrar de toda a variedade da cultura baiana. Aliás, é praticamente impossível. Nós, homens e mulheres do século XXI, somos audiovisuais. E somos principalmente visuais. Por isso, empresas investem pesado em suas marcas, em seus logotipos, pois são eles que ficarão impregnados na cabeça das pessoas, às vezes até mais que o próprio nome fantasia.

Uma maçã com uma mordida. Esse é o símbolo da Apple, uma das gigantes em computação no mundo. Será que você se lembraria dela sem esse signo? Ou o pinguim do Linux. Ou o cavalo da Ferrari. Ou até mesmo símbolos mais abstratos, como círculos, traços, polígonos, misturado a diferentes cores.

Da mesma forma, nosso cérebro não se dá ao trabalho de gravar toda uma cultura. Ele irá fixar apenas o que mais chamar a atenção, o que for mais propagado e estimulado pelos sentidos.

Então, a questão não é criar estereótipos e sim que tipo de marca tem sido fixada, se positiva ou negativa. Contextualizo para cada um: que marca você tem deixado para as outras pessoas? É praticamente impossível fugir de estereótipos, por isso é necessário desenvolver e propagar o melhor.

Não quero que baiano seja conhecido como preguiçoso, até porque uma tese de doutorado já diz o contrário. Por isso, é necessário mostrar que o baiano é trabalhador. Não apenas por dizer. Mas porque é a verdade e a verdade precisa ser conhecida. Assim, as pessoas têm que os cristãos como imitadores de Cristo e não como "o povo do livro preto debaixo do braço" ou "das roupas longas e cabelo preso" ou "que fica dando dinheiro ao pastor". Nada disso. Apresentemo-nos como imitadores de Jesus. E se não souberem quem é Jesus ou tiverem uma visão equivocada a respeito dele, é uma ótima oportunidade de apresentá-lo.

4 comentários:

Jamile disse...

Saudades de ler estes textos. Muito bom, Lidi!

Deborah disse...

Seus posts são demais.
Quando agente pensa que tem um desfecho, a coisa muda, e de repente a história toda fez muito sentido.

" Apresentemo-nos como imitadores de Jesus"

Prazer!

Lidiane Ferreira disse...

Para Jamile! Que bom que você voltou a visitar meu blog! =D
Saudades de você!
Beijos! Deus te abençoe muito!

Para Deborah: Oi! Obrigada por visitar meu blog! Sim, precisamosnos apresentar como imitadores de Cristo. Deus te abençoe e prazer também!

Tiempo disse...

Amei seu post, odeio estes rótulos que dizem baianos isso, sergipanos aquilos, cristão aquilo lá. Considero que existem estes rótulos pq antes de conhecer os individuos já criamos pré-conceitos, isso é ruim, não podemos fazer o mesmo. Mas acho interessante o que essas empresas de marketing conseguem fazer conosco, já não consigo olhar para uma maçã com os mesmos olhos..kkkkk bjs... continui a escrever assim