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Naquela época, eu queria escrever minha própria história sobre adolescentes. Eu já havia assistido a vários filmes e programas de televisão (inclua na lista filmes teens dos anos 80 e séries brazucas como Confissões de Adolescentes e Malhação). No entanto, sempre achava que faltava algo às histórias, algo que eu certamente daria e que deixaria os roteiros muito melhores.
Lápis e papel em mãos, eu tinha milhões de ideias. E esse era o principal problema. Por conta da quantidade absurda de ideias que eu tinha para a história (daria para contar umas cem histórias diferentes rs), eu nunca conseguia me concentrar para continuar algo. Começava a escrever, mas pouco tempo depois mudava de ideia e começava tudo outra vez.... Várias vezes.
Já pensei em fazer uma história sobre três amigas. Depois o número aumentou para quatro. Depois foram quatro amigos: duas meninas e dois meninos. E parece que esse último rendeu, pois foi o que eu mais me empolguei. Cheguei a desenhar o rosto dos personagens (não sou muito boa em desenho, por isso decalcava desenhos de livros que eu tinha) e a história foi tomando forma.
Nessa época, eu meio que imitava um ideia muito legal de uma amiga de minha irmã no colégio. Ela tinha um caderno e criava várias histórias adolescentes. E colava fotos de modelos que apareciam nas revistas Capricho e Atrevida. Também cheguei a recortar várias fotos, até de gente famosa, atores e atrizes, cantores etc. Mas nunca cheguei de fato a colar nada no caderno. Guardei as fotos até pouco tempo atrás, quando finalmente resolvi fazer uma faxina geral e eliminar aquilo que eu sabia que não ia mais precisar. Pelo menos os recortes me ajudaram a pensar um pouco mais nos personagens.
Até os 15 anos, as histórias estavam vivas na minha mente e até ganharam espaço nas folhas de caderno. Mas o tempo foi passando, e como eu nunca chegava a continuar os textos, a coisa foi ficando cada vez mais para trás. Até que se tornou uma vaga lembrança, recordada quando encontrei, depois de tantos anos, os manuscritos. Guardei-os, afinal de contas, eles podem servir, quem sabe, para uma ideia futura. Ou mesmo para a ideia que novamente me incomoda de escrever um livro. Acho que a história será bem diferente, mais madura e voltada agora para minha fé, que tem sido algo essencial para mim. Mas acho que posso aproveitar os personagens.
Talvez eu tome coragem e coloque trechos dos manunscritos. Seria um privilégio para vocês, leitores, já que nunca os mostrei para ninguém. Aliás, já é um privilégio para vocês ler este texto, pois estou revelando um segredo.
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